sábado, 26 de julho de 2014

SÓ UM DIA PARA AVÓS.




           DIA DOS VELHOTES
          (Sejam ou não avós, a viver com netos ou sós)

Todos os dias é um dia de uma coisa qualquer.
Podia dar para pior a quem uma vez se lembrou
 de que um dia bastava e
sobrava,
 para festejar coisa qualquer;
nem  sequer se deram conta
que nunca ninguém dias comprou,
nem herdou,
para dar a quem não quer
coisa de tão pouca monta.
Deles aproveita, pois, quem quiser.
Se puder,
Porque, quem iria admitir
(por suposição)
A que numa altura qualquer
Alguém lhe fosse dizer que era dia de partir?
(Só por embirração)
Festeje o que quiser, se preferir;
Há muito no mundo o que escolher, pode crer.
Até para nós,
 disseram: hoje é 

DIA DOS AVÓS
 (Tótós!)

Que sendo para nós iguais a todos os outros,
a gente conhece e aceita.
Aproveita.
Pois são no ano dias poucos
(em casos de boa colheita…)
Que a velhada, fartos de ficarem sós,
Não dão e trocam beijos
De netos para os avós.

                                      Avô a tomar banho na piscina do jardim.


Remígio Costa, 2014,07.26



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