sexta-feira, 18 de julho de 2014

BRINQUINHOS DA MINHA ALDEIA


                                                              O PELOURINHO

                  O Pelourinho localizado no jardim da Casa do Paço (TH) sob as as ramadas das árvores que o envolvem.

                  De 29 de Abril de 1793 e durante mais 43 anos, Lanheses foi uma Vila sede de concelho, com várias freguesias vizinhas anexadas. Para testemunho da sua independência relativamente a Viana do Castelo donde se separara, foi erigido no então Largo da Feira um pelourinho como símbolo da sua soberania, o qual se situava entre as Casas da cadeia e da Câmara, sensivelmente no mesmo local onde hoje se ergue a fonte cilíndrica de granito.

                  A quando da extinção administrativa do concelho, como uma parte do terreno do Largo, a poente, continuava vinculado à Casa do Paço, as autoridades da freguesia obtiveram, em 22 de Abril de 1933, a anuência de D. Miguel, representante na altura da Casa, a cedência do terreno e das oliveiras a favor da  freguesia, pretensão a que o nobre anuiu mas com reserva do pelourinho, cuja posse desejou conservar e fez deslocar para o jardim vedado onde atualmente se encontra.

                 O monumento tem uma estrutura simples em granito, de base quadrangular com três degraus, tendo ao centro uma coluna redonda constituída de base, fuste e capitel encimada com uma esfera de pedra sobre uma base em forma de pirâmide. O monumento é visível do exterior e o acesso ao local está dependente de autorização do proprietário.

                É público que, por várias vezes ao longo dos anos, as autoridades administrativas da freguesia têm manifestado empenho, perante os titulares da Casa d'Almada, para fazer voltar ao seu antigo lugar o que é ainda hoje um símbolo com muito significado para os habitantes da freguesia de Lanheses, todavia sem sucesso até agora. Como cidadão interessado pelos assuntos da minha terra, julgo conhecer os fundamentos que obstruem o bom curso do processo que leve à reposição da História, o que muito agradaria à comunidade de Lanheses. Como muitos de nós, e conhecendo o bom caráter e altruísmo dos herdeiros da Casa dos Condes de Almada e o carinho e a estima que nutrem por esta terra, que é também a deles, que da mesma maneira  muito os considera e respeita, tenho esperança de ver encontrado um entendimento que honre ambas as partes e acabe com o exílio a que vem sendo sujeito o histórico monumento.

                
                                                     O Topo do pelourinho.                     




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