sábado, 12 de outubro de 2013

TAXA PASSA A PREGO!

Incluída na factura da electricidade os portugueses, com excepção das famílias com consumo mínimo e rendimentos declarados abaixo de certo montante, pagam mensalmente uma taxa para a Contribuição Audiovisual no montante de 28,62€, incluindo IVA a 6%, criada a seguir à extinção da taxa obrigatória de posse de aparelho de rádio ou de TV.

A RTP (Rádio Televisão Portuguesa), que concorre com as estações privadas TVI e  SIC vai deixar de receber a subvenção estatal de que lhe vem sendo atribuída no Orçamento do Estado, cujas verbas são, como é sabido, resultantes dos impostos pagos por alguns portugueses, passando a gerir os seus gastos pelas próprias receitas que angaria em concorrência com as estações privadas. Os portugueses que pagam impostos estavam a ser duplamente tributados: taxa + subvenção vinda do dinheiro dos impostos para suportar as despesas de funcionamento dos canais oficiais de TV. 

A partir de Janeiro de 2014, de acordo com as notícias divulgadas, a factura da electricidade será aumentada em cerca de 15%, por acréscimo à taxa anterior da RDP, que atingirá um valor estimado de cerca de 43€  por mês. São públicas as declarações dos políticos de que a electricidade não teria aumentos no próximo ano...

A TAXA PASSA A PREGO e não é pequeno.

Quem anda mais ou menos a par do que se passa no país e designadamente no serviço público de televisão, tem uma ideia relativamente próxima da  baixa qualidade dos programas e de uma forma geral dos serviços que (não) presta ao país bem como dos faraónicos esbanjamentos dos dinheiros dos impostos que lá têm sido "derretidos" para sustentar uma cambada de parasitas incompetentes, centralistas, subservientes aos poderes dominantes e subsídio-dependentes.

Não sei prever qual o futuro da TV pública quando tiver que sobreviver por si própria em concorrência com a TVI e a SIC, onde procurará o financiamento para manter a antena e os canais no ar, num país em falência económica e sem sinais animadores de recuperação à vista. É óbvio que terá que haver um plano B que este governo, liberal e capturado por interesses privados, sabe bem para onde quer ir e o caminho para lá chegar...





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