sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

ADESTE FIDELIS, HINO DE NATAL PORTUGUÊS, DO REI D. JOÃO IV DE PORTUGAL.

                Na minha caixa de correio eletrónico entram diariamente algumas dezenas de e-mails, cujo conteúdo é uma panóplia de assuntos os mais diversos. Nem todos contêm assuntos que valham o tempo que se perde na sua leitura, porém, outros são portadores de uma qualidade e interesse de nível elevado que merecem particular atenção e divulgação.

             Dada a quadra especial que se vive só hoje tive oportunidade de abrir o correio e, entre os que já vi ou li um deles mereceu da minha parte uma curiosidade particular já que não me recordo de alguma vez ter ouvido o hino escrito pelo Rei D. João IV de Portugal, em Vila Viçosa, no ano de 1640.

            Tenho por virtuosa a fonte de origem pelo que aceito por verídico o conteúdo recebido e dele dou conhecimento aqui no doLethes, proporcionando aos visitantes a oportunidade de ouvir e conhecer uma faceta do Rei português que dava especial ênfase às artes e à escrita, à qual eu não tinha dado a merecida atenção nas oportunidades que já tive de ler ou ouvir falar desta saliente figura da História de Portugal.

      Texto do e-mail:




ADESTE FIDELIS - Hino Português tocado em todo o mundo no Natal.

"Adeste Fideles" é o título do chamado "Hino de Natal Português", escrito pelo Rei D. João IV de Portugal. Foram achados dois manuscritos desta obra, datados de 1640, no seu palácio de Vila Viçosa.

Muitos outros atribuem a autoria desse hino a John F. Wade, que não pode ter composto a obra, já que o seu manuscrito data de 1743. O mais provável é que Wade tenha traduzido o Hino Português, como era chamado em Londres na época e ficado com os louros.

D. João IV de Portugal, “O Rei Músico” nascido em 1604 foi um mecenas da música e das artes, assim como um sofisticado autor; foi também compositor e durante o seu reinado possuiu uma das maiores bibliotecas do mundo. A primeira parte da sua obra musical foi publicada em 1649.

Fundou uma escola de música em Vila Viçosa de onde saíam músicos para Espanha e Itália e foi aí, no seu palácio, que se acharam dois manuscritos desta obra. Esses escritos (1640) são anteriores à versão de 1760 feita por Wade.

De entre os seus escritos podemos encontrar “Defesa da Música Moderna (Lisboa, 1649) ano em que o Rei D. João IV lutou contra o Vaticano para conseguir a aprovação da música instrumental nas igrejas.

Uma outra famosa composição sua é "Crux fidelis", um trabalho que permanece popular nos serviços eclesiásticos.




(John Francis Wade)


(Letra em latim)


Adeste fideles læti triumphantes,
Venite, venite in Bethlehem.
Natum videte
Regem angelorum:
Venite adoremus (3x)
Dominum.

Deum de Deo, lumen de lumine
Gestant puellæ viscera.
Deum verum, genitum non factum.
Venite adoremus (3x)
Dominum.

Cantet nunc 'Io', chorus angelorum;
Cantet nunc aula cælestium,
Gloria! Soli Deo Gloria!
Venite adoremus (3x)
Dominum.

Ergo qui natus die hodierna.
Jesu, tibi sit gloria,
Patris aeterni Verbum caro factum.
Venite adoremus (3x)
Dominum.
 

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