domingo, 7 de fevereiro de 2016

O DIZER DO POVO SIMPLES.

             
Drª Ana Maria Craveiro Malheiro Pereira da Castro
Licª em História (UC)
Professora jubilada do ensino secundário com exercício docente em vários estabelecimentos de ensino, designadamente no Externato liceal e Escola EB 2,3/S, em Lanheses, onde concluiu a carreira.
Tem residência nesta freguesia na Quinta de S. Filipe a qual pertenceu ao seu pai Capitão Gaspar M. Pereira de Castro, emérita figura da freguesia de Lanheses (Viana do Castelo). 
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              Já depois de termos caseiros na quinta só os dois primeiros campos em frente à casa é que eram cultivados por nós. Lembro muito bem da Rosa Filipa e da sua filha. O meu Pai mandou fazer canteiros orlados de cravelinas brancas e lá se plantavam também as hortaliças para consumo da casa. Como sempre tínhamos um cão fox terrier. Estes cães são óptimos caçadores de ratos. A Maria um dia perguntou-me: -"Ó menina estes cães "rescenderão" de gatos?". Falavam de uma maneira muito engraçada. Por exemplo: a troca do R pelo L. Diziam almário e não armário. A troca da 1ª pessoa dos verbos pela 3ª: eu fez isto ou aquilo, etc.. Asfalto diziam asfalque e muitas outras coisas idênticas.

Nota do gestor do blogue - Apesar de serem cada vez em menor número, há ainda entre nós quem pronuncie palavras de forma semelhante à descrita no texto.

AMC 

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