quinta-feira, 10 de abril de 2014

BATIAM DUAS, CHOCARAM DOIS.



        Batiam no sino da torre da igreja duas horas (PM) e duas viaturas ligeiras chocavam  no cruzamento semaforizado da parte ocidental do Largo Capitão Gaspar de Castro. O acidente não causou vítimas e todos os ocupantes das viaturas saíram ilesos.

      As duas viaturas circulavam em sentido inverso na estrada principal que atravessa o Largo; o sinal estava aberto e a que vinha do sentido de Viana para nascente, virava a norte o sentido da marcha para tomar a estrada da igreja; vinda de lado de Ponte de Lima o outro veículo seguia em frente na direcção de Viana na facha certa; o embate era quase inevitável.


     

     Ao volante do Nissan azul ia o mais idoso; não aceitava que a razão não lhe assistisse; conduzia o WW preto um jovem que se ilibava da culpa e a atirava para cima da idade. Sina de sénior, já não estranha que outras maiores lhe impõem, que cirandava por entre as amolgadelas proclamando em alto som a inculpabilidade do choque, atirando a bola para fora, uma e outra vez, não compreendendo as opiniões contrárias dos mirones, entretanto chegados; com o pião, não encontrava a opinião desejada. O menos que alguém inseguro quer ouvir nestas circunstâncias é que não tem razão...

     Chegou, breve, a autoridade, chamou os protagonistas e seguiu a lei. Chamem lá os pronto-socorros e vão tratar da vossa vida.

      As seguradoras darão a última palavra. Os mirones ficaram privados dela, pouco depois. Já não tinham assunto. Nem ocupação.


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