segunda-feira, 10 de outubro de 2011

O NASCER DO SOL.

  
               O momento em que o sol se põe é, muitas vezes, fascinante, arrebatador e romântico quanto baste. Não há ninguém que munido de um máquina fotográfica e que assistisse ao momento em que ele desaparece na linha do horizonte não tenha tentado registar esse singular quadro de beleza e nostalgia, na ilusão de poder configurar numa imagem as emoções e os sentimentos que os olhos, naquele instante, lhe provocam.

              Hoje, a proposta que tenho para lhes fazer é completamente oposta. Bem sei que, para muitos, ver o astro-rei regressar da sua longa viagem durante a qual escondeu de nós a sua luz, é trivial porque não é um motivo lúdico dependente da livre iniciativa  individual mas das obrigações decorrentes do papel que a sociedade lhe exige que cumpra.

             Antes que terminem estes dias que o verão deste ano deixou para trás, tão benfazejos para as colheitas como para a saúde dos anciãos que não abdicam da oportunidade de aproveitar os benefícios que ele lhes propicia, desafiámos os que, por hábito ou comodismo, gozando contudo de boa saúde, já se habituaram a que seja o carteiro e não o padeiro a recordar-lhes que a estrela do nosso sistema solar já atingiu o zénite e, ao menos por uma vez e ainda que seja a última, esperem que o sol rasgue a aurora e o vejam surgir por cima do monte próximo,  irradiando sobre as águas do Lima os seus raios brilhantes de luz.

           

1 comentário:

  1. A palavra que me ocorre ao ler e ver estas imagens é, fascínio!

    Estou fascinada com a sua descrição e o seu registo fotográfico.

    Sem dúvida que você é um ser Humano fascinante!

    Um abraço
    Joana Barros

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