sábado, 30 de maio de 2020

A FEIRA (RE)ABRIU E O POVO SORRIU


               

                  Cheia de vontade e de sorriso aberto, (re)abriu hoje, sábado 30 de maio, a feira quinzenal de Lanheses.

               Ainda antes do sino da Igreja da freguesia bater a primeira série de oito badaladas da hora da manhã, já à Avenida 25 de Abril chegavam as carrinhas dos feirantes e os primeiros potenciais fregueses aguardavam a exposição dos produtos que pretendiam vender.

               Desde logo foi notória a predisposição dos participantes no certame para cumprirem as determinações legais sobre os meios de proteção contra o propagação do coronavirus, apresentando-se com máscaras e procurando respeitar entre si o distanciamento recomendado. Enquanto nas bancas dos comerciantes os clientes tinham a possibilidade de proceder à desinfeção das mãos com o produto ali disponibilizado, nos dois pontos de acesso ao recinto (lado nascente ou poente) estavam a ser montados pela Junta de Freguesia, pelo próprio presidente Filipe Rocha e pelo funcionário João Araújo, dispensadores com desinfetante.


   Agradavelmente satisfeito pelo modo consciente e responsável como tudo estava a decorrer, e, principalmente, por constatar da boa saúde da velhinha feirinha de Lanheses, depois de ter feito as minhas compras tratei de obter as fotos que aqui divulgo com especial gosto.



















          
Fotos: doLethes
Remígio Costa 

quinta-feira, 28 de maio de 2020

JUNTA DE FREGUESIA VAI RECUPERAR TROÇO DO CAMINHO DE SANTIAGO.

               


                                     Arcos da antiga ponte românica (séc.XIV ou XV)

             A Junta de Freguesia de Lanheses pretende recuperar um troço do antigo "caminho de Santiago", a partir do rio Lima no sítio da Passagem, e que atravessa em parte o bosque de Linhares na zona do Parque Verde pela ponte românica no designado "Olho", seguindo pelo lugar da Seara, Largo da Feira e estrada da Corredoura. 

           O percurso inicial com cerca de duzentos metros, atualmente apenas uma vereda de acesso aos terrenos da veiga, foi primitivamente aberto para carga e descarga de mercadorias transportadas pelos típicos barcos água-arriba, servindo ainda de continuação do percurso dos peregrinos a caminho de Santiago de Compostela que, vindos da margem direita, ali atravessavam o rio. 

           A zona tem interesse histórico além de ser local de tranquilo lazer e de observação de fauna e da flora autóctones, em virtude de um dos seus arcos estar datado do século XV ou XVI, e algumas das grande pedras retangulares retiradas do piso terem entrado na construção do edifício da antiga sede da Junta de Freguesia no Largo Capitão Gaspar de Castro.

          A zona que envolve os bosques de Linhares e Coladas no lado norte do Parque Verde, vem desde há muito a constituir uma premente aspiração dos sucessivos executivos da Junta local, reclamando à Câmara concelhia que o espaço fosse estruturalmente requalificado em cumprindo de uma velha aspiração da população da freguesia de Lanheses.

         
                                    Acesso ao bosque de Linhares, a partir do rio Lima




 Fotos: doLethes
Remígio Costa 

quarta-feira, 27 de maio de 2020

DATA DA REABERTURA DA FEIRA QUINZENAL NO DIA 30 DO CORRENTE, É OFICIAL



                      Vista parcial da feira quinzenal de Lanheses

(Do folclore regional de Lanheses)

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           -Ó Comadre?
           -Senhora.
           -Vossemecê vai à feira?
           -Vou, sim senhora.
           -E o que me traz de lá?
           -Um pucarinho sem cú.
           -Então vamos dançar o saracu?
           -Vamos lá.
 .......................

Reabre no próximo sábado, dia 30. Com observância das regras constantes do EDITAL emanado pela Junta de Freguesia de Lanheses, abaixo inserido.

              Com ou sem pucarinho vá e venha que é pertinho e bom caminho. E baratinho.

             
 Foto: Remígio Costa
            

              

                      
 

             

domingo, 24 de maio de 2020

SÁBADO, VOLTA A FEIRA QUINZENAL.

             

                Está previsto para o próximo sábado dia 30 do mês em curso, o regresso da feira quinzenal de Lanheses, ainda que condicionado pelas condições especiais em vigor respeitantes à profilaxia da pandemia codiv-19. 

           Ainda não são conhecidas as medidas de prevenção que obrigatoriamente virão a ser adotadas pelos  vendedores e pelos feirantes, prevendo-se que não sejam diferentes das que já vêm a ser aplicadas noutras concentrações com idênticas caraterísticas. Habitualmente, a centenária feira de Lanheses não decorre com grande ajuntamento de pessoas e funciona apenas no período da manhã, não existindo no local estabelecimentos permanentes como cafés ou restaurantes, pelo que as pessoas circulam ao ar livre e sem grandes agrupamentos.

          Sendo uma feira predominantemente de projeção local, longe da relevância e procura que já teve até meados do século passado quando decorria no Largo Capitão Gaspar de Castro, a feirinha tem vitalidade e interesse comercial que se reflete não somente no movimento próprio como no comércio em geral da localidade.

Foto: doLethes
Remígio Costa
           

sábado, 23 de maio de 2020

BARBA E CABELO FEITOS, DÁ MAIS VISTA AO LIMA E AO PARQUE VERDE PROVEITOS.



             Cinco anos era o tempo previsto pelo mentor do inovador projeto de contenção da progressiva erosão da margem direita do rio Lima, testado no espaço compreendido entre o sítio da Passagem e a ponte de Edgar Cardoso, para que se conhecesse a afirmação ou negação da obra efetuada . A previsão do eng.º Pedro Teiga, o ideólogo criador do método inspirado na sabedoria empírica dos antigos lavradores resultou positiva, senão (ainda) integralmente, mas passível de poder vir a ficar consolidada no correr do tempo.

         A Junta de Freguesia tem vindo a envidar os cuidados possíveis para dotar o Parque Verde e a zona envolvente de que o Lima necessariamente faz parte, para dotar e manter o idílico local com condições essenciais para os disponibilizar a quem lá gosta de ir e estar. Fez um trabalho de corte "barba e cabelo", abriu a visão ao rio e à ponte, aparou, limpou vegetação daninha, e promete completar o que ainda pode (e deve) ser melhorado. 

          Está tudo aqui no texto e em registo fotográfico que tenho o gosto de aqui divulgar.


"Mais uma etapa do projeto de consolidação da margem do Lima, em Lanheses"


"Quando em dezembro de 2014 arrancaram as ansiadas obras de conservação da margem do Lima, em Lanheses, a erosão avançava 1 a 2 metros por ano e ameaçava fazer desaparecer a marginal, entre a Avenida do Rio e a ponte.

O projeto de conservação da margem, elaborado em parceria com a Agência Portuguesa do Ambiente, a ARH-norte e a Junta de Freguesia de Lanheses era ambicioso e inovador. Propunha-se conter a erosão da margem numa extensão considerável, num troço do rio com grande largura e dinâmica fluvial, utilizando uma combinação de técnicas correntes de engenharia, recorrendo, pontualmente, ao uso de pedra e de técnicas de engenharia natural e ecológica, que usam a vegetação como meio de conservação.

Foram tantos os que consideraram que o projeto estava condenado ao insucesso como aqueles que o elogiaram e fizeram de Lanheses um exemplo a seguir, como referiu o Secretário de Estado do Ambiente de então, Dr. Paulo Lemos. Passados cerca de 5 anos a razão está claramente do lado dos que acreditaram no projeto e o defenderam, como se pode ver atualmente no local.

Nos últimos dias cumpriu-se mais uma fase desse projeto: a desramação das árvores que rebentaram da estacaria e entrançado vivo.

Tal como tinha sido idealizado pelo Engº Pedro Teiga, mentor e coordenador do projeto, quando as árvores atingissem um desenvolvimento de 4 – 5 metros, elas teriam um sistema de raízes suficientemente desenvolvido para impedir que as areias da margem fossem levadas pelas águas.

Ao retirar os ramos mais baixos dessas árvores o espaço fica muito mais amplo e o rio visível em toda a extensão do percurso na margem. A vegetação continua a desempenhar o seu importante papel e os lanhesenses e visitantes podem usufruir da paisagem natural magnífica que temos a privilégio de ter na nossa terra.

No verão passado procedeu-se ao reforço das 2 pequenas praias que permitem o acesso aos banhistas. Nesses locais e numa zona mais a montante, perto do cais, o rio continua a erosão. É por este motivo que temos de continuar o esforço de preservar a margem e não é possível, ainda, alargar a praia em areia, como muitos reclamam.

A prioridade continua a ser impedir que a erosão destrua a margem do Lima, em Lanheses, mas isso não nos impede de desenvolver o local para o tornar mais agradável, como acontecerá brevemente com a instalação de bancos, caixotes de lixo e remoção de embarcações em fim de vida.

Visitem a margem e o Parque Verde, usufruam de uma paisagem de excelência e respeitem a natureza."





                    (Em cima: fotos Junta de Freguesia: quatro)






(23)FIGURAS E FACTOS DA HISTÓRIA DO FUTEBOL LANHESENSE





(23)FIGURAS E FACTOS DA HISTÓRIA DO FUTEBOL LANHESENSE 


       1.-EXTINÇÃO DO GDCP E DO FUTEBOL CORPORATIVO, EM LANHESES.


            1.1.-ÚLTIMA CONVOCATÓRIA

                     Em 10 de novembro de 1973 foi remetida à Delegação da F.N.A.T., aquela que terá sido a última relação dos jogadores inscritos pelo Grupo Desportivo da Casa do Povo de Lanheses (GDCPL), com vista à inscrição da equipa no campeonato corporativo distrital de Viana do Castelo, da qual não há registo que confirme a participação na prova. Dela fazem parte os seguintes elementos: António José Pinto de Castro Agra, Artur Alves do Vale, Francisco Franco da Silva, Francisco Franco de Sousa, José Alberto Lima Rebouço. José Agra Gomes Júnior, Luís Francisco Agra Gomes, Manuel José de Sousa Pereira, Remígio Manuel Silva da Costa, Rogério Dantas Rio e Rogério Pimenta Agra.


                   Os apontamentos coligidos por Rogério Dantas Rio que serviram para a descrição dos factos e figuras dos episódios relatados, terminam com a frase “Não existem mais referências à atividade do Grupo Desportivo da Casa do Povo de Lanheses nos arquivos desta”. (sic)



      FUNDAÇÃO DO UNIÃO DESPORTIVA DE LANHESES (UDL)


      Em 18 de setembro de 1973, é fundado o União Desportiva de Lanheses (UDL).


       Tendo sido criada a Associação de Futebol de Viana do Castelo (AFVC), o jornalista vianense Afonso do Paço, um dos seus promotores, com quem eu mantinha relacionamento de contactos sociais e de colaboração informativa com o Jornal de Notícias (JN) de que ele era delgado em Viana do Castelo, abordou-me no sentido de organizar em Lanheses um clube para integrar a novel Associação distrital. Por falta de disponibilidade de tempo livre e porque entendia ser improvável constituir um clube federado numa freguesia com escassez de meios materiais e humanos, sugeri-lhe que apenas conhecia uma pessoa capaz de liderar a iniciativa e concretizá-la com sucesso: ROGÉRIO PIMENTA AGRA. Afonso de Paço aproveitou a “deixa” tendo conseguido entusiasmar o dinâmico e influente empresário Lanhesense, o qual, obtendo a colaboração de alguns entusiastas e companheiros no desporto local, e particularmente do amigo JOSÉ ANTÓNIO FERNANDES, que se havia fixado na freguesia vindo de Angola e do Congo belga onde desenvolvera e mantinha atividade consular e relações comerciais, logrou constituir o processo da fundação do primeiro clube federado da freguesia de Lanheses.






               O CAMPO DE JOGOS DOS CUTARELOS 


     Após a fundação do Clube seguiu-se a remodelação e a subsequente melhoria das instalações do campo de jogos dos Cutarelos, a que tinha sido dado o nome desadequado e infeliz de “Estádio 15 de agosto”, tendo-se procedido à regularização e nivelação do piso, ao levantamento de muros de vedação do espaço envolvente, à construção de balneários submersos no topo sul e de uma bancada coberta no lado ocidental.



      O terreno ocupado era (inicialmente) constituído por três propriedades rústicas pertencendo, uma situada no topo norte, à Casa do Povo por compra a António do Souto; outra pequena parcela situada no lado nascente pertencente a Francisco Alves de Sousa passou para a posse do Clube por ação (e pagamento?) do presidente António José Fernandes; a terceira, cerca de 70% da área total do espaço, pertencia à família de José Maria Alves Afonso de Araújo e à sua mulher Rosália Franco de Castro, cedida em regime de aluguer. Depois de algumas décadas de uso sem cumprimento do pagamento da renda fixada, foi, por ação do presidente do Clube José Pereira, obtida uma conciliação pacífica firmada em 2012, com a família dos Araújos, a qual, acordou a cedência da propriedade sem encargos ao União Desportiva, sendo-lhe atribuída em homenagem de reconhecimento e gratidão a qualidade de “sócios beneméritos”, perpetuada numa placa colocada à entrada do estádio.

 

           Na frontaria do Estádio está também colocada uma placa cujo conteúdo redigi, respeitante ao primeiro presidente e sócio de mérito do União Desportiva de Lanheses, numa homenagem da direção, dedicada a JOSÉ ANTÓNIO FERNANDES, “dinâmico obreiro e grande amigo de Lanheses”.

   





 NOTA DO AUTOR: Doravante, as descrições aqui feitas serão baseadas exclusivamente no meu conhecimento direto dos factos e em testemunhos e entrevistas  que vierem a ser colhidos entre personagens diretamente ligadas aos assuntos abordados.

 (Continua)



Remígio Costa