sábado, 25 de junho de 2016

O SÃO JOÃO NO ANO EM QUE A GRÃ BRETANHA ABALOU DA UNIÃO.

                                  

                                     Fui ao São João do Sobral
                         A pensar no Brexit.
                         Quando cheguei ao local
                         Abriu-se-me o apetite.



         O desfile das populares marchas sanjoaninas tem muitos apreciadores na comunidade lanhesense, como se constata pela regularidade do cumprimento da tradição, não  sendo por isso de surpreender que ontem à noite tivesse acorrido ao arraial do Largo de São João, no lugar do Sobral deste freguesia, uma considerável multidão para assistir ao desfile dos  cinco grupos  organizados para participarem nos festejos. Numa colaboração que se vem firmando há bastante tempo, duas marchas eram formadas por turmas de alunos do Agrupamento de Escolas de Arga e Lima, outra da associação de pais e encarregados de educação da Escola Básica e Secundária, e as restantes criadas por iniciativa de homens e mulheres da freguesia patrocinadas pela Junta de Freguesia  e Obra Social Riba Lima, esta composta maioritariamente  por cidadãos e mais idade.


                          Senti no ar um cheirinho
                          que vinha dum assador
                          na brasa assava peixinho
                          donde provinha o odor.
                       



                 O desfile parece ter correspondido às expectativas da maioria, constatável pelo interesse e aplausos concedidos aos marchantes pelos espectadores, no desfile como no desempenho desenvolvido no palco amovível levantado no recinto onde foram apresentados, sucessivamente, por Zé Manel Sousa (Igo), elemento do grupo folclórico da casa do povo de Lanheses. 

                      
                   Sem ter cuidado do custo
                   a barriga abasteci;
                   Ao pagar levei um susto
                   Ai, São João quase morri!
                  
                   
                       
                       


                   O registo das imagens não é o que desejaria dadas as deficiências da iluminação causadas sobretudo pelo ângulo da incidência da luz dos holofotes que  "cegava" a objetiva e provocava sombras nos rostos dos figurantes quando estes chegavam à boca do estrado, virados para o público. Um aspeto a rever pela organização facilmente resolúvel com beneficio para o público e do próprio desempenho dos intérpretes. 

                   Em tempos mais recuados
                   Sardinha no pão era luxo;
                   cortada em três bocados
                   quase nem chegava ao bucho.

                   Por isso a Grã Bretanha
                   quis abalar da União:
                   Inglês, é gente estranha
                   Não festeja São João...
                   
                  





























































































                   
                 Fotos: doLethes
                 Remígio Costa
                  
                      
                   

                       
 

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