sexta-feira, 10 de agosto de 2012

DUZENTOS MILHÕES DE BOAS INTENÇÕES.

                
               
               Do que mais gosto quando aposto no totoloto é do espaço de tempo que medeia entre o registo aleatório do flash pela máquina e a extracção dos números da sorte através das bolinhas bailarinas caprichosas do sorteio. É o tempo em que dura o sonho de poder vir a ser contemplado com, na melhor das previsões, uma gorda fatia do bolo, de dar largas à imaginação e divagar sobre as consequências que adviriam para a vida pessoal perante a fartura da conta bancária de um momento para o outro, as influências que teria a fortuna assim  conseguida na personalidade e imagem consolidada ao longo dos anos, como seria a adaptação ao estatuto dos endinheirados.

               Dá para tudo este tempo de esperança, de viagem pelo mundo da fantasia, que não é mais do que uma recreação ficcionada de uma miragem em que intentamos comandar o curso da nossa vida, que acaba, para milhões, com a realização do sorteio.

               O pior é depois da saída dos números. É por isso que eu não gosto dos sorteios. Por mim, estaria sempre à espera que eles se realizassem...

               

              


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