quinta-feira, 24 de novembro de 2011

ESTAMOS "LIXADOS",

      Manifestantes chegam ao Parlamento

                    É sempre a descer. De nada vale o "apropriamento ilícito" do Governo de parte do património dos pensionistas, o aumento generalizado dos imposto sobre bens essenciais de consumo, os cortes nas subvenções sociais, na saúde, na educação, na rede pública de transportes, no subsídio de desemprego, as portagens nas SCUT,  enfim,  em tudo o que mais afecta e empobrece as classes menos favorecidas e mais expostas à vulnerabilidade das investidas dos governantes. Portugal, está no caminho irreversível seguido pela Grécia, teoricamente fora do euro e da UE a 27. Saberemos isso até final de 2013, quando Passos Coelho for de novo obrigado a reconhecer que a sua estratégia estava errada e o esforço dos portugueses indigentes, ou perto disso, foi absolutamente em vão.
           
A Fitch espera desenvolvimentos económicos negativos
                    A confirmar a falência das drásticas medidas previstas no OE para 2012, que o senhor Ministro das Finanças professor Vítor Gaspar elaborou em função das "recomendações" vindas da Europa, está bem clara na avaliação feita pela agência Ritch Ratings que mandou os portugueses para o "lixo" da confiança dos donos do dinheiro internacional, atribuindo-lhe a classificação abaixo de BBB-1, para BB+. Isto, depois da Troika, os mandatários da UE, BCE e FMI, terem ratificado (com "sugestões"...)  a estratégia e aplicação do aluno Passos Coelho. Conhecendo-se a regressão imparável da economia nos próximos dois anos, não é preciso ter estudado economia nos EU ou Canadá (ou mesmo na Independente) para concluir como tudo isto vai acabar. Chegaremos a 2014 numa situação mais deplorável do que a do tempo que vivemos.

                    Com a Itália mais limpa de fundos do que a cabeça de Berlusconi de cabelo e já a gozar dos rendimentos, e, a Espanha nossa vizinha na expectativa de conhecer o primeiro pacote que a vai fazer saltar como uma mola da Catalunha às Canárias, dona Angel Merkel vai agarrar-se com "unhas e dentes" ao cofre que não pára de engordar e poderá jogar com isso nas próximas eleições do seu país. Já com Sarkozy a passear as meninas adoradas Bruna e filha, lá para os Champs Elisès, o seu presumível sucessor vai ter dificuldades em manter a França à tona da linha de água se a alemã cínica não estiver disposta a contribuir para o peditório.

                      Pior do que não se saber exactamente quem manda para poder dar alguma ordem a esta barafunda em que a Europa esta envolvida é não se criar  um consenso alargado sobre a forma de sair deste estertor de  morte anunciada. Ninguém se impõe e respeita a alguém, não se concerta num modelo exequível para a economia global, as instituições estão desacreditadas, arando o terreno onde a força do dinheiro se instalará para impor o modelo que melhor servir os seus interesses. 
                      Foi neste barco que nos meteram em 1982. Destino bem distinto do oásis prometido...

                     

                     
                

1 comentário:

  1. Os meus parabens Remigio, um artigo muito bem concebido. Na realidade estamos perto do fim.
    Um abraco

    ResponderEliminar