domingo, 4 de setembro de 2011

MILHEIRAL: SUCESSO TOTAL!



            Foi um sucesso sem precedentes nesta freguesia a FESTA DO MILHEIRAL, tanto na execução do ambicioso programa estabelecido como na extraordinária adesão que mereceu da parte das pessoas que ali compareceram. Com efeito, aproveitando a acentuada melhoria das condições meteorológicas logo a partir do início da manhã, foram imensos os que optaram por anuir ao PIQUENICÃO, beneficiando da amenidade relaxante do Parque Verde da Ribeira Lima.

            Com uma pontualidade de fazer inveja aos fleumáticos ingleses, os eventos previstos para as diferentes zonas do Parque foram-se cumprindo, sempre presenciado por numeroso público de acordo com a sua natureza e preferência dos assistentes.

             Crianças e adultos preenchiam os locais onde decorriam as actividades para eles criadas, participando com toda a disponibilidade e boa disposição em algumas delas. Música, concertinas, dança, coros, teatro, exposições temáticas, feira rural abastecida dos mais variados produtos da lavoura, tendas e tendinhas de comes-e-bebes, conferiam ao espaço verde do milheiral o ambiente inusitado dos grandes acontecimentos.

              Ao encerrar as referências que aqui fiz ao acontecimento quero reiterar que, tivesse ele objectivos diferentes dos que na realidade o inspiraram, jamais lhe teria sido concedido espaço e tempo desta dimensão, independentemente das opções pessoais que sobre eles tivesse. Por isso, me regozijo com o sucesso alcançado pela organização e por nele ter participado na minha tripla actividade de informador, figurante e bairrista convicto consequente.


















13 comentários:

  1. Tanto quanto posso perceber pela reportagem fotográfica, esta iniciativa envolveu actividades várias e mesmo a construção / remodelação de infraestruturas específicas para o efeito. Também como foi sendo divulgado, os lucros revertem por inteiro para a construção do centro social. Tudo isto é muito louvável, mas, pessoalmente, há uma dúvida que se me apraz: quem assegurou / vai assegurar os custos desta festa? A Junta de Freguesia ou a Fábrica da Igreja? Se é / foi a Fábrica da Igreja, parece-me muito bem. Agora, se é a Junta que paga e os lucros revertem para a construção do centro paroquial, só posso lamentar a situação e dizer que não é desta forma que gostaria de ver os meus impostos a ser gastos, ainda por cima quando estamos numa época marcada por acentuados cortes orçamentais para as autarquias. Meus caros/as, sei que vou assumir uma opinião polémica em relação ao centro paroquial, num momento em que toda a comunidade anda mobilizada para a sua construção, mas a mim revolta-me que a Igreja ande a solicitar donativos a tudo e todos quando todos sabemos (e isto não é opinião, é factual) que a instituição Igreja é uma das entidades mais ricas e abastadas do mundo. Se contribuir agora e algum dia precisar dos seus serviços, terei algum desconto especial atendendo às contribuições prévias? Está previsto algum regime tipo "cotas de sócios", em que os sócios terão benefícios especiais no futuro? E se em vez de terem começado por construir uma vivenda para o pároco e um centro paroquial, não tivessem logo projectado tudo de uma só vez (poupando muito dinheiro)? Acho que qualquer arquitecto conseguiria ter arranjado forma de criar salas para os miúdos terem catequese, um espaço individual para o pároco habitar e o restante espaço seria destinado para creche e centro de dia. Têm noção do quanto poderia ter sido poupado? E depois venham dizer-me que estamos em crise!

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  2. Concordo plenamente com o comentário anterior, quanto aos dinheiros públicos, já quanto à questão da igreja, o seu depoimento apenas revela alguém que nunca deve ter feito nada pela comunidade, mas auto convence-se que é um grande filantropo, como os que nos conduziram ao fundo do poço em que estamos ....

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  3. Em alternativa a um edifício, constrói-se três, mete-se pedra, gasta-se milhões e vamos la pedir, novamente, a freguesia.

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  4. Em resposta ao segundo comentário, e sublinhando muito bem que não me considero qualquer "anjo da caridade pública", posso dizer-lhe que já fiz muitas acções em prol da comunidade (dentro da minha área de trabalho, obviamente), a maioria das quais de forma completamente gratuita, tendo até, nalgumas situações, assumido pessoalmente alguns custos com a preparação das iniciativas e deslocações. Nunca neguei qualquer convite que me foi dirigido por entidades que entenderam que a minha contribuição poderia ser útil a respeito de temas sociais relevantes e altamente preocupantes nos dias actuais. Cada um dá / ou deve dar à comunidade a contribuição que esteja ao seu alcance e garanto-lhe que me esforço diariamente para contribuir para a construção de uma sociedade melhor, mais justa e igualitária (não apenas na teoria, mas na prática efectiva). No direito que me assiste, rejeito completamente a sua opinião de que "nunca deve ter feito nada pela comunidade". Em tudo o resto que diz respeito à Igreja e ao Centro Social, apenas emiti a minha opinião (no direito que também me assiste), embora aceite claramente posições diferentes e discrepantes daquela que sustento para mim, não retirando uma única linha ao primeiro texto que escrevi.

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  5. O anonimato tem destas coisas. Fala-se, fala-se muito, critica-se ainda mais, sem dar a cara, sem apresentar ideias, sem ter procurado beber informação mínima que dê credibilidade às críticas. Assim, resta-me dizer ao anónimo que em vez de lançar atoardas, de pôr em causa a seriedade nos processos e o trabalho imenso posto, esse sim, ao serviço da comunidade, que, em 1º lugar, se informe. É o mínimo que deve fazer. E esconda lá a cara, que é como quem diz o nome. Em 2º lugar, e sem que tenha procuração dos lanhesenses, deixe-me que lhe diga que a "vivenda" para o padre é da freguesia de Lanheses e destina-se a proporcionar a um servidor da freguesia uma habitação condígna, a que tem direito. E os dinheiros nela aplicados foram oferecidos para esse efeito e deles foram prestadas contas por quem então os geriu-incluo-me orgulhosamente no lote. Finalmente, e sem prejuizo de reconhecer que a Igreja é uma instituição que movimenta muito dinheiro (ao nível global, permita-me que lhe aconselhe a leitura dos jornais ou a audição dos noticiários para perceber que é à Igreja que, nestes tempos difíceis, os mais necessitados (e são cada vez mais)acorrem para receber um agasalho ou um prato de sopa...com os dinheiros que, pelos vistos, não são seus. Isto para não falar das creches, lares de idosos, centros de dia e apoio domiciliário à responsabilidade dessa mesma igreja.

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  6. Já que está tão informado da situação, explique-me, se conseguir, qual o lucro que os lanhesenses retiram da moradia do pároco? O orgulho de ter contribuído para a sua construção? Não vejo outro, sinceramente! O pároco não recebe um vencimento mensal? Se eu for morar para Lisboa / Porto / Coimbra (ou qualquer outro sítio onde não tenha residência própria), devo esperar que alguém me dispense um lugar gratuito para morar? Não me parece! Irei, procurarei casa e pagarei por ela, como qualquer outro cidadão/ã não pertencente à Igreja. E, sublinho, que não estou a referir-me unicamente ao caso de lanheses, mas à "instituição Igreja dos Homens" que, como pessoa informada que sou, é uma fonte inesgotável de desigualdades e discriminações. Vou abster-me de dar exemplos porque já percebi que estamos em patamares muito díspares de entendimento (assumindo, claramente, que não considero um melhor do que o outro; apenas diferentes). Posso ter esta opinião ou acha, no seu supremo entendimento e grau de informação, que estou a violar algum princípio basilar da vida em sociedade? Agradeço, contudo, o convite que me faz para a consulta da comunicação social. Digo-lhe que o faço diariamente, momentos em que tenho oportunidade de conhecer não apenas os actos beneméritos da Igreja mas também outro tipo de acções em que a mesma está, não raras vezes, envolvida. Espero, genuinamente, que a obra em construção seja bem sucedida. E acredite, não estou a usar de ironia. Se um dia tiver de recorrer a ela, pagarei os custos que me forem solicitados, tal e qual como faço quando recorro aos serviços de qualquer outra instituição, empresa, sociedade. A este propósito, deixe-me fazer-lhe uma pergunta a propósito da sua última frase: " Isto para não falar das creches, lares de idosos, centros de dia e apoio domiciliário à responsabilidade dessa mesma igreja": estes serviços são gratuitos? Tinha ideia que os pais pagam os serviços de creche para os filhos e que os idosos "fornecem" as respectivas reformas quando recorrem aos centros de dia / lares (o que não me parece nada mal).

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  7. Obrigado Zé Alberto, pelos esclarecimentos, quanto aos comentários do "outro" comentador, é como diz a sabedoria popular "chover no molhado" daí que só merecem um só comentário: "sem comentários ...."

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  8. Habituei-me a não virar a cara aos desafios e também a responder às provocações. Mesmo que a minha opinião seja discutível, assumo-a. Frontalmente. Por isso, se o autor do blogue entender publicar este comentário – o espaço é dele -, vejo-me obrigado a dizer-lhe o que penso sobre o que pensa, porque, não obstante estarmos em “…patamares muito dispares de entendimento…”, estou convicto de que nada resolve o seu amargor para com a instituição em causa e para com aqueles que a servem ou que dos seus serviços precisam. Não estará enganado quando diz que o pároco, em termos genéricos, tem um vencimento mensal? Quem lhe garante essa remuneração? Qual o seu valor? Ele não presta serviços, independentemente da maior ou menor capacidade contributiva dos paroquianos? Desconhece, ou faz por isso, que só pratica a religião quem quer, e consequentemente, aceita algumas normas, entre elas a de contribuir para o sustento dos sacerdotes, proporcionando-lhes condições de vivência digna, dentre as quais o direito à habitação? Já agora, porque não fala dos magistrados, a titulo de exemplo, que, não pertencendo à igreja, têm direito a habitação, fornecida pelo Estado?
    Agora um pequeno reparo: no comentário anterior apenas dei a minha modesta opinião, alicerçada no conhecimento que possuo, que, sem ser profundo, se baseia em factos, não em suposições; não ressalta do mesmo, como não poderia deixar de ser, qualquer arrogância, como pretende deixar entender quando fala do meu alegado “…supremo entendimento…” sobre as questões tratadas. Limitei-me a chamar-lhe a atenção para a necessidade de se informar sobre a obra social da igreja, o que parece querer continuar a ignorar. Com isso, não pretendi “lavar”, sequer ignorar, situações vergonhosas que envolvem a mesma; só não costumo tomar a árvore pela floresta. Há agentes da autoridade corruptos, há políticos corruptos, há marginalidade em todos os estratos da sociedade, como sabe, mas, felizmente, não somos todos marginais.
    Finalmente, e porque se infere do seu texto ser uma pessoa com cultura, seria bom que a enriquecesse com a análise do custo real médio por utente, quer nas creches (cerca de 300 euros), quer nos lares de idosos (mais de 1100 euros), para verificar se aquilo que pagamos chega para cobrir tais custos…isto se tivermos a sorte de ter vaga num qualquer desses estabelecimentos, quando deles precisamos…e se existirem nas redondezas. José Alberto Amorim

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  9. O mal está em tudo, isto é, gasta-se dinheiro onde não se deve.

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  10. Sr. José Alberto Amorim, como disse anteriormente e está sobejamente patente na nossa "troca" de comentários, temos visões muito opostas sobre aquilo que costumo designar "igreja dos Homens" (porque a Igreja de Deus para mim é outra coisa e, essa sim, merece-me todo o respeito e consideração). Mais uma vez, não concordo com alguns dos seus argumentos, mas como pessoa civilizada que sou, respeitou-os.Pessoalmente, sustento e defendo outros pontos de vista. Não acho que cheguemos a qualquer entendimento porque as nossas perspectivas são demasiado extremadas. Desejo-lhe votos de bom trabalho e sucesso na angariação de fundos para as obras que tanto "acaricia". Eu continuarei com o meu trabalho porque considero que há outras formas mais válidas e eficazes para a construção de uma sociedade melhor. Se ambos conseguirmos atingir o mesmo fim, ainda que por meios diferentes, óptimo! Cumprimentos

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  11. Jacob Torta Cepa:

    Gostaria que revisse o seu comentário uma vez que alude a um episódio da vida da pessoa que nomeia que não respeita directamente à actividade que ela desempenhou nesta freguesia.

    RC/.

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  12. Jacob Torta Cepa:

    Reconheço que age de boa fé e com sensatez por isso lhe solicitei alguma compreensão para a reformulação do seu comentário. Como o amigo compreende, o assunto pode tornar-se melindroso e enveredar por caminhos que não desejo para o blogue, porque levar-nos-ia a intermináveis duelos de palavras como os que todos detestamos nas campanhas eleitorais.

    Sou, como o amigo, avesso à censura e a favor da livre expressão do pensamento individual, mas deve reconhecer que não estou obrigado a assumir e a partilhar os de outro, como seria o caso de inserir "ipsis verbis" o que enviou neste blogue privado.

    Aceite os meus cumprimentos.

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  13. Jacob Torta Cepa:

    Registo, com apreço, a sua compreensão. Espero que continue interessado em visitar o blogue.

    Os meus cumprimentos.
    RC.

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