quarta-feira, 5 de outubro de 2011

O VERÃO QUE OS EMIGRANTES NÃO TIVERAM.

            O país está a viver um feriado comemorativo da implantação da República e, por isso, só alguns dos que gozam do privilégio de ainda terem trabalho sem emprego, ou, os que fazem da agricultura o seu modo de vida e não têm direito a descanso, enfrentam as inclemências deste Verão serôdio, mas agradabilíssimo, e prosseguem na sua vida quotidiana. Outros há que, às primeiras luzes da aurora, se estenderam pela margem do rio e, de espingarda ao ombro espiando o arvoredo e acompanhando a azáfama dos perdigueiros à espera de que eles fizessem saltar uma perdiz ou um  faisão do meio da restiva, aproveitaram o feriado para exercer o culto ao patrono Santo Huberto, e à inspiradora Diana, a deusa da caça.


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             Faltam, no ambiente comum aos dias de semana no Centro Cívico, os alunos do Agrupamento Escolar, os usuários dos Bancos, que não das caixas-multibanco, os utentes dos correios, de outros serviços e comércio que não estão hoje abertos ao bulício habitual, e os poucos frequentadores a esta hora do dia que aparecem por aqui, abrigam-se à sombra dos toldos das esplanadas do Café do Néu, da Casa do Povo, do Berto, do Restaurante Teresa, do Arezes e da Papagaio, apaziguando a canícula com uma bebida refrescante ou tomando a bica sacramental de após almoço, em amena cavaqueira. Mais logo, é provável que alguns aproveitem o resto de dia à sombra fresca dos bosques do Parque Verde, se juntem alguns familiares e os seus amigos para um convívio alegre, divertido e reconfortante.

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             A tecnologia da era que atravessámos faz prodígios impensáveis há pouco tempo atrás, mas, com muita pena minha, nos vídeos aqui incluídos, não posso enviar aos meus conterrâneos espalhados pelo mundo, e, que seguem este blogue, uma amostra, pequenina que fosse, do ambiente tépido e calmo desta hora que passa. Alguns deles, os que militam mais a norte do planeta, ou, mesmo no sul onde agora as temperaturas descem poderão, até, sentir dificuldades em interiorizar completamente esta amenidade do clima de que eles são embaixadores nos países onde vivem temporariamente, porque, certamente, o contraste entre os dois ambientes poderá ser considerável. Espero, porém, proporcionar-lhes uma oportunidade de conferirem as saudades que porventura vivam com a realidade do dia que hoje, aqui, em Lanheses, acontece.

             E, depois, na volta, há-de ser melhor.
            

            

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