terça-feira, 30 de dezembro de 2014

O ANO DA MORTE DAS PALMEIRAS.

                 

                           Largo Capitão Gaspar de Castro (também antiga)



             O agente destruidor já entrou em Portugal vindo do Egito através da Espanha em 2007, mas é no ano prestes a findar que a sua ação malévola da palmeira das canárias mais se fez sentir, a tal ponto que é já reduzido número das que, aparentemente, não apresentam sintomas de estarem contaminadas pelo escaravelho vermelho (Rhynchophorus ferrugineus).


                   




                                  AGRA - Eram duas ficou uma (até ver)



            Esta árvore de origem asiática que se estendeu a quase todo o mundo é muito popular em países mediterrânicos sendo muito procurada em Portugal como planta ornamental de jardins públicos e privados. Quem muito contribuiu para a sua expansão no nosso país terão sido os emigrantes brasileiros que as não se dispensavam de as erguer nos jardins das casas apalaças que mandaram construir.


   Agra - Esta e a companheira do lado que não aparece na foto. Albergue de pardais.

                  Na nossa freguesia são escassas as moradias novas onde não haja um ou dois exemplares destas palmeira a prrencher o espaço ajardinado que normalmente existe na entrada principal. Não valorizo por aí além a opção de quem as possui porque a minha preferência dou-a ás árvores autóctones que as temos muitas e ótimas não só para embelezar, mas, também, como produtoras de frutos e flores belíssimas.Todavia, gosto imenso de ouvir a algaraviada dos pardais ao crepúsculo da tarde entre os seus ramos a disputarem o local onde passarão a noite.

                        Agra - Avenida rio Lima

                 Abordei aqui no doLethes o facto de estarem a desaparecer a um ritmo progressivo muito acentuado, vitimadas pelo escaravelho vermelho, as palmeiras existentes nesta localidade. Referi-me a uma das mais conhecidas pelos lanhesenses, por muito antiga e pelo local onde cresceu e durou mais de uma centena de anos, a do adro da igreja paroquial , por detrás da capela mor. Já lá não se encontra e no local ficou para já apenas o buraco recente donde foi arrancada.

                         Outeiro - Já tinha muitos anos.

                 Dei pela freguesia uma volta e nos lugares que percorri havia algumas palmeiras aparentemente ainda não atingidas. Todavia, não eram menos as que apresentava indícios de estarem irremediavelmente condenadas a desaparecer. Outras, já teriam sido abatidas.

                 Bem pode afirmar-se que 2014 ficará como o ano da morte das palmeiras.


                          Largo da Corredoura

                 

                    Peitilha - Duas a abater.


                           Lugar da Igreja


                      Estrada da Igreja: Eram duas, ficaram assim,

 Aqui crescia a mais de um século a mais antiga: a do adro da Igreja  de Lanheses. 

Texto e fotos: doLethes.

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