quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

CIMENTAR A CONTESTAÇÃO PARA INVIABILIZAR A CONSTRUÇÃO.

             A Mesa da Assembleia de Freguesia de Lanheses.

                        Confrontada com a possibilidade de poder vir a ser instalada na Zona Industrial de Lanheses uma unidade fabril tendo como fim a produção de cimento, a Junta de Freguesia iniciou um processo de iniciativas com vista à recolha de dados objectivos e credíveis que a habilitassem a formular uma decisão responsável e fundamentada que satisfizesse o interesse da população que representa.

               Tendo concluído os pareceres de que precisava foi solicitada ao presidente da Assembleia de Freguesia a marcação de uma reunião extraordinária com vista à aprovação dos projectos elaborados e proporcionar à população local a informação, discussão e recepção de propostas que viessem a ser apresentadas. A reunião foi marcada nos termos legais para o  dia 23 de Janeiro corrente, publicitada nos locais públicos e outros meios informativos de acesso corrente a uma boa parte de utilizadores a quem interessava e decorreu no fórum da sede da Junta, com início pelas 21:30h da data referida.

               A mesa foi presidida pelo Presidente da Assembleia de Freguesia, António Grenho, sendo composta por Marília Franco e Sílvia Marinho. A Junta de Freguesia estava representada pelo Presidente Ezequiel Vale, tendo consigo o secretário Filipe Rocha e Hélio Franco, tesoureiro.

               Na sala encontrava-se ainda representada a Associação de Moradores e um número reduzido de habitantes, sendo a maioria dos lugares mais próximos do Parque Empresarial de Lanheses.

               O dr. Paulo Vale apresentou à mesa um pedido de aceitação de um parecer para aprovação, o qual foi aceite e, a pedido do Presidente da Mesa, lido pelo proponente. O parecer divulgado apontava nas considerações que dele constavam para os malefícios de uma indústria com as características próprias das cimenteiras, na influência negativa que exercem sobre a qualidade de vida das populações que residem no seu perímetro e a reduzida contribuição que prestam à economia e ao emprego. Submetida à consideração dos presentes foi a mesma aceita por unanimidade.

               Foi dada a seguir a palavra à assembleia dos cidadãos presentes, prerrogativa de que fizeram uso alguns cidadãos que pediram para intervir. Porém, foi entendido que fosse dada primeiro a palavra à Junta de Freguesia para dar conhecimento das diligências que tomou sobre a unidade a instalar da CEMEVIANA, esclarecimentos que ficaram a cargo do presidente, Ezequiel Vale e, pelo secretário Filipe Rocha.

             Pelo que foi exposto a Junta terá feito atempadamente e metodicamente, o trabalho de casa que lhe competia. Depois de ter tomado conhecimento, já nos últimos dias de Dezembro, do prazo estabelecido para a consulta pública a Junta diligenciou um pedido de audiência ao presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, o qual a achou prematura por não ser urgente e, por isso, ele próprio teria antes de se documentar. Entretanto, A Junta de Freguesia, promoveu a elaboração de várias diligências e procedeu à recolha de pareceres que pudessem sustentar uma posição consolidada sobre o assunto.
  
             O Executivo da Junta de Freguesia.

               Assim, foram lidos dois dos pareceres sendo um da Comissão de Acompanhamento Local do Parque Empresarial de Lanheses, de que fazem parte Ezequiel da Silva Vale, presidente da Junta da Freguesia, Manuel Agostinho de Sousa Gomes, director da Escola Secundária de Lanheses, Amaro José Gonçalves da Rocha, morador, Alcindo Pereira Franco, representante das Associações lanhesences e José Carlos de Bastos Carvalho, jurista, "em face do procedimento de consulta pública descrito em epígrafe, após a leitura e análise do resumo-não-técnico do estudo de impacte ambiental da uinidade industrial CEMEVIANA", "em reunião efectuada no dia 22 de Janeiro de 2013, pelas 19 horas, decidiu colocar grandes reservas  e emitir parecer desfavorável à instalação da unidade industrial"

                   Acedendo à solicitação de um elemento do público, Ezequiel Vale, procedeu à leitura do parecer da Junta a que preside no qual são tratados em pormenor todos os items relacionados com o impacte ambiental inerentes à produção de cimento, desde a fase da instalação do equipamento até à laboração, armazenamento e transporte e a perpetuação dos seus efeitos nocivos no tempo.Entre vários considerandos, o minucioso elenco aponta na sua alíne IV,  relativamente "à emissão de gases e partículas poluentes, quer em volume, quer em diversidade, quer em perigosidade, não aparece, em nossa opinião, tratada com proporcionalidade relativamente ao perigo potencial para a saúde pública e ambiente."

           Para não alargar demasiado a descrição de todos os considerandos que compõem o documento citam-se os últimos três com que é encerrada a sua discriminação: "VII) a caracterização dos impactes negativos e positivos do projecto parece assentar, literalmente, nos impactes já produzidos por outras unidades instaladas e, por isso, minimiza  impacte efetivo do projeto em apreço e o efeito cumulativo global sobre a região; VIII) "o projeto minimiza a emissão de gases com efeito de estufa, recorrendo a fontes de energia menos poluentes; IX) o projeto cria postos de trabalho direto com impacte positivo na economia local".

"Da ponderação de tudo o que acima se enuncia a Junta de Freguesia de Lanheses conclui que os impactes negativos, decorrentes do Projeto Unidade Industrial da CEMEVIANA, se sobrepõem aos positivos, passíveis de serem alcançados com  outro tipo de un idade industrial, pelo que entende emitir parecer negativo." Seguem-se as assinaturas de todo o executivo da Junta de Freguesia.

               Verificaram depois várias intervenções dos moradores que não divergiram na sua posição de repúdio pela consumação da instalação desta unidade, invocando e realçando os argumentos já acima referidos. Uma das questões levantadas e que mereceu vários esclarecimentos tanto do presidente Ezequiel como do secretário Filipe Rocha, foi a da previsão de um brutal aumento de tráfego na estrada 305, já de si muito intenso após a criação da A-27, o qual tornar-se-à mesmo caótico quando forem activados os pórticos de pagamento. Os moradores da Granja, Barreiro, Rocha, Taboneira e de Salvaterra, vivem já uma situação insuportável recreando um cenário futuro de causar medo.

              Ezequiel Vale, a determinada altura das suas intervenções, denunciou algum desencanto com a falta de conhecimento real das pessoas quanto aos esforços que a Junta desenvolve em prol da freguesia, do tempo dado ao serviço dos cidadãos que já vai em sete anos e meio, alguma incompreensão e a impossibilidade de agradar a todos. Lamenta que lhe apontem ser insensível à criação de emprego para os jovens, quando vê os seus descendentes prestes a entrar no mercado de trabalho a encarar a possibilidade de emigrar para o conseguir.

             A reunião prossegui ainda com sucessivas intervenções de alguns presentes sublinhando ou acrescentando novos argumentos contra os efeitos malignos deste empreendimento, evidenciando todos eles uma notória incredulidade contra as garantias e medidas cautelares prometidas pelos proponentes da fábrica e mesmo do futuro controle por parte dos organismos competentes para fiscalizarem os efeitos perniciosos dos sistemas de protecção, a falibilidade da promessa da criação de emprego para os habitantes próximos da fábrica quando constatam que vêm a maior parte de longe e em número reduzido para as que estão em laboração. Foi denunciada ainda a existência de cheiros intensos sobretudo por volta da meia noite e os estragos que atingem as árvores de fruto e os legumes, que, segundo as convicções dos lesados são causados pelas partículas libertadas nas descargas dos resíduos em suspensão.


             Ficou claro nesta reunião que a Junta de Freguesia está empenhada em desencadear todos os mecanismos legais de que dispõe para agir nos centros de decisão, reconhecendo todavia que não será fácil fazer valer o que parece ser a vontade da população lanhesence.
            
              

46 comentários:

  1. É de rir algumas das intervenções na assembleia…
    ”Previsão brutal do aumento de trafego”, não é bem isso que diz o relatório… alias uma em presa desta envergadura usará certamente as vias de comunicação mais eficazes, ou seja, A27 e A3…
    Os moradores devem andar mesmo indignados com o trânsito, mas o motivo deve ser o acumular de lixo e vegetação nas valetas que impede o trânsito nos dois sentidos.

    Sejamos sensatos, é uma mais valia.

    Engraçado é o facto desta gente(assembleia) ter sempre a mesma opinião para tudo, deve ser metodologia!
    R.BMA

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    1. Julgo que quando se refere às mais valias que tal construção iria trazer a Lanheses não tem conhecimento das consequências que essas industrias trazem!
      E aí quem não está a ser sensato é o senhor!

      Os moradores tem mais que razões de estar indignados! Qualquer um estaria se lá perto se encontra-se! A não ser que também seja defensor que mais ruído e poluição trazem qualidade de vida! E pelo que defende, sim parece que essa é uma das suas opiniões!

      CumpRimentos


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  2. Toda esta polémica cheira-me a politiquice à moda da Taboneira. Pré campanha para as eleições.
    Já vi dois comentários a criticar o actual presidente da câmara (PS).
    Será o senhor Hélio a preparar caminho???????

    A cimenteira trás empregos e riqueza.
    A poluição tem regras.
    Manifestem-se para que sejam cumpridas.

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  3. Não podemos esquecer que os maiores fatores de poluição do país não advem destas cimenteiras, mas sim da política.

    Aí sim devia ser feito um EIA. Mas o mais grave disto é esta proliferação de interesses próprios no ambito da política já está ao nivel de uma simples junta de freguesia.

    R.BMA

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  4. Estes comentadores desconhecem por certo, os efeitos da poluição. Devem viver nalgum casulo. Pensam que o trafego vai ser o mesmo quando a A27 tiver porticos?
    A cimenteira é a fabrica que ninguém quer ver instalar-se. A longo prazo, todos perdemos. As doenças multiplicam-se, as arvores ficam estereis... as nossas casas desvalorizam. é isso que querem para Lanheses?
    A poluiçao tem regras? qual é a regra que impede que um camiao se esbarre na estrada e deite na natureza todos os produtos que tranporta?
    NAO A CIMENTEIRA. PELA PROTECAO DE LANHESES E ARREDORES E PELA DEFESA DA SAUDE DAS POPULACOES!

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  5. Subscrevo os comentários supra, assim como outros de conteúdo similar, postados noutras "entradas" e relativas a esta temática.
    Aproveito para acrescentar que muitas vezes quem detem o poder assume e defende os interesses dos mais ruidosos, o que parece ser o caso, quando devia cuidar pelo cumprimento das regras e assegurar que os postos de trabalho fossem atribuidos, em igualdade de circunstâncias, a pessoas de Lanheses.

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  6. O Sr. Helio tem a sua posição.Sou contra a poluição. Mas quando escreve assina por baixo.Não sou dos que me escondo atrás do anonimato.Hélio Lourenço Pereira Franco

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    1. O Hélio a tratar-se por senhor! Ora muito bem, é só pontuar!!! Quanto ao tema em discussão, há, como sabemos muitas industrias que são limpas no seu método de produção, no entanto não podemos desperdiçar oportunidades como esta.
      Sejamos sensatos, e não como alguém escreve por aqui: “A poluiçao tem regras? qual é a regra que impede que um camiao se esbarre na estrada e deite na natureza todos os produtos que tranporta?”, Isto não tem lógica nenhuma. Que comentário absurdo, acidentes qualquer um tem.
      E lembrem-se ninguém quer este tipo de industria por este ou aquele motivo, mas todos gostam da sua alegre casinha construída com a matéria prima que advém delas.
      R.BMA

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  7. Estes povinho acha que por ser uma grande empresa o trafego só vai circular na auto estrada a pagar.

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  8. NAO às INDUSTRIAS POLUENTES,CIMENTEIRAS OU OUTRAS!
    SIM às INDUSTRIAS LIMPAS!
    DEIXEM-SE DE POLITICAR, é A NOSSA SAUDE QUE ESTA EM CAUSA!

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  9. Como diz o comentador é a nossa saude que està em causa, mas também a das geraçoes futuras, pois uma das consequências dessas fabricas, é que a respiração das poeiras pelas pessoas que habitam nas proximidades,faz com que nasçam mais crianças deficientes.E isto num perimetro de varios quilometros.
    O sr.R.BMA quer que as pessoas sejam sensatas, mas o senhor não tem nenhuma sensatez.Desculpe que lho diga."desperdiçar esta oportunidade" de 7O postos de trabalho, condenando o futuro de uma região? Francamente...
    E se tem problemas a resolver com certas pessoas, resolva-os sem ser aqui no blogue, pois não se enquadram no tema tratado.
    Passe bem.

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  10. Para além de gerar riqueza, postos de trabalho, e em alguns casos o "trespasse" de terrenos para a possível construção da fábrica em questão, claramente que se trata de uma boa aposta para Lanheses. Sejamos francos, alguma vez o futuro vai passar por Lanheses? quem se encontra à espera, na sua zona de conforto, por melhores dias, encontra-se muito enganados. Estas são oportunidades que não voltam, e depois o cidadão arrepende-se.
    Quanto a poluição, bem esta, é um mito claro (que o cidadão usa como defesa própria nos seus interesses. Para a poluição existam regras, regras estas que devem ser rigorosamente cumpridas por qualquer organização/instituição. Ao contrario de "fazer birra" para a não implantação vamos sim reivindicar o cumprimento de regras,vamos limpar as valetas/e caminhos.
    VAMOS sim... É FAZER MUSEUS, PARQUES VERDES DE (SEM NADA DE ÚTIL), VAMOS ARRANJAR AS FONTES ANTIGAS, etc... por favor, Lanheses não é passado, é futuro. O futuro passa pela industrialização, e industrialização, menos favorável ao ambiente terá de ser desenvolvida fora dos grandes centros populacionais (cidades).
    RPC

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    1. Este seu comentário roça a inocência...empresas que cumprem normas neste país de gente corrupta e sem valores!?! Nem nos tempos da "velha senhora"! Fazer pugnar pelo cumprimento de normas!?! Acorde, amigo! Denota ignorãncia no modo como vê o funcionamento de uma empresa, que normalmente polui a seu bel prazer, mas quando vem uma fiscalização, comprada por eles, diga-se, mas obrigatória por lei, e veja como anda a nossa lei, pelas ruas da amargura...desligam quase tudo o que é equipamento nefasto, para que os resultados dessas auditorias sejam satisfatórios!

      Este senhor é um dos comentadores mais incoentes dos vários que vou encontrando pela Internet...acorde e cresça caro RPC!

      Mal vai um país que não alicerce o seu desenvolvimento futuro caso não se apoie no reconhecimento e valorização do seu passado.
      Claro que no final do comentário tem de vir o ataquezinho de estimação ao que de MUITO BEM feito se tem aqui, em Lanheses, realizado pelo executivo da Junta!

      SLLM

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    2. Sergio Moreira (SLLM) não vejo tanta inocencia quanto isso no comentário anterior.
      Então as normas não são para ser cumpridas? são pessoas com esse pensamento que não vão a lado nenhum...

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  11. Lanheses,tem,o Outeiro com vasos de barro é arqueologico,a Seara,com o lavadouro etc.... ., a Linha da escola encalcetada,a veiga com o milheiral,(Parc verde),o Olho...,Lanheses com esta arqueologia toda,com centenas de milhares de visitantes ano, nao precisa da ZI,o melhor era fazer um pinheiral empregavam 2 pessoas,para rouçar o mato e a carqueija,e Lanheses continua uma aldeia saudavél,aproubeitando para fazer mais umas festas e pronto.LANHESES saudavel.... enfin...
    SDC

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    1. SDC, não critique aquilo que nem criticável é! Acorde, pois a sua inocência conjuntamente com a inocência do comentador RPC, são algo de caricato! Quem viu Lanheses e quem a vê actualmente...talvez o inocente SDC fizesse melhor. Cá andarei para ver...

      SLLM

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    2. è normal criticarem algumas coisas pois por vezes fazem-se coisas só para mostrar. e aquela famosa fonte do crelo? fica escondida.. já não interessa recuperar?? pois pois... vê o interesses como são?? RBMA

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  12. Reduzir a poluição é hoje uma das principais preocupações da maioria dos países do mundo. Porém, não obstante a vasta legislação que tem sido publicada visando essa redução, a tarefa não é fácil, pois exige uma acção internacional concertada (recorde-se que a poluição não conhece fronteiras), enormes investimentos e a intervenção activa de todos os cidadãos, em geral, e das empresas, em particular. E evidente que não se podem fechar as fábricas e mandar parar os automóveis e os aviões. Por isso, a diminuição da poluição tem de passar por um conjunto muito vasto de medidas/regras. Alguns exemplos que me surgem são: a instalação de dispositivos (catalisadores) que retenham os fumos e os gases, podendo estes ser até reutilizados como fontes energéticas. E um principio muito claro e evidente é que "QUEM POLUI TEM QUE PAGAR", esta medida tem já carácter obrigatório em vários países industrializados, relativamente a muitas indústrias.A utilização de tecnologias alternativas que reduzam o consumo de energia, tornem a indústria menos poluidora e valorizem os resíduos é um ponto fundamental. Um contraditório entre emprego e poluição é, afinal, o confronto entre a necessidade de preservar o ambiente e a sobrevivência das empresas.
    A zona industrializada implementada em Lanheses foi a concretização de um projecto e de um sonho para muitos. Trazer emprego, tornar a aldeia mais industrializada, gerar riqueza, entre muito outros aspectos positivos, não poderão viabilizar todo este processo. Temos sim de apoiar as empresas e lutar para que as regras sejam cumprida.

    Caros, sejamos realistas, Lanheses não evolui com a construção de vasos de barro no Outeiro, com o lavadouro na Seara, a linha da escola en-calcetada (uuau), a veiga com o parque verde (e o ridicularizador milheiral), o Olho completamente poluído (doenças/insectos/etc.), o largo da Corredoura, etc. Como é que existe a possibilidade da criação de um Parque Verde numa zona completamente sujeita a poluição (químicos utilizados na veiga, poluição do olho), poluição esta que tanto revitalizam agora.

    RPC

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  13. Caros amigos:
    Quando o projecto do Parque Empresarial de Lanheses foi apresentado aos Lanhesenses, no inicio da década de 2000, as autoridades envolvidas garantiram-nos que nunca se instalariam aqui industrias altamente poluentes. O Parque seria para arrumar as várias industrias espalhadas pela freguesia e, naturalmente aberta a novas que aqui se quisessem instalar. Os problemas começaram logo de seguida. Os Lanhesenses tiveram de se mobilizar para que uma industria de transformação de granitos (Granimármores) não se instalá-se fora do Parque, fugindo assim ás regras de controlo a que estavam obrigados. A Câmara Municipal foi sensível à luta da população, disponibilizando um lote dentro do Parque e informando a Comissão de Acompanhamento que esta fábrica nunca se instalaria nos terrenos adjacentes. Curiosamente esta indústria acabou por desistir e as pessoas puderam respirar de alivio!
    Mas a verdadeira facada nas costas veio depois. Sem dar satisfação ás nossas autoridades mudaram a classificação do Parque para permitir a instalação de tudo o que de mais poluente existe. Não tardou muito que uma industria altamente poluente, que os habitantes de Palmeira (Braga), após anos e anos de luta para se verem livres dela, se viesse instalar em Lanheses. Mais uma vez inúmeras pessoas sensatas (moradores de todos os lugares da freguesia)se mobilizaram e conjuntamente com a Junta de Freguesia e Juntas de Freguesias vizinhas, Associações de Lanheses etc tentaram impedir que a Recial se instalá-se aqui.
    Foi em vão, mas foi graças a esta luta que a detentora do Parque, onde se inclui a Câmara Municipal de Viana do Castelo, tomassem algumas medidas para minorar os efeitos nefastos desta fábrica. Hoje, e passados alguns anos já começam a ser visíveis os estragos causados por essa industria altamente poluente. Nos lugares mais próximos há árvores que secaram e outras mantém as folhas negras devido à poluição da Recial. O cheiro em algumas horas do dia e da noite é pestilento, irrespirável até.
    A implantação de outra industria, como está previsto (Cemeviana) para produção de cimento vem dar o golpe de misericórdia na nossa qualidade ambiental. A concentração de industrias altamente poluentes ( já são duas e abre caminho para outras)é o fim da nossa qualidade de vida. É a morte lenta, invisível e implacável que nos vai destruindo a todos. As unidades para produção de cimento, são das mais poluentes do mundo. Vive-se diariamente com partículas altamente tóxicas que os filtros e mangas não conseguem reter na sua totalidade, para além do ruído incontrolável e de movimento de veículos pesados constante.
    O Parque Empresarial de Lanheses, não tem condições para mais este atentado. Há outros por esse País fora mais vocacionados para receber estas industrias. É evidente que não podemos ser contra elas, mas as autoridades tem que ponderar muito bem a sua localização. E LANHESES NÃO TEM CONDIÇÕES PARA A IMPLANTAÇÃO DA CEMEVIANA.
    Caros amigos faço aqui um apelo. Lutai. Façam chegar a vossa revolta ás autoridades envolvidas. Há um abaixo-assinado a correr e tenham sempre em mente que é uma forma de luta justa e legal. Deixem nos blogs (Dolettes e S. S. do Vale da Serra de Arga)um comentário. É também uma forma eficaz de manifestar a vossa revolta.
    Unidos, o grito de revolta chega sempre mais longe!

    Amaro Rocha
    (Lanhesense e membro da Comissão de Acompanhamento, por parte dos moradores)

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  14. este anónimo deve estar alucinante e cheio de pesadelos.ja imaginou uma z.i. em lanheses com uma cimenteira,já tem a recial. já se fala em outras como a de vidro, uma outra para co-icenerar o lixo dos hospitais e de viana. desculpe! o anónimo, não está bem! ou então é de bem longe de lanheses.joãomanuel

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  15. Por favor calem essas bocas,não digam barbaridades,recebam de braços abertos a fábrica sementeira que querem construir em Lanheses. Afinal temos tantos desempregados na nossa localidade, para não falar nos arredores.Precisamos de postos de trabalho,pois vale muito mais a pena comer pó do que no fim do mês não ter dinheiro para comprar/comer um pão. FRM

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    1. mais valia estáres calado... acho que o pó que te referes deve ser aquele que senifas pelo nariz só pode sr FRM.
      Sou plenamente contra esta cimenteira não por mim, mas sim pelos meus filhos...LFGAC

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    2. Têm razão o anónimo FRM. Eu quero trabalhar.

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    3. Eu tambem estou desempregado e tambem quero trabalhar, mas com qualidade de vida...

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    4. Eu também quero trabalhar. Com qualidade de vida? Anónimo, tem noção do que está a dizer? Onde é que encontra qualidade de vida, hoje em dia, numa profissão? ...exploração salarial, trabalho de escravo, e se ñ faz acaba por ser despedido.

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  16. Não sou a favor nem contra a Z.I...sou sim contra quem, que através da mesma, consegue tirar protagonismo. Acho inconveniente o facto de estar consideravelmente sujeito a ver situações de desmérito para com os restantes cidadãos da freguesia de lanheses. Acho devidamente e contrariamente ao que parece uma falta de respeito para com a legislação face aos requisitos pré-definidos e para a instituição em questão ...não é através de baixos assinados mal orientados e sem fundamento, não é com assembleias de freguesia apenas com alguns "gatos pingados", que nada fazem em prol do próximo, mas sim por mérito próprio e pensando apenas nele. Quando realizarem algo semelhante convidem todos a dar a sua opinião. Lanheses não é o centro do mundo, alias, tende a desaparecer. Como já foi aqui justificado/mencionado, que vale aqui é fazer largos e parques, e curvas com passeios espectaculares. As valetes não são limpas, as estradas metem medo de tão estragadas que estão. Deixem-de de festas e preocupem-se com a população (duas vertentes: 1º saúde publica e 2º trabalho).

    A questão aqui é como conjugar as duas?

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  17. Lanheses vai ficar assim:

    "... "O número de pessoas que têm chegado às urgências com ataques de coração duplicou, desde sexta-feira, quando a poluição se tornou verdadeiramente grave", afirmou à Bloomberg Ding Rongjing, o responsável pelo serviço de cardiologia do Hospital Popular da Universidade de Pequim.
    Entre os mais afetados, contam-se as crianças. Na semana passada, cerca de 7 mil por dia, valor nunca atingido nos últimos cinco anos, procuraram os serviços do Hospital Infantil de Pequim, com sintomas relacionados com doenças respiratórias. No fim de semana, os casos passaram para cerca de 10 mil e 900 crianças tiveram de ser tratadas com nebulizadores.


    Ler mais: http://visao.sapo.pt/nevoeiro-mortal=f707785#ixzz2J7ytbYD8"

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    1. sr anónimo,sim espero que não. mas então para que serve a ZI? estas são feitas nas periferias de grandes centros populacionais, como viana do castelo.

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    2. pois claro que sim, e depois disso vêm a desgraça

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  18. Parabens. Parabens Anonimo de 22:58

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  19. Agora e a hora de o presidente da junta, mostrar daquilo que es capaz, o resto que vem fazendo..ate agora, espantalhos aqui e ali
    nao sear a missao dele...flores or areia para os olhos dos bem intecionados, mais tarde ou mais cedo cai por terra...Vamos ver agora...

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    1. Ele de facto, bem como a junta de freguesia no geral, já mostraram ser capazes de realizar grandes festas como aquelas que podemos assistir no verão: feiras no largo da feira, milheiral à grande e à francesa, e mais algumas espectaculares. Depois surgem as situações de recuperação de largos e afins, gastando dinheiro, mas não concretizando algo de mínima utilidade para a freguesia. Até hoje não vi nada. As estradas continuam na mesma, as valetas completamente imundas de lixo e ervas daninhas.

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    2. Vão todos passear,existem três classes sociais em Lanheses,aqueles que pensam ser os melhores e na verdade nada são;Aqueles que ajudam as várias instituições e muitas das vezes são considerados como lixo,e por ultimo aqueles que não fazem nada por nada.Agora sejamos verdadeiros,como podemos evoluir/enquanto freguesia se na verdade são 5/10 a tomar as decisões?

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    3. sr anonimo è uma alegria estar sempre a criticar quem fez alguma coisa para lanheses candidatem sse e façao melhor mas lero lero nao pga imposto

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  20. O comentario do Senhor Amaro Rocha, resume muito bem a situação do que se esta a passar na Z.I. de Lanheses e do que pode advir se a fabrica ai se instalar.
    Não ha meios para combater as particulas poluentes que se espalharão na natureza e que todos os lanhesenses e habitantes dos arredores irão respirar. As consequências ja as sabemos, não vale a pena repetir.
    De França, onde problemas desses são evocados frequentemente nos meios de comunicação social, faço um apelo para que digam NAO a essa fabrica.
    NAO A CIMENTEIRA!
    PELA DEFESA DA SAUDE DAS PESSOAS E
    PELA DEFESA DO MEIO AMBIENTE!
    MdG

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  21. Agora..a competencia da Junta esta a PROVA, se nao parar este "flajelo" e se tem "bolas" tem que se demitir em bloco e entregar as chaves da junta a camara de Viana.Assim para alem do respeito por eles,mais respeito terei! Do contrario farei o meu comentario depois da "desgraca" consumada.

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  22. Muitos falam de barriga cheia, pois no final do mês recebem ordenado e reformas de qualidade. Não pensam nos que sentem alguma dificuldade para conseguir trabalho.

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    1. Tens razão, mas vamos ver como isto vai correr

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  23. Mas que tem a ver os ordenados e as reformas com a intalacao da fabrica? O traballho ha-o nao podemos e escolhe-lo...

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  24. lanheses passou novamente a estar no mapa. parque verde ingualável!largos requalificados!estradas principais em condições!uma alameda!um auditorio quase pronto!um museu! sala de fotos"a nossa história que estava quase perdida"!avenida do rio lima!muita rua feita e alargada!lar,creche,centro dia!sintéctico no estádio!prevê-se a requalificação no rio! etc...tudo no tempo desta junta e com união das outras coletividades.é pouco!claro que hà muito mais a fazer. mas...o dinheiro não chega...!quem souber e puder fazer tudo e de uma só vez, lanheses agradece!conheço as pessoas que estão junta e nas outras colectividades e julgo que não são ricos para fazer o que falta com dinheiro do seu bolso. força junta, estão de parabéns. joão manuel

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  25. Niguem estas a criticar a junta, pelo menos eu.Estamos a tentar opinar sobre a desgraca que paira sobre Lanheses e arredores. E claro isto ou nao? Pelo facto de ter feito muito...nao querera dizer agora que nao podera usar a "diplomacia" para resolver este grave problema. Nao e preciso dinheiro! Nem apelar ao que esta feito...As obras eatao feitas e ninguem lhes vais tirar o "merito" mas o bem estar de Lanheses nao para com as obras desta junta! Outras virao..melhores..piores mas a sociedade tem que caminhar para melhor e aqui esta em causa,so, a obrigacao desta junta.

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  26. De facto Ex.mo Sr Joao Manuel o Sr faz rir qualquer um de boa intencao! Por favor vamos falar com
    senco. e coisa serias, nao me venha com esta choradeira...eu sei que nao esta pago para tal, por isso tambem a mim me faz rir! Por favor argumento para pessoas "crescidas"!!!

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  27. Mas em que ponta esta a situacao da Cimenteira? Ja se calaram todos? Que tem a dizer a Junta? Quais foram as deligencias tomadas pela junta ate agora? Quais foram as resposta dos orgaos competentes? Ou so vamos ficar por bla..bla..bla? Eu como lanhesense gostaria de saber..!

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