sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

MUDANÇA DE HÁBITOS NOS ANIMAIS PODEM RESULTAR DAS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS.

                 
 Membro da colónia de sardões existente nas moitas, em Lanheses, Viana do Castelo. Imagem obtida no início do mês de Fevereiro corrente.

        Continuam aparecer na Natureza sinais claros de alterações climáticas que os especialistas atribuem aos "efeitos de estufa" ou "aquecimento global", com origem na poluição produzida a partir da Terra e que provoca a rotura da camada de ozono que protege a atmosfera terrestre dos efeitos dos raios ultravioleta nocivos a qualquer forma de vida. É frequente ouvir-se dizer e os estudos científicos comprovam-no que o tempo decorre alterado relativamente a um passado recente e, a desconformidade da entrada das estações do ano com as datas do calendário é uma realidade que todos vimos a comprovar seja pela experiência ou pelas notícias que a informação disponibiliza. Há inúmeros fenómenos que acontecem por toda a parte relacionados com as mudanças climáticas anormais, que tanto quanto os registos existentes sempre aconteceram, mas, se converteram atualmente em fenómenos frequentes e violentíssimos cujos efeitos são, em grande parte, dramaticamente devastadores.



                 Com os animais verificam-se novas formas de comportamento que se atribuem na mesma linha  às alterações climáticas. Temos constatado que as cegonhas brancas, que escolheram Lanheses para habitat, o que nunca antes se tinha visto, regressam em Janeiro das regiões quentes para onde emigraram depois da nidificação que fizeram aqui, a  norte, onde as temperaturas apenas costumavam subir com a chegada da primavera e são, neste momento, estranhamente, bastante altas para o que para nós seria o normal fazer.


                Outro fenómeno que pude recentemente comprovar e que de um modo geral todos os que vivem nas aldeias conhecem, é o prematuro aparecimento neste ano de sardões e cobras aos primeiros dias do aparecimento do sol, em Janeiro, quando, no passado recente só na estação quente saíam das tocas onde estiveram em hibernação desde o verão do ano anterior para se aquecerem sobre as pedras quentes ou nos paralelos de calcetamento das vias de trânsito.



                 Há um "relógio do tempo"  criado por um organismo internacional baseado em dados científicos colhidos em centros de estudo e investigação de todo o mundo, que mede o limite de poluição a partir do qual é insustentável a existência de vida na Terra como a conhecemos até agora. Se os homens ignorarem os tratados e acordos que subscrevem mas adiam o seu cumprimento imediato continuarem a negligenciar a saúde do "planeta azul", restam apenas neste altura SETE minutos antes de atingir o do "Apocalipse"... 

                Dá que pensar.


Fotos: doLethes
Remígio Costa

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