segunda-feira, 21 de julho de 2014

BRINQUINHOS DA MINHA ALDEIA.

 "AS ÁRVORES MORREM DE PÉ"


                      A expressão que dá o título ao "Brinquinhos da Minha Aldeia" de hoje, faz parte da peça de teatro interpretada pela grande atriz Dona Palmira Bastos na sua última aparição na televisão pouco antes do seu falecimento em 1967, intitulada "AS ÁRVORES MORREM DE PÉ". A enorme Senhora do teatro português proferia, já no final da peça de um modo absolutamente magistral e voz divinamente firme a frase "Morta por dentro, mas de pé, de pé, como as árvores", que haveria de se converter num citação obrigatória para traduzir a dignidade da pessoa humana perante a maior adversidade sofrida.

                     O tronco ressequido do que terá sido um carvalho robusto e frondoso resiste há já alguns anos sem vida mas aparentemente com robustez bastante para se manter por muito tempo na posição vertical, no Jardim da Casa do Paço, dos Condes de Almada, em Lanheses, Viana do Castelo. Morto, é certo, mas de pé como devem morrer as árvores nobres ou as pessoas que mereçam o respeito e a dignidade que este velho tronco exibe.





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