segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

ANTES QUE TERMINE O ANO DE 2012.

              Se há bens (preciosos) de que ainda se pode usufruir neste momento em Portugal sem ter que pagar imposto, um deles é a chuva. Cada um pode tomar o banho que entender, onde quiser ou lhe apetecer; não tem que se preocupar com os técnicos de finanças, da ASAE, ou com a factura de consumo de água, recolha de resíduos sólidos e taxa da rádio. Grátis, completamente grátis, e, pode até vir a apanhar um gripezita que, com alguma sorte o pode levar desta para melhor.


             -Não está bom da tola, o Remígio, dirão vocês. E poderão acrescentar o porquê da vossa estranheza.-Então, hoje, que daria jeito um solinho animador para andar a fazer as últimas compras para a ceia do ano final do ano, dar um geitinho ao cabelo, não ter que andar de vidros embaciados no automóvel à procura de uma passadeira para peões livre para o estacionar, poder ter o telemóvel colado ao ouvido sem ter que segurar o guarda-chuva ao mesmo tempo que o embrulho do bolo-rei, ele entende que deveríamos aproveitar para tomar banho de borla? -Por que bulas, rapaz?


              Bem, os meus amigos já compreenderam que com o tempo que faz, sem que apeteça tirar o nariz para fora da porta, não há grande matéria para fazer um post que se leia. Na realidade, nem sequer a chuva é novidade porque estamos no Inverno e, se não chovesse, para as nossas bandas não haveria verde nem era o Minho mas um deserto das arábias, sem petróleo. Por isso, eu gosto da chuva, de molhar os sapatos nas poças de água, de a sentir nas "bentas" quando ando de guarda-chuva, de molhar as calças até ao joelho e encharcar as meias, de a ouvir bater lá fora e sentir o motor a gastar energia para ajudar a chinesinha EDP e a mandá-la para a terra que não pode passar sem ela.

            

               Meus caros: não estejam a pensar que inventei tudo o que acima escrevi. Vejam com atenção as fotos que há pouco colhi na nossa terra e vão concordar que, ao contrário do que muitos pensam, nem tudo está mal por aqui. Chove a cântaros, mas é de graça!

             (Que o Gaspar não leia "isto" porque senão vai logo falar à Troika...)







            

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