domingo, 9 de julho de 2017

CANINHAS RECUPERA DA PRÉ-HISTÓRIA RÉPLICA DE EMBARCAÇÃO PRIMITIVA.

    

       O construtor "Caninhas" no meio das duas partes do cameran


   Quem o pretender contatar e pergunte por Manuel João Castro Franco Rocha, só por mero acaso alguém aqui em Lanheses saberá dizer de quem se trata; mas, se invocar a alcunha Caninhas nem precisará de acrescentar que se trata do maior pescador de lampreias do rio Lima ou o artesão autor da réplica do barco "água-arriba", batizado com o nome de "Lanhezes",  para que não haja alguém que não saiba quem é e onde mora.

   A "peça" principal da embarcação, que poderá vir a mover-se à vela ou a remos soltos, com cerca de 8,55 de comprimento.
   
    O Caninhas é um exímio "faz tudo": criativo e empreendedor. Tem ideias e  prazer em concretizá-las. Solitário, às vezes, não recusa colaboração quando o projeto a concretizar não aconselhe dispensá-la, como acontece no que tem, presentemente, em mãos, em que colabora Isidoro Cunha, um amigo comum de longa data.

   Deixando, por agora, de lado pormenores da multifacetada atividade corrente do popular cidadão lanhesense Caninhas, vamos revelar sem entrar em detalhes o que ele está em vias de concretizar. Trata-se da recuperação do tipo de embarcação primitiva usada pelos habitantes das ilhas e territórios situados nos oceanos Índico e Pacífico no transporte de pessoas naquela zona do Globo, pelo menos 4000 anos a.C., cujas principais caraterísticas resultavam da sua construção de troncos de árvores, poderem ser movidas a remo ou à vela e ter acoplada de um lado ou mesmo dos dois, outra embarcação de menor dimensão em forma de um cameran para garantir melhor estabilidade.


  Tronco de pinho de que é feita a piroga auxiliar, com cerca de 5,28 cm.
     
      E o que levou o Caninhas a encetar o propósito de replicar o antigo cameran? Explico. Na casa solarenga que restaurou para habitar com a família, existia até há dois anos atrás uma enorme árvore da família das araucária, mais conhecida pela designação de pinheiro do Brasil, a qual teve que abater por ter secado. Do tronco seccionado, aproveitou a parte ainda sã com cerca de 8,55 cm, tendo escavado com o auxílio do colaborador e conterrâneo Isidoro Cunha (Doro) a parte interior dando-lhe a forma de uma antiga piroga monóxila. Para complementar a ideia que formou da embarcação, serviu-se do tronco, agora de pinheiro, para construir o protótipo da canoa menor que deverá completar o projeto final.

                                    O criador e a obra

  
     Ficam aqui, em síntese, expressas a ideia e a fase adiantada da sua concretização. E as fotografias pelas quais se pode completar o que acima fica exposto com base nas indicações colhidas junto do seu mentor, o nosso estimado concidadão lanhesense, Manuel João, o incrível empreendedor e estimado Caninhas.










  
Fotos: doLethes
Remígio Costa

  

    

3 comentários:

  1. Sr Remigio hacho que nao tem sousa

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  2. o homem sonha, a obra nasce.
    Quero é ver como, daqui a uns milhares de anos, o historiador que descobrir esta embarcação, numa qualquer escavação, vai justificar a sua existência tão longe do Índico e do Pacífico.

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  3. Anónimo das 11:05
    Retifiquei. Obrigado pela informação.

    Anónimo das 22:14:

    Eu também quero ver...

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