quarta-feira, 9 de novembro de 2011

PASSOS COELHO:-ACABAR COM O SUBSÍDIO DE FÉRIAS? "Isso é um disparate"

         
Pedro Passos Coelho, primeiro-minsitro

          Não sou admirador incondicional de Rui Rio, o Presidente da Câmara Municipal do Porto e vice-presidente do PP/PSD, mas reconheço nele qualidades de rigor, interesse na gestão da "coisa pública", convicção nos princípios que defende e honestidade, virtudes de certo modo manchadas pela atitude de conflito absurdo e incompreensível que mantém contra uma das mais proeminentes instituições da cidade "Invicta", o Futebol Clube do Porto, e, o seu Presidente Jorge Nuno Pinto da Costa, que em nada favorecem a cidade, a Região Norte e o país.

            Tanto quanto sei o autarca portuense é um apaixonado pelo Minho, em particular de Viana do Castelo e pela praia do Cabedelo, sendo frequentemente visto em visitas à nossa cidade acompanhado pela família, o que, só por si mereceria o meu apreço e gratidão não fosse a "pedra no sapato" da reserva que lhe dedico por causa do diferendo a que acima faço referência.

            O feitio, ou personalidade de Rui Rio tem-se manifestado por mais de uma vez , de forma directa e frontal, contra as atitudes e decisões tomadas pelos seus pares do PSD, quer a nível partidário quer quando eles, como no presente, estão no Governo, tal e qual como antes procedeu em relação ao PS de Sócrates, de má memória para o norte e para Portugal.

            Ao contrário de Passos Coelho que, ao arrepio das suas afirmações produzidas no decorrer da  campanha eleitoral que o levou ao Governo, jurando de mãos em prece e olhos castos que jamais cortaria os subsídios de férias e de Natal aos pensionistas e trabalhadores públicos, justificando a atitude da cambalhota com a afirmação de que não existe outra possibilidade de cortar nas "gorduras do Estado", Rui Rio acaba de tornar pública uma solução alternativa, colocando-se a par da sugestão defendida pelo próprio PS, como, repetidamente, António José Seguro tem vindo a defender, a qual é sem qualquer dúvida mais justa e não discriminatória por universalmente aplicada a TODOS os portugueses.

            Miguel Relvas, o ministro da presidência e porta-voz do primeiro-ministro já veio, porém, a terreiro declarar que há abertura para negociar o Orçamento, com excepção de alterar, nem que seja para  metade o "roubo cirúrgico" que, de novo, vem flagelar a classe dos pobres crónicos e dos novos indigentes criados pelos governos actual e anterior, o que faz pensar nos reais interesses que estão na base da reniticência sustentada pelo governo da maioria PPD-PSD/CDS-PP.,em ceder ao acolhimento de melhor alternativa.

             Pelo que posso deduzir de opiniões de figuras da vida política e económica portuguesa, provavelmente doutas mas seguramente jamais isentas, os ditos subsídios (para mim sempre os tomei como restituição de abonos subtraídos pela administração à justa remuneração mensal pelo trabalho prestado) tinham, a qualquer momento, a sua cessação definitiva determinada. De nada vale a ressalva introduzida por Passos Coelho na lei iníqua que prevê a retoma do pagamento em 2014: os ditos subsídio de férias e de Natal acabaram, PARA SEMPRE, de fazer parte dos orçamentos familiares de uma grande fatia da população portuguesa. É um corte sem retorno...

           ... pelo menos enquanto este presidente da república, Pedro Passos Coelho e o seu governo continuarem em funções...

        

2 comentários:

  1. Sabias palavras...não poderia estar mais de acordo! Coitados de nó jovens que ainda teremos muitos anos de "tortura" pela frente...

    Abraço

    Sérgio Moreira

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  2. Mas entao que politicos temos nos, todos eles, da esquerda a direita? Mas quem e que nos governa entao? O governo esta ao servico do povo que votou ( em todos os partidos ) ou eata a cumprir ordens apenas que vem de fora? So esta em funcao para nos escravisar ou para nos porteger da fome das injusticas do nivel de vida? A tristeza pela situacao nos suportamos mas as injusticas teremos que responder com a revolta.Antes era a fome e nao podiamos falar e agora e a fome e podemos falar! Mas ninguem nos ouve! Voltamos ao 28 de Maio!
    Um abraco Amigo Remigio

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