segunda-feira, 12 de junho de 2017

SEMINÁRIO E FESTIVAL DO GARRANO 2017, EM LANHESES (Viana do Castelo)



             
      

        Numa parceria entre a Câmara Municipal de Viana do Castelo, a Universidade de Kyoto, a Universidade de Sorbonne Nouvelle, Paris, e o apoio da pela Associação "O Caminho do Garrano" a que preside D. Lourenço d'Almada, titular da Casa do Paço (TH), sob o patrocínio e co-financiado pelo Programa Operacional Regional do Norte/2020, decorreram nos dias 9 e 10 junho corrente em Lanheses, Viana do Castelo, o I SEMINÁRIO consignado ao debate sobre "Percursos do Homem e do Garrano no Noroeste Português",  e o I FESTIVAL DO GARRANO (HORSE SHOW), onde foram apresentados vários ponéis da espécie autóctone de garrano existente no Noroeste Português, designadamente na região montanhosa do Gerês e da Serra d'Arga.

          O I Seminário decorreu na Escola EB 2,3/S do Agrupamento Escolar de Arga e Lima, entre as 09:00 horas e as 18:30 horas do dia 9, com a presença de representantes dos organismos envolvidos no projeto, nomeadamente, José Paulo Vieira, da edilidade vianense, Filipe Rocha, presidente da Junta de Freguesia de Lanheses, Agostinho Gomes, diretor do Agrupamento Escolar, Lourenço de Almada e Rodrigues Meireles, consultor do Projeto. 

          Os objetivos  visavam definir "estratégias para reconhecimento do garrano enquanto património genético e histórico-cultural de Portugal" (sic), bem como decidir propostas para a "criação de redes de cooperação", "troca de boas práticas" e "partilha de experiências" para a preservação do garrano e valorização do contributo que pode dar para o incremento do turismo no Minho.

         No desenvolvimento das ações programadas intervieram vários oradores e especialistas convidados nacionais e estrangeiros, nomeadamente um proeminente estudioso e ativo professor associado da Universidade de Sorbonne, em Paris, Carlos Henrique Pereira, cujo pai, Hélio Pereira, natural de Lanheses foi emigrante em França, com quem tive oportunidade de trocar algumas palavras recordando o seu progenitor de quem fui companheiro na escola primária. Com grande prestígio em França onde reside, Carlos Pereira é presidente fundador do Instituto do cavalo e da equitação portuguesa em Paris, professor de arte equestre da tradição portuguesa, investigador associado-fundador do Horse Cognition Project/Universidade de Kyoto/Universidade de Sorbonne.

        O I Festival que preenchia o segundo dia da relevante e inédita iniciativa que prestigia a freguesia de Lanheses, decorreu no renovado terreiro da vetusta Casa dos Condes d'Almada tendo como fundo a frontaria do vetusto solar com a bela escadaria barroca da entrada, especialmente preparado para receber e exibir os jovens exemplares dos póneis garranos domesticados.  Numa tarde de irradiante luz solar e temperatura de verão, passaram no terreiro de saibro conduzidos à trela ou cavalgados por jovens alunos de equitação ou atrelados a charretes, ligeiros e garbosos, belos especimenes da original raça equina que vive livre na natureza povoando as terras de Gerês e d'Arga até à montanha de Santa Luzia, em Viana do Castelo, perante a surpresa e constatável agrado do público assistente. 

         O encerramento festivo de circunstância teve a presença de José Maria Costa, presidente da Autarquia de Viana do Castelo, entre outros, e a habitual extrema simpatia e disponibilidade do cicerone titular da Casa do Paço (TH), D. Lourenço d'Almada, que  promoveu e dinamizou tão interessante e educativo e histórico evento. 
        
         Lamentável a ausência de uma equipa de televisão para registar e divulgar um evento de indesmentível interesse regional e nacional.

          Agradeço o convite em nome pessoal e do semanário A Aurora do Lima, que represento nesta localidade.

                             REGISTO FOTOGRÁFICO DO I FESTIVAL DO GARRANO (PARCIAL)
















        




        Elementos nipónicos de Kioto do grupo de estudos do garrano




 D. Lourenço, Conde d'Almada, com a  Doutora Renata Mendonça, investigadora da Univ. de Kioto, embora seja portuguesa.



                       Professor Carlos Henrique Pereira, à esquerda, com um familiar próximo.

Fotos: doLethes
Remígio Costa

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