sábado, 1 de dezembro de 2012

VISITA GUIADA À CASA NOBRE DOS CONDES DE ALMADA.

            O Doutor Antunes de Abreu junto ao Pelourinho de estilo neo-clássico, dá início à aula sobre de História e Património que justificou a deslocação a Lanheses (Viana do Castelo) de uma turma do 2º ano da Academia Sénior da Escola Superior de Tecnologia e Gestão, do IPVC.

              Uma turma do segundo ano da Academia Sénior do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), instalada na Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG), à Avenida do Atlântico (Praia Norte), daquela cidade, esteve recentemente em visita de estudo à Casa do Paço, da família dos Condes de Almada, no âmbito da disciplina de História e Património de Viana do Castelo constante do programa professado para a referida disciplina.

              A visita foi iniciada junto ao Pelourinho neo-clássico, considerado monumento de interesse público, instalado desde 1933 à entrada do frondoso jardim que antecede o portal brasonado de acesso à Casa do Paço, e que para ali foi deslocado a quando da cedência do terreno do actual Largo Capitão Gaspar de Castro pelo titular da família dos Condes de Almada, a fim de precaver actos de vandalismo a que facilmente estaria exposto se permanecesse no recinto aberto do então designado Largo da Feira. Alberto Antunes de Abreu, o reputado historiador e conceituado professor jubilado que orienta a disciplina, iniciou a aula evocando os antepassados a quem se deve a fundação e as raízes da família detentora da Casa do Paço e a sua fixação em Lanheses, destacando a intervenção do Dr. José Ricaldes Pereira de Castro, Chancelar-Mor do Reino e figura de grande prestígio na Corte, tio de do Sargento-Mor de Infantaria Sebastião de Abreu Pereira Cyrne Peixoto, cuja influência junto da Raínha D. Maria I foi decisiva para a criação do concelho da Vila Nova de Lanhezes.



               O "velho" Rododendro, um arbusto de proporções avantajadas que floresce ainda e de que já falámos aqui no Dolethes, resistindo à degradação que o atinge.

                   Antes de descer a Alameda feita de árvores seculares de grande porte para aceder ao interior da Casa, os visitantes tiveram oportunidade de ver um exemplar de um arbusto de proporções avantajadas da família dos Rododendro que continua a florescer em alguns dos seus velhos braços resistindo à erosão do tempo.

 A imponente entrada de acesso à Casa do Paço -Turismo de Habitação - com a heráldica de família dos Condes de Almada (Recalde - Pereira - Feijó - Castro e Abreus, ao centro, tendo à esquerda a Capela da Família, cujo orago é São Sebastião.

               Sob o brasão em pedra com as armas da família, a comitiva foi recebida à entrada do portão pelo descendente mais novo da família dos Condes de Almada, D. José, que se encarregou a partir daí da  condução dos visitantes através das diferentes dependências do histórico solar, seguindo as explicações pontuais e oportunas do dr. Abreu. 









Em cima: a linda escadaria barroca e a varanda. Do lado esquerdo do início dos degraus, existia uma capela que depois deu lugar à actual, fora do muro.
Em baixo: D. José, fazendo a apresentação de estilo.

               O acesso ao interior é feito pela escada em pedra granítica ao cimo da qual se encontra uma varanda de colunas redondas que forma um conjunto de estilo barroco muito elegante. A ala Poente está totalmente reservada ao TURISMO DE HABITAÇÃO, tendo as suas dependências  perfeitamente requalificadas e decoradas em consonância rigorosa com a natureza da construção e  história e tradições da família d'Almada. Foram visitadas sucessivamente, as salas de recepção, de estar (convívio), quartos individuais e duplos, dotados de conforto e meios tecnológicos comuns à época, decorados com gosto que preservou o antigo e o histórico, onde os quadros, velhos livros, retratos e pinturas têm cada um deles uma história para contar tendo sido profusamente identificados e explicados pelo cicerone com a segurança de quem bem conhece o caminho que percorre. Uma particularidade única no distrito, o Turismo de Habitação da Casa dos Condes de Almada, em Lanheses, é o único detido pela própria família de origem, facto que os seus utilizadores, especialmente estrangeiros, não deixam de admirar e destacar.

A seguir: adereços, mobílias, quadros e relicários, existentes na ala poente destinada ao Turismo de Habitação. Das janelas aí existentes, pode apreciar-se uma paisagem encantadora onde releva, a norte, a montanha da Serra d'Arga.











 Um lanhesence ilustre,muito considerado e influente na Corte

                A simpatia do filho mais novo da senhora Condessa Dona Isabel de Almada, viúva de D. Luís de Almada, anterior titular da família dos Condes de Almada, que entretanto fez questão de integrar o grupo através da parte do Solar reservado à numerosa e nobre família ligada à história de Portugal e de Lanheses, continuou na extensão da área destinada  ao jardim onde foi aproveitado um tanque em pedra para uso de uma piscina abastecida de uma antiga mina que se prolonga até terrenos ocupados actualmente pela Escola Secundária, na antiga Quinta de Barrosa e que abastecia, também, uma  fonte exterior hoje desactivada.

A seguir: imagens do jardim do lado Sul, com realce de pormenores interessantes.





                Depois da visita à Capela de S. Sebastião (pelo interior) situada à entrada fora do portão brasonado, onde se pode ver no seu interior a imagem do Senhor da Cana Verde, o grupo reuniu-se na ampla sala de jantar onde se concentra a família e, circunstancialmente, hóspedes convidados. 

Em baixo: aspectos do interior da parte usada pela família e, eventualmente, com acesso permitido aos hóspedes do Turismo de Habitação.
 

                          Um prato datado de 1640.





 Cama do quarto onde dormia, quando jovem, D. José.





                O périplo terminou na acolhedora sala do "dono da casa", como foi designada pelos seus proprietários,  onde Dona Isabel de Almada trabalha e descansa durante o dia. E recebe com a simpatia e esmero que a caracterizam os visitantes. É  ali que, a partir do seu computador, são estabelecidos contacto com os possíveis clientes do Turismo de Habitação, com a vantagem dos estrangeiros o poderem fazer em inglês ou francês, línguas que os dois responsáveis dominam na perfeição.

                 Já com a noite a cair sobre a bela mansão que engrandece e ilustra a história da freguesia de Lanheses, a visita foi dado por concluída com os participantes encantados com a simpatia e natural franqueza que receberam da fidalga família dos Condes de Almada e enriquecidos nos seus conhecimentos sobre a história ímpar do seu concelho.

 A seguir: sala de jantar da família (e de hóspedes, se convidados)




Em baixo: Dependência de estar e de trabalho reservada à família. É neste local que a Condessa Dona Isabel dirige os assuntos relacionados com o Turismo de Habitação.
 




 O SENHOR DA CANA VERDE (em baixo), no altar da Capela de S. Sebastião (vista a partir do balcão interior)


                 D. Lourenço de Almada, o filho primogénito da família não pôde estar presente por motivos particulares que o retêm em Lisboa, nesta momento.

              
Vista da Casa do Paço -Turismo de Habitação- a partir da Alameda do jardim, ao cair da noite.
            
               

             
   
              

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