quarta-feira, 30 de novembro de 2011

REPRESENTANTES E REPRESENTADOS NA AR.


Os interesses verdadeiramente representados na Assembleia da República

        Quando o povo é chamado a votar para eleger a Assembleia da República , fá-lo na convicção de que os eleitos em quem confiaram concedendo-lhes o seu voto, cumpram naquele órgão legislativo o compromisso de honra que assumiram para com os seus eleitores, propondo, apoiando ou rejeitando as leis que melhor respeitem os interesses dos seus representados.

       Desgraçadamente, o que na realidade acontece é que não são os cidadãos que escolhem aqueles a quem delegam a representação dos seus interesses, porque, os candidatos ao sufrágio que entram nas listas resultam de influências e interesses que se movimentam no segredo dos sistemas complexos dos interesses económicos privados.

       Sob a aparência de uma prática democrática uma grande fatia das leis votadas e aprovadas servem mais ou interesses privados do que os dos cidadãos comuns, prevalecendo a lei da maioria capturada que as elaborou e que melhor se fez representar no hemiciclo através das eleições. 

        A aprovação do OE na Assembleia da República para 2012 ratifica o "confisco de património", em parte ou na sua totalidade, dos "subsídio de férias e de Natal", aos reformados de montante superior a 1100€, sem que antes ou depois da votação, tivesse o governo justificado a sua "opção política" de forma clara e inequívoca, uma vez que não faltaram vozes a proclamar haver alternativas mais justas e humanas.


        O que Passos Coelho não teve coragem de divulgar é que o "saque" de que foram abusados os reformados é para sempre e jamais voltará a ser recuperado e que a medida em relação ao sector privado está apenas adiada, como acaba de divulgar numa entrevista a um canal público de TV.


        Faz, por isso, sentido a composição apresentada no foto que encima este texto.








 









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