segunda-feira, 13 de junho de 2016

GOSTARIA DE ENTENDER.

                                                         Lindo, não é?
                          

                            Nada entendo de arte moderna mas não sou indiferente e tento compreender as obras que rompem com os padrões mais acessíveis à compreensão da maioria dos cidadãos, quer se trate de uma tela vanguardista, estátua ou projeto artitetónico de mais difícil aceitação. Admito sem esforço a evolução das coisas face ao avanço inevitável do conhecimento e não reprovo liminarmente uma obra de arte apenas porque não a entendo ou não sei como interpretar.

                  Ainda assim não escasseiam por aí criações artísticas de elevado apreço, com  reconhecimento interno e internacional assinadas por figuras iminentes portuguesas no domínio das artes e da arquitetura, às quais não fico indiferente à beleza e originalidade que contêm.  Souto Moura, Siza Vieira e Paula Rego e particularmente os escultores José Rodrigues e Álvaro Rocha, por estarem representados em Viana do Castelo, são autores que bastante aprecio. 

                  Há algum tempo foi erguida uma outra estátua na nossa cidade sede do concelho no espaço ajardinado em frente à Praça da Liberdade. Mais uma, acrescento. Quando tive oportunidade fui conhecê-la e fotografá-la. Apesar de ter lido algo sobre a recente cerimónia da sua inauguração na velhinha "Aurora", confesso a minha incapacidade para descodificar o que com ela se visa representar. Li, na base afixada uma placa com a inscrição "GALLAECIA". Ignoro o que a palavra significa, sou ignorante relapso. Mas sou persistente por natureza e  hei de encontrar o momento de alguém sábio me ensinar. Nesta área a concorrência é comparável à oferta de escritórios de advogados. Aliás, já tive idêntica dificuldade com o enternecedor casal Catarina-Caramuru que ocupa o salão de honra da bela "cidade princesa" sobretudo porque não será fácil descobrir nesta área de investigação histórica um vianense fiável que saiba  mais do que eu. Lá tentar, tentarei mas começo a duvidar que a fasquia (agora) esteja muito acima da minha cabeça.

                  Que raiva!


                                         Eu acho que é a frente. Não é!?

                                           Então, vire-se a figura. Está bem, agora?

                                                Ah, parece que entendi!

Foto:doLETHES
Remígio Costa

1 comentário:

  1. As obras de arte não têm que ter "frente" nem "lados", pelo menos desde o "cubismo", há mais de 100 anos. Ainda não chegou a Viana?
    A arte não é para compreender. É para sentir. Ou se gosta, ou não se gosta.
    Há quem não goste e se envergonhe com a "estátua do vira", apinocada e pimba, em frente à estação de Viana.
    Há quem se horrorize com aquele bispo montado em cima de um burro manco que puseram no Largo de S.Domingos.
    Outros gostam e acham bonito...
    É a vida!

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