sábado, 5 de março de 2016

A MINHA ALDEIA É LINDA!




A minha aldeia é linda. Eu penso (eu acredito) que ela é mesmo muito linda: no inverno, na primavera, no verão e no outono.

Nela, sinto-me bem em todos os lugares.

 Revejo-me nas casas remoçadas antigas e nas que agora foram acrescentadas. Nas pessoas que vivem dentro delas e nas outras que as levantaram para as encherem de vida quando a vida der as voltas que quiser dar; na Escola e no toque dos sinos na torre da Igreja. Nos trilhos, entre pinheiros e mato.


 
Tem tudo para ser bonita, a minha aldeia. Mora sob o arco que o caminho do sol faz entre o ocidente e o oriente. Um rio pinta-se de azul a copiar a cor do céu ou sombreia-se com o verde dos salgueiros e dos prados fértéis que o veem ligeiro ou simulando remansar no sinuoso leito aberto no extenso vale por onde passa.

 Tem  bosques donde vem a música do canto dos pássaros e a sombra das árvores para abrigo e lazer. 

E, até onde a vista alcança e permite o vislumbre do telhado vermelho de uma capelinha, levantam-se em redor da minha aldeia linda, a norte e a sul, cadeias montanhosas de granito cinzento num abraço de genuína rusticidade identitária do povo que a anima.

É (muito) linda, a minha aldeia!




Fotos: doLETHES
Remígio Costa




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