sábado, 17 de janeiro de 2015

REQUALIFICAÇÃO DA MARGEM DIREITA DO RIO LIMA, EM LANHESES (Viana do Castelo) – SESSÃO DE INFORMAÇÃO E ESCLARECIMENTO PROMOVIDA PELA JUNTA DE FREGUESIA.



          
 Filipe Rocha fazendo a apresentação formal da sessão, tendo s seu lado o Administrador Regional da ARAnorte engº Pimenta Machado e o consultor do projeto doutor engº Pedro Teiga.

  
                  Decorreu hoje, sábado dia 17 de Janeiro, no Auditório Gabriel Gonçalves, na sede da Junta de Freguesia de Lanheses (Viana do Castelo), uma sessão de informação e esclarecimento respeitante à obra de requalificação da margem direita do rio Lima que está em curso no sítio da Passagem a montante da Ponte de Lanheses, a qual teve início no último mês de Dezembro e tem o prazo de conclusão estabelecido para meados de Março próximo (70 dias).


                             O Administrador Regional da ARAnorte

         

                    Como estava previsto compareceram na reunião o Administrador Regional de ARANorte, engenheiro Pimenta Machado e o consultor do projeto doutor em engenharia do ambiente, Pedro Teiga. 


                   Todo o executivo da Junta de Freguesia presidido por Filipe Rocha esteve presente na sessão onde compareceram os representantes dos órgãos e das instituições locais e membros dos órgãos autárquicos, o deputado do PSD pelo distrito de Viana do Castelo na Assembleia da República, dr. Eduardo Teixeira, o professor Ezequiel Vale que presidiu ao anterior executivo da Junta, a professora Esmeralda responsável pelas ações do ambiente na Escola Secundária local e um número bastante significativo de cidadãos da freguesia que desenvolvem atividade regular relacionada com a pesca no rio. A empresa executante do projeto esteve representada pelo gerente engenheiro Grenho.





 O presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, engº José Maria Costa.

            

                  Já com a sessão a decorrer compareceu no Auditório o presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, engenheiro José Maria Costa, o qual esclareceu e apresentou desculpas pelo atraso ocorrido.


                           O consultor do projeto na apresentação

        
                   O consultor do projeto Pedro Teiga deu início à sua exposição servindo-se de gráficos e imagens de muito fácil interpretação projetadas em powerpoint a propósito das quais procurou chamar a atenção para a os aspetos mais sensíveis à preservação da natureza, a relevância que exercem a fauna e a flora no restabelecimento do equilíbrio dos sistemas ecológicos , as espécies autóctones que contribuem para a renovação da pureza da água e os seus habitat, a natureza dos solos e os veios freáticos que são obstruídos e contaminados, as causas da erosão e as alterações dos cursos dos rios por ação das correntes, a vegetação e as árvores que se adequam às margens deles e o critério da poda e limpeza a que devem ser submetidos, e, em conclusão, a exigência que a cada um compete de zelar e precaver a saúde ambiental. Na abordagem relacionada com o rio Lima e a obra de requalificação, foram escalpelizadas as características próprias do curso da corrente, a erosão das margens e os seus efeitos e a exigência fundamental de mudar o paradigma das obras a que as margens têm sido sujeitas com vista a colaborar com a Natureza na harmonia e no restabelecimento da regeneração ambiental.



 O deputado do PSD pelo Círculo de Viana do Castelo, dr. Eduardo Teixeira, que teve papel preponderante na aprovação da obra acompanhado por apoiantes do partido.




                 Esta lição prévia que aqui vai apenas reproduzida “de ouvido” vai ser necessária para se compreender e desmontar o desenho da obra que cada um em particular, não conhecendo o projeto aprovado (que aliás foi alterado na sua versão primeira), teria idealizado de forma empírica. Desta forma, quem esperava ver ali construída uma muralha de cimento armado idêntica à da foz do rio em Viana do Castelo, com abertura para ancorar barquinhas e umas árvores para dar sombra para fazer piqueniques, com parque de diversão e estacionamento de viaturas, desengane-se pois a obra em curso será bem diferente porque original no nosso país e só poderá ser apreciada na sua amplitude e ajustamento à ideia concebida ao fim de alguns anos após a conclusão desta fase.




                Com efeito, grosso modo, a estrutura final da obra está à vista e só os acabamentos finais a tonarão mais harmoniosa e aprazível. Sendo uma iniciativa inédita em Portugal  esta edificação privilegia o resguardo do impacto ambiental e considera prioritária a não beligerância com os princípios da Natureza nos múltiplos interesses da sua abrangência. Assim, na extensão do seu desenvolvimento, o projeto contêm esporões formados por blocos de granito que entram alguns metros dento do rio e, junto à ponte, a margem terá uma construção de faxinas, isto é, estacaria com feixes de ramos finos.  Não serão construídas, por agora, plataformas por falta de recursos mas está assegurado o acesso ao rio com aberturas apropriadas.

                    Entrega de um kit da obra à drª Esmeralda da Escola Secundária, em homenagem simbólica pela sua ação no âmbito da preservação da Natureza, pelo engº Pimenta Machado.



                     Haverá local reservado para as embarcações de recreio e de pesca e uma zona de lazer e estacionamento de viaturas, ficando um espaço em estado natural a montante da ponte onde a margem está composta em faxina “para a bicharada”. Quer nos esporões quer em locais escolhidos do espaço de lazer serão plantadas árvores sem que fique prejudicado de qualquer forma a vista e o acesso ao rio. Julgo ter dado aqui o essencial para se criar a imagem do que virá a ser o local no futuro, concretizada através do que se poderá iniciar uma viragem radical do tratamento das zonas ribeirinhas onde se conjuga o uso inteligente dos recursos que a Natureza concede ao Homem sem a adulterar ou molestar.


                Na sessão houve ainda oportunidade de abordar outros motivos relacionados com a zona envolvente do Parque Verde de Lanheses, designadamente o destino a dar ao famigerado “olho”, ficando o Administrador Regional da ARAnorte comprometido em inteirar-se da possibilidade de estudar uma solução para por termo à aberração da sua existência.

 O professor Ezequiel Vale, ex-presidente da Junta, que teve papel decisivo na proposta da obra no decurso do seu mandato, no uso da palavra.


     
                   Cabe ainda referir que para além das questões levantadas por alguns dos presentes, designadamente por Ezequiel Vale, também o senhor presidente da Câmara de Viana do Castelo usou por duas vezes da palavra para abordar problemas no âmbito das requalificações das margens fluviais e marítimas, sendo também de realçar as intervenções do engenheiro Pimenta Machado que fez, antes e no decorrer da apresentação, a propósito a obra e da demora do início de execução do projeto e, ainda, da intenção de levar a cabo em Viana do Castelo, já no próximo mês de Fevereiro, uma consulta pública sobre questões ligadas ao ambiente.


      Filipe Rocha, persuasivo perante o Administrador Regional.


                 Ao fim de duas horas de audição de informação muito valiosa e oportuna sobre o empreendimento, Filipe Rocha, o presidente do Executivo, fez uma síntese dos temas abordados congratulando-se pela forma proveitosa como decorreu a sessão de esclarecimento. Quanto a mim, obtive os que esperava.


                                Gráfico do tipo do rio Lima "D"


                              Projeto. No vermelho está a zona para "os bichos".

        A margem intervencionada vista da ponte de Lanheses.


                          O que já foi feito.



 
Vista geral.





                                Tipo de faxina.


                             Detalhes dos presentes na sessão.



                                 Recordações de protagonistas



Remígio Costa, 2015.01.17


Fotos; doLethes








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