quarta-feira, 5 de outubro de 2011

5 DE OUTUBRO DE...2011, NAS MARGENS DO RIO DAS ÁGUAS QUIETAS.

           Há pouco, lancei dois vídeos feitos no Centro. Voltei, de novo, agora com algumas fotografias das várias que fiz na Passagem, na margem direita do Lima.

           Não confirmei, tanto quanto esperava, a afluência de pessoas na margem do rio. Mas não estive sozinho, nos minutos que ali permaneci, envolvido na tranquilidade e frescura do local, a ver os saltos das taínhas a agitar o caudal fino da límpidas águas do Lima.

          No cais do "LANHEZES" o "Caninhas" cuidava da esmerada  manutenção de um dos seus barcos, e, ali perto, um casal de fora descansava num dos bancos ali existentes, alijado das respectivas mochilas, interrompendo por momentos uma caminhada partilhada ao longo da margem. A destoar da mansidão que ali se sentia, um roncar agressivo de uma moto-quatro estilhaça, como se um enorme vidro de repente se quebrasse, o equilíbrio natural do local, e, tal e qual como acontece nos assaltos aos bens alheios, desapareceu, logo depois, envolto numa nuvem densa de poeira. Logo a seguir, era uma jovem vestida em traje desportivo, a passar em passo manso e ar distraído, com o rosto inclinado a defender os olhos da luz intensa do sol que a beijava, de frente.

          Já no regresso, parei perto da eira do Parque Verde onde um grupo de amigos picnicara e, naquele momento, jogava petanca enquanto algumas das senhoras que antes também ali vira, acompanhadas de  crianças, caminhava em direcção ao rio. Já perto de casa, saudei ainda o amigo Sérgio Moreira que regressava depois de  ter proporcionado aos seus estimados "peludos" o passeio que adoram mais do que a um "biscoito" que lhes desse.

           Está, assim, a terminar mais um belo dia de "Verão Outonal" que nos proporcionou estar mais perto da natureza e da vida real da nossa aldeia, vagamente conscientes do momento histórico  hoje celebrado e algo indiferentes às declarações de circunstância nos actos oficiais previstos para esta altura.

          -"É preciso....", ouvia-se na TSF. Pois é, que novidade!

         







    

Sem comentários:

Enviar um comentário