terça-feira, 1 de março de 2016

AVALIAÇÃO "AD HOC" DA OBRA DE REQUALIFICAÇÃO DA MARGEM DO RIO LIMA, EM LANHESES, VIANA DO CASTELO, APÓS A FASE CRÍTICA DAS CHEIAS

   
                 É partir deste ponto até perto da ponte onde se verificaram mais estragos


  A avaliação que agora se pretende fazer acerca da resistência da obra de requalificação feita na margem direita do rio Lima no sítio da Passagem, em Lanheses, Viana do Castelo, a montante da ponte, com o objetivo de travar a erosão que ameaçava avançar até ao caminho rural da veiga, é feita sem base em qualquer estudo técnico ou opinião avalizada mas tão somente na comparação visual com o projeto ali executado e concluído no ano passado, antes da época das grandes cheias. Fui acompanhando de perto a implantação do projeto inovador do engenheiro Pedro Teiga tendo dado conta regular do seu andamento e divulgado muitas fotografias neste blogue informando, ao mesmo tempo, de um ou outro dado baseado na observação e nas conclusões pessoais que dela fui extraindo. 



         Agora que a obra foi sujeita a um duro teste de resistência provocado pela duração e intensidade do caudal do rio durante o período das grandes cheias que desde há anos não se verificavam com tão altos valores, chegou o tempo de examinar os trabalhos de consolidação e sopesar o grau de comportamento das alterações face aos objetivos em vista. 



         Desde o primeiro grande esporão implantado a cerca de seiscentos metros a montante da ponte até aproximadamente em metade do seu comprimento, não houve degradação significativa. Daí e até ao final da intervenção verificam-se claros avanços da erosão e de destruição das faxinas implementadas. Recorda-se que o princípio da restauração da margem e travagem do avanço do rio que progressivamente ao longo dos anos se verificava, se inspira nos costumes e no conhecimento empírico dos lavradores com terrenos confrontantes de rios e regatos, pelo que, excluindo a construção espaçada de esporões em blocos avulsos graníticos, a plantação de árvores adequadas ao terreno arenoso e a instalação de faxinas em determinados locais da margem constituíram os instrumentos técnicos a que Pedro Teiga recorreu para criar e implementar  o  projeto, o qual, segundo a previsão daquele técnico especializado só estaria bem  consolidado ao fim de, pelo menos, cinco anos após a construção. Daí que, estando ainda mal formada de raízes a margem arenosa os estragos verificados tenham tomado algum vulto.



        Para reparar os estragos houve lugar à reposição da estacaria e a recolocação de telas e faxinas e a nova plantação de salgueiros nos locais mais degradados. Tendo já passado a fase mais aguda dos caudais engrossados é de crer que o crescimento das árvores e a consolidação das estruturas se faça de forma a justificar o investimento feito.



          As fotografias inseridas reportam à zona mais atingida situada imediatamente a montante da ponte de Edgar Cardoso.






































Fotos: doLethes
Remígio Costa 

         

        

        

      

      

2 comentários:

  1. O Teiga q.vá espetar arjões nas leiras do guarda- rios, que deixe de gastar o dinheiro do contribuinte!!! (Pága o zé povinho).

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  2. Nota prévia do gestor do blogue.

    Com a relutante inserção do comentário das 17:42, esgotou-se a margem de tolerância para anónimos que, expressa ou implicitamente, formulem afirmações ou usem expressões contra o bom nome e dignidade de terceiros.

    Remígio Costa

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