terça-feira, 1 de setembro de 2015

PARA QUEM ME ACOMPANHOU AQUI NO doLETHES NA FESTA DO MILHEIRAL.

           


             Cheguei ao Parque Verde pelas 14:30 horas e saí de lá estavam a bater as 22:00. Não comi mas bebi um "fino" e aceitei de um sobrinho meio copo de vinho branco, fresco.

             Comecei a preparar na segunda feira o post sobre a Festa do Milheiral que ontem aqui divulguei pelas 9:00 horas e interrompi às 13:00 para almoçar. Depois aguardei cerca de duas horas e quarenta e cinco minutos que as fotografias pudessem ser mandadas para o post. Concluído.

              Às 17:20 fiz o clic final.

              Com um número da Rusga da Associação de Tocadores de Concertina de Ponte de Lima, agradeço a quem teve a paciência de me fazer companhia no doLethes.

             


 Remígio Costa.



O RITUAL DA LENDA DA QUEIMADA GALEGA.

                  


            A noite já caíra sobre o Parque Verde quando ainda não estava cumprido o programa da festa iniciado pelas 14:00 horas, de domingo. Antes da desfolhada que haveria de ser interpretada pelo Rancho Folclórico da Casa do Povo de Lanheses, havia ainda que cumprir a "Queimada Galega", um "número" pouco conhecido para muitos e inédito na nossa comunidade na versão integral e na sua origem bem como nos objetivos e costumes que nela de contêm.

              Sendo verdade que a queimada é uma tradição da vizinha Galiza muito antiga, não há confirmação credível de que os Celtas a praticavam como costume que chegou ao povo galego no norte de Espanha até aos nossos dias, pelo que, em boa verdade, não passa de uma lenda.


              Contudo é certo que o ritual se cumpria em ambiente de intimidade familiar ou de grupos, e contêm princípios de bruxaria e ritual e misticismo pagãos, se bem que também lhe atribuem propriedades curativas. A preparação, como se viu fazer no Parque Verde, é feita à base de aguardente, mel, açúcar, limão, laranja e maçãs, juntando-se grãos de café enquanto a aguardente vai ardendo. 

               O ritual só fica completo com o "Esconjuro" que é uma espécie de invocação mística por um elemento do grupo reunido, de duendes, druídas, demónios, bruxas, nomes de santos que os presentes acompanham repetindo em coro os nomes pronunciados.




Copiei na wikipédia a seguinte versão:
 
"O esconjuro da queimada foi escrito por Mariano Marcos Abalo em 1967 e revisto em 1974.[3]

Recitando o conjuro.

Queimada a arder

Pequena queimada
Mochos, corujas, sapos e bruxas. Demônios, trasgos e diabos, espíritos das enevoadas veigas. Corvos, píntigas e meigas: feitiços das mezinheiras. Podres canhotas furadas, lar dos vermes e alimárias. Fogo das Santas Companhas, mau-olhado, negros feitiços, cheiro dos mortos, trovões e raios. Uivar do cão, pregão da morte; focinho do sátiro e pé do coelho. Pecadora língua da má mulher casada com um homem velho. Averno de Satã e Belzebu, fogo dos cadáveres ardentes, corpos mutilados dos indecentes, peidos dos infernais cus, mugido do mar embravecido. Barriga inútil da mulher solteira, falar dos gatos que andam à janeira, guedelha porca da cabra mal parida. Com este fole levantarei as chamas deste fogo que assemelha o do Inferno, e fugirão as bruxas a cavalo das suas vassoiras, indo se banhar na praia das areias gordas. Ouvi, ouvi! os rugidos que dão as que não podem deixar de se queimar na aguardente ficando assim purificadas. E quando esta beberagem baixe pelas nossas goelas, ficaremos livres dos males da nossa alma e de feitiço todo. Forças do ar, terra, mar e fogo, a vós faço esta chamada: se é verdade que tendes mais poder que a humanas pessoas, aqui e agora, fazei que os espíritos dos amigos que estão fora, participem connosco desta Queimada.

                                 De fonte anónima soube no momento em que decorria a queimada como número da Festa do Milheiral, que a ação foi desempenhada por um ator e uma atriz do Centro Dramático de Teatro de Viana do Castelo.



Fotos TELEMÓVEL:
doLethes
Texto: Remígio Costa

IMAGENS DO LIMA EM PONTE DE LIMA QUE JAMAIS SE REPETIRÃO.

          
                          Entre as duas pontes


                     Há já algum tempo que decorrem no leito do espelho de água formado entre as pontes romana e a da Srª da Guia, em Ponte de Lima, obras de relevo a montante e a juzante desta última travessia do rio Lima com vista à melhoria do lençol aquático que se formava no "areal" e era usado como pista de treino para a atividade de canoagem. Pela observação do atual estado dos trabalhos, poder-se-à presumir que a ideia visa ampliar a área do leito do rio e a estabilização do nível e profundidade da água a montante da ponte nova, em razão dos trabalhos que estão a ser efetuados a juzante onde decorre  a construção de um açude de cota mais elevada no local da anterior, bem como  do que julgo ser uma eclusa na margem esquerda, quiçá para a passagem de  embarcações menores e acesso das espécies que habitam no rio Lima. 

           Considerados os efeitos que a obra produzirá depois de concluída poder-se-á afirmar que Ponte de Lima nunca mais será a mesma que agora fica registada nas imagens que obtive no passado sábado, dia 29 de agosto último.

           O sucesso da escola da prática da canoagem e o prestígio das vitórias do pluricampeão velocista Fernando Pimenta na modalidade terão apressado o melhoramento do espelho que dá sem dúvida um toque de beleza à Vila que se orgulha da sua antiguidade e dos campeões que nela se criam.


   A JUZANTE DA PONTE NOVA (SENHORA DA GUIA)  


 

ENTRE AS DUAS PONTES





Fotos: doLethes
Texto: Remígio Costa

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

CAMPEÃO FERNANDO PIMENTA VEIO A LANHESES TREINAR.

         

                      Na passada sexta-feira dia 28 de Agosto, o laureado  campeão limiano FERNANDO PIMENTA, veio a Lanheses cumprir o seu plano de treino de canoagem no rio Lima, uma vez que se encontra em situação de obras o troço do rio que passa em Ponte de Lima e  que  costumava utilizar.
               Como tem vindo a ser divulgado, Lanheses tem em vista a abertura de um clube para retomar a prática da canoagem que há tempos se praticou por iniciativa da Escola Secundária local e que veio a ser extinta em virtude de um incêndio que destruiu as canoas guardadas numa barraca construída em madeira no local de acesso ao rio.
                Como não tive oportunidade de colher outras informações desconheço se o multi medalhado velocista de canoagem de Ponte de Lima vai utilizar de novo o "nosso" rio para a sua preparação.



           Agradeço ao amigo que obteve as fotografias aqui publicadas.

DECORREU COM GRANDE ÊXITO A FESTA DO MILHEIRAL NO PARQUE VERDE DE LANHESES (Viana do Castelo)

            

                                                 Entrada no Parque Verde

         Sem dúvida que o tempo de verão que ontem se fez sentir no magnífico espaço do Parque Verde situado na margem direita do rio Lima a menos de um quilómetro do centro da freguesia de Lanheses (Viana do Castelo)  foi o fator que mais contribuiu para o sucesso total obtido por esta edição de 2015 da Festa do Milheiral, por oferecer as melhores condições para a concretização de todos os eventos que formavam o variado programa da Festa, sobretudo pela excelente temperatura ambiente do dia que criou as condições ideais para a realização do piquenicão à sombra do farto arvoredo ali existente, bem como as demais ações programadas. Com efeito, o amplo espaço do arvoredo estava literalmente preenchido com famílias e amigos reunidos à volta dos farnéis previamente preparados e reservados antecipadamente os locais, enquanto muitos outros recorriam às refeições fornecidas no recinto na tenda montada para o efeito e os "finos" saíam espumosos e frescos em ritmo frenético para mitigar a sede dos apreciadores.

            A animação principiou cerca do meio dia com a entrada do grupo de bombos de Santa Marta de Portuzelo, onde não faltaram os cabeçudos para gáudio dos mais jovens aos quais foi proporcionada uma incursão pelo rio no barco água-arriba, com a vela quadrangular redonda içada. 

                         Grupo de Bombos de Santa Marta

            Seguidamente, o espaço dos eventos passou para a zona da eira, mais ao centro do recinto, com elementos da Escola de Música amadeus a tocarem concertina em formação de rusga por entre os grupos que ali permaneciam para,  logo após principiar a atuação da jovem cantora da freguesia vizinha de Vila Mou, Ivone Lima, a qual interpretou vários temas em voga ou de conhecidos artistas como Amália, no inevitável "Havemos de ir a Viana", com versos de Pedro Homem de Melo. Esta jovem, a quem já tive oportunidade de ouvir noutras atuações, é dotada de voz e mostra já apreciável à vontade na relação com o público, dominando o recurso à colaboração dos ouvintes para colaborarem com ela nas canções mais populares e conhecidas. Merece, sem dúvida mais oportunidades esta jovem moça, simples e com evidente gosto de cantar e de enfrentar o público.


                                  Na eira -  As danças

            Chegou a altura das danças e a eira passou a pista de exibição dos estilos e passos das preferências do momento, de jovens em idade e dos que outros que a desejam manter. Antes da escola "Já Dança" com os seu reportório de exibição próprio, passaram na eira o kuduro e outros estilos, orientados por um monitor que procurava incutir no grupo eterogéneo de "habutués" e principiantes o ritmo adequado. Com os Já Dança, os ritmos e os intérpretes estilizados exibiram números mais sincronizados, do que destaco o tango por ser aquele que mais aprecio.

                                       "Solnado"
             Antes de estar presente na peça de teatro "Solnado", um monólogo a cargo de ator amador do teatro de Santo Tirso bastante divertida, dei um "salto" ao rio, maré cheia do ano, onde haveria exibição de jovens que hão-de fazer parte do clube de canoagem que esta previsto vir a constituir-se em Lanheses sob o patrocínio da Junta de Freguesia. Estavam as primeiras embarcações a entrar na água e eis que sou "desafiado" pelo amigo Caninhas a entrar na canoa monóxila por ele construída para "filmar", dizia ele, de dentro para fora. Surpreendido pelo inesperado da aventura que seria para mim entrar numa embarcação que balouça como berço de recém-nascido, não respondi de pronto mas tive a certeza de que não ia recusar. O Caninhas, fazendo tombar a réplica das canoas de há 2300 anos aC, de um lado para o outro, garantia que era impossível adornar e virar. Decidi-me e entrei, mandou sentar-me de costas para ele e entrámos sem custo no caudal quase estagnado àquela hora da maré. Entretanto, já havia na água mais de uma dezena de miúdos e miúdas, para uma espécie de prova de algumas dezenas de metros e eu junto deles a recolher na máquina as fotografias. Cheguei, seguro à margem, como se tivesse a chegar do alto mar de uma prova de vela, para alívio (presumo eu) da minha filha que me deu a mão para voltar a pisar o chão da terra. Thank you, Caninhas.

                          NO RIO - CANOAGEM



                                    Caninhas e a canoa

              Voltei à eira a tempo de ver a dançar a "Zumba" pela Escola de Dança". Uff, até cansa, só de ver. Mexe que mexe e remexe e volta a mexer, E repete. E ninguém se aborrece.

              Foi uma bela surpresa a exibição do rusga da Associação de Tocadores de Concertina de Ponte de Lima, formado por cerca de duas dezenas de homens e mulheres, contando com mais de uma dezena de concertinas, bombo, reco-reco, tamboretas e cantoras. Excelente atuação, com temas variados a que nem uma anedota "apimentada" faltou pela boca de uma senhora. Entusiasmados,  encantados pelo som que elogiaram captado por quatro micros, os limianos mostraram sabedoria no uso instrumental e nos temas regionais que ofereceram aos presentes num tempo bem alargado. Deixaram um rasto de simpatia e satisfação, tanto mais que a maior parte do grupo é formado por elementos com idade madura.

                     Rusga de Concertinas de Ponte de Lima
 
             A noite caía e esfriava com a ameaça próxima de chuva a poente que, todavia, não haveria de chegar. Deu, pois, tempo e o espaço, largo, onde se exibiram continuou com condições para o desfile. Foi a marcha da Seara (Ponte de Lima) que deu início com uma bem conseguida coreografia, com jovens e adultos, guarda roupa vistoso e muitos elementos. Muito boa. Segui-se a Seara, da margem esquerda, também do concelho de Ponte de Lima, vestuário rico, vistoso de cor e lindas intérpretes. Logo, a primeira das duas de Lanheses, a dos "Amigos de São João", com a 


                         "Cabeça" da Marcha Riba Lima

coreografia inspirada na pesca do Lima e na passagem de barco para a outra margem. A minha "Canon" começa a piscar vermelho e reduzi os clics, porque, a seguir e a terminar, vinha "a minha" isto é a de Riba Lima, onde é maioria é de velhos e outro que andam lá perto. Tema original, "As Vindimas", elas vestidas de cores garridas eles mais sóbrios. Trazem alguns arcos com cachos de uvas pendurados, simulam a vindima e levam-nos para um "lagar" onde estão os homens a pisá-las para tirar-lhes o sumo e fazer o vinho. Retiram-se perante os aplausos dos presentes, que ainda se mantinham em número avantajado não obstante ter começado a debandada por razões de interesse próprio.

                                   "Queimada Galega"

            Já com "o rolo" das fotografias preenchido, tive a tentação de dar por finda a minha continuidade no local. Voltei atrás, quando comecei a ouvir uma voz em tom estranho. Era o momento para se iniciar a "Queimada Galega" e a curiosidade reteve-se porque não tinha bem a noção do que iria acontecer. A cena, segundo a descrição do ator vestido de cinzento e capuz na cabeça, reportava-se à antiguidade quando na Ibéria eram os Celtas o povo que a ocupava, e metia druidas, bruxas, curandeiros e não sei que mais, tentando recrear um ambiente "à Vilar de Perdizes" do padre Fontes. Ao mesmo tempo, num grande alguidar de barro, a ajudante cortava em pequenos pedaços maçãs, laranjas e frutas diversas, juntando-lhes a seguir dois garrafões de cinco litros de aguardente, a que adicionou açúcar mascavado e mel, incendiando a mistura. Entretanto, foi preparando a solicitando às pessoas que se aglomeravam em redor, para o acompanharam numa lenga lenga que invocava o nome de demónios e santos, ao mesmo tempo que com uma colher mexia a mistura e fazia levantar a chama. Não sei se a estória pelo ator contada tem fundamento verídico e se de facto se tratava de uma prática de bruxaria que, disse ele, já se praticava entre os Celtas em era aC. Também não cheguei a conhecer o gosto da mistela, porque, entretanto, já um tanto ou quanto exausto pelo tempo que cirandei de um lado para o outro já me pesava tanto a cabeça com as pernas e, sem mais coragem, regressei a casa sem ver a desfolhada pelo Grupo Folclórico da Casa do Povo de LANHESES, que deveria encerrar a Festa do Milheiral, como estava previsto.

    
                         Um grupo que fez piquenique

           A Festa do Milheiral terá sido a mais frequentada e bem sucedida de quantas até agora ali decorreram. Teve, sem dúvida, muito público que se espalhou até a margem do Lima, porque o tempo sugeria proximidade com a água e sombra. Não houve registo de um único incidente o que, sem policiamento no local, é um  fato assinalável. Houve ordem no estacionamento e uma ou outra pequena quebra da regra é o defeito entranhado do ser português.

 ~Engº Vítor Lemos, ao centro, em visita informal, tendo à sua esquerda o presidente da Junta de Lanheses, prof. Filipe Rocha e, do lado direito, Hélio Franco, membro do executivo lanhesense.

           Registei a presença no local do vice presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Vítor Lemos e do ex-presidente do executivo da Junta de Freguesia de Lanheses, Ezequiel Vale, a quem se deve a realização da I Festa do Milheiral.

                       Um dos postos de venda criados no local com produtos da lavoura local

           Não poderia concluir estas linhas sem fazer referência às pessoas que montaram no recinto postos de venda de produtos de lavoura e ali permaneceram muitas horas a atender os clientes. Registe-se que o apuro das vendas visa fins de solidariedade social porque se destinam a custear os encargos da Obra Social Riba Lima, o mesmo acontecendo com o remanescente do serviço de refeições prestado na tenda da Obra, sendo os produtos oferecidos na sua grande maioria por famílias da freguesia.

           Do que fica registado com o pormenor e rigor e isenção possíveis não posso deixar de mencionar que uma concentração de pessoas com esta dimensão e duração dos eventos, exige condições próprias para a higiene pessoal dos participantes, que de modo algum se resolve com a colocação de uma única cabine amovível para as necessidade fisiológicas. É imprescindível que a organização do evento assuma como prioritária a instalação de equipamento sanitário no Parque Verde , tanto mais que vai passar a ser utilizado regularmente pelos praticantes de canoagem. E porque admito sem dificuldade de maior que os responsáveis estão sensibilizados para a resolução desta carência e a curto prazo, permitam-me que termine estas linhas com algum humor alertando para o facto de o milheiral da veiga já não precisar de ser adubado ou regado pelos homens e que as senhoras não andarão, na sua maioria, com rolo de papel higiénico na mala de mão...

             E voltem para o ano pois serão sempre bem vindos. 

Fotos: doLethes
Texto: Remígio Costa

    ALBUM DE FOTOGRAFIAS REFERENTES À FESTA

                                       PIQUENICÃO








                                                           PINTURAS














 O presidente do Sporting cppc (Pontault-Combault) e família presente na festa






                   A JOVEM CANTORA IVONE LIMA EM ATUAÇÃO NO MILHEIRAL

                                Aceitei um branco fresquinho do sobrinho benfiquista Remígio, aqui com a mãe e minha irmã, Alice.





                       NA EIRA - DANÇAS E CANTARES














                                       Amigas e colegas




                                FAMÍLIA E AMIGOS EM DUAS FOTOS


                          NO RIO LIMA - CANOAGEM






                             Já entrei na canoa. A vida nas mãos (e na vara) do Caninhas














                                            Self mal conseguida









                                 O Doro não ganhou para o susto com duas abanadelas
 

                                  DE NOVO NA EIRA 

                                         Atraída pela sedução da dança, procura o palco.

                                                TEATRO "SOLNADO"










                                                 Sempre a dançar



                   Eu não disse? Nem olha para a tia que tem ao lado.




 ASSOCIAÇÃO DE TOCADORES DE CONCERTINA DE PONTE DE LIMA












 OLHA O "MESSI" EM AR DE DESAFIO. TEM "PLANTA" O MIÚDO!




                   Conhecido emigrante com arte de cantor

               AS MARCHAS - SEARA (PONTE DE LIMA)
                                   






     
                  "AMIGOS DE S. JOÃO - LANHESES


  

                 MARCHA DA CORRELHÃ (PONTE DE LIMA)

 


MARCHA DA "OBRA SOCIAL RIBA LIMA - LANHESES



















































                                " QUEIMADA GALEGA"



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