segunda-feira, 17 de outubro de 2011

À SEGUNDA, A QUINTA DAS "MANAS".




             Cumpriu-se hoje mais uma iniciativa no âmbito das actividades previstas no programa de animação dos tempos livres e de lazer das pessoas seniores, em curso nesta freguesia sob o patrocínio da Câmara Municipal de Viana do Castelo,  e coordenação da animadora drª Joana Barros com uma deslocação à quinta biológica "Duas Manas", localizada na freguesia de Infia, no concelho de Guimarães.

             Colaborou nesta acção um grupo de cinquenta e seis pessoas, presumivelmente acima dos vinte e cinco anos (em cada braço...), mas quem      tivesse visto os participantes, maioritariamente do sexo feminino, a entrar para o autocarro logo às 8,30H, com o semblante ainda mais fresco do que o nevoeiro que àquela hora se levantava, ninguém diria que a grande maioria já tem netos e, quiçá, alguns bisnetos.


             Estas visitas têm sempre grandes motivos de interesse e, se o grupo se entregar com gosto e total desinibição às actividades escolhidas como hoje aconteceu, o sucesso é total.


             Viagens em conjunto são uma verdadeiro manancial de momentos de ricos em boa disposição, cantorias de reportório popular, conversas sobre outros eventos já passados, animação inusitada. E, claro, o piquenique e o bailarico a seguir. Não tem interesse, nem é fácil, descrever estes típicos encontros. Vivem-se,e, cada um sabe o gosto que lhe soube. Crise? Quem leu, viu TV ou ouviu rádio, hoje?

             Mas havia um programa a cumprir na Quinta das Manas. Um amplo espaço rural localizado na encosta montanhosa, com muitas horas para ter o calor do sol, com um cenário ainda em fase primária de melhoramento, onde um edifício de construção mais recente serve de salão de eventos e de restaurante. No terreno de sequeiro, o milho já foi colhido, e, nalgumas cercas, diversas espécies animais e aves atraem a atenção das visitas. Um enorme bode, empoleirado numa elevação rochosa vigia, qual sintela, o movimento dos bípedes que o provocam com chamamentos a que se mantém, com ar distanciado, indiferente.

             Antes da desfolhada, a que o elemento feminino aderiu com entusiasmo inaudito, (sem surpresa para quem conhece a actividade que a maior parte dele faz normalmente na vida quotidiana), no rés-do-chão do edifício principal foi preparada a massa de farinha para a cozedura do pão, onde, ainda sem espanto, quase todas experientes donas de casa, peneiraram e amassaram, com os meios tradicionais que bem conhecem, a massa do pão que iria ser cozido no forno a lenha. Nisso, até os barbudos quiseram botar figura.

             Houve, na discoteca ali existente, forte animação com pares quase jovens e até outros jovens sem quase mas ainda assim desejosos de mostrar que o são, tiveram o seu pezinho de dança. Reumático? Esclerose? Pois sim...

             De volta a casa e contornando Guimarães com o Castelo à vista, deu-se uma vista rapidinha a S. Torcato e ao túmulo do majestoso templo onde se encontra o seu corpo incorrupto. A propósito, insere-se um texto que conta a lenda de tão requerido e proclamado orago, cuja maior celebração ocorre no 1º dia do mês de Julho de cada ano, com festejos de grande fama e frequentado por multidões.

          5. SÃO TORCATO.

         AO FUNDO DA CRIPTA, O MAUSOLÉU DE SÃO TORCATO
      
                                          O BELO TEMPO DEDICADO A S. TORCATO
                                                         O baptistério contemporânio
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Lenda de S. Torcato
"Foi no ano de 719, que Torcato de seu nome, foi martirizado juntamente com mais 27 companheiros quando pretendia impedir o avanço do exército árabe de Muça, general de Tarik, sobre a região. De acordo com a lenda, o seu corpo foi descoberto sob um monte de pedras, no local onde hoje se ergue a Capela da Fonte do Santo. Segundo uma das lendas, diz-se que um cego «viu» cair uma estrela na direcção onde hoje se encontra a capela do Santo, na altura, a povoação ficando muito curiosa de tal acontecer, resolveram pegar em enxadas e cortar as silvas que depois iam queimando. Foi então que descobriram o corpo daquele que viria a ser S. Torcato. Resolveram, então pegar numa junta de bois e remover o corpo do local. Contudo os problemas começaram aí, pois os bois chegados a um certo local resolveram não avançar mais, tendo o povo decidido construir ali mesmo uma igreja, igreja essa incluída mais tarde no Mosteiro de S. Torcato ali existente actualmente. E ainda hoje ali repousa o corpo de S. Torcato, exposto à devoção de todos os fieis, encontrando-se entre eles muitos devedores de graças por ele concedidas."

           Lenda ou história que atravessou séculos para continuar nos nossos dias a motivar a fé de crentes fervorosos, a figura de Torcato, em carne e osso, ali permanece em docel de vidro na cripta magnífica do grandioso tempo de granito.

           A chegada deu-se ainda com sol e os passageiros locais, que antes se haviam despedido dos de São Salvador da Torre e de Vila Mou, que integraram a visita, despediam-se com a maior simpatia da Joana, a coordenadora incansável e impecável na organização, ágil como um Smart  na cidade e segura como um Audi na estrada.

           Vejam como ELAS e ELES se comportaram e fiquem lá com inveja de não terem ainda chegado a esta idade para serem admitidos e competirem neste grupo.

          1. À CHEGADA, A AMBIENTAÇÃO.

                                          
                                                   Ensaios com a objectiva.

                               
                                          O "Padeiro de Aljubarrota"




                
                 2. VAMOS LÁ FAZER O PÃO. Peneirar a farinha

                                            Eh, Marcos! Vista alguma pepita?








                                       
                                           Olha o Domingos! Pá, isto não tem estanho.















              3. VISITA À QUINTA.
                                   
                                          A porca vietenamita não quis receber a visita.
             
                                           O "Scolari", estava atento.




                                           Olha p'ra ele! Pera de respeito.







                                                 
                                              Adriano, Adriano, a "patroa" está de olho em si.

                               
APAGARAM A LUZ!  Esta "juventude" de agora...
l

                                                     Então? Ninguém convida a dama?

             4. DESFOLHADA.




                                        

                         MILHO REI! MILHO REI! "Paga" Helena.





                                 Sempre activa e atenta, a Joana não cansa.

                                           A Rosa de Lamas, canta e esfolha. "Ganda" Mulher!

                                                    Adriano, não tenha ilusões...
                                     
                                          Bode "cabaneiro", sempre por perto.


                                                
                                                     Carrega Quintas.

                                          O "CAPATAZ". Assim, também eu!

            4. COZER O PÃO QUE A MULHER AMASSOU.




 REGRESSO A CASA

2 comentários:

  1. Antes de mais, queria agradecer os elogios e dizer-lhe que adoro a sua escrita.

    Emociona-me a forma como transmite parte daquilo que sentiu.

    Continue sempre com essa força de viver e nunca se esqueça de que tem muitos motivos para se orgulhar da pessoa que é...

    Um forte abraço
    Joana Barros:)

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  2. Sr. Remígio
    A sua reportagem está excelente.
    E pelo entusiasmo das pessoas, adivinha-se que foi um excelente convívio. E o facto de envolver os nossos vizinhos de Vila Mou e S. Salvador (como vi nas suas fotografias) ainda torna estes convívios mais atraentes.LINDO!
    Parabéns à animadora do Centro Social , que é de facto uma pessoa de grande dinamismo.

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