sábado, 19 de dezembro de 2015

JOVENS PARA SEMPRE (Forever young...)



Os nossos favoritos são agora também idosos

                  A maioria já por cá andava a fazer a delícia de jovens e velhos, quando a novidade da luz do dia começava a abrir nas moléculas do meu cérebro a cortina das trevas para deixar entrar a luz do dia no espaço do corpo reservado ao armazenamento e tratamento das sensações exteriores. Quando entrei para a escola já lá andavam quatro, outros chegaram a tempo de me ver sair de lá. Nenhum "assentou praça" no mesmo ano da minha incorporação obrigatória na tropa mas, uns mais do que outros como acontece na vida, foram protagonistas amigos com que convivi ao longo dela. Até hoje.

                  Envelheceram como qualquer mortal e tudo indica que não irão viver para sempre fora do cenário fictício das suas vidas; e, a imortalidade pela distinção que alcançaram em relação aos comuns contemporâneos só poderá vir a ser comprovada enquanto objeto de um acervo histórico adequado ou de museus ou bibliotecas se, entretanto, não vierem a ser destruídos.

                  A grande virtude que lhes deve ser reconhecida é o da  capacidade de resistência num mundo que ruma a velocidade supersónica para a automatização virtual absoluta. Mind games, computador, bites, gigabites, (des)consolas, robots, foguetões, neutrões, iões, confusões e milhões de milhões de opções. Montes de sucata do dia para a noite, lixo de luxo, amigos descartáveis sem remorsos, desumanização galopante nos procedimentos das comunidades humanas com imprevisíveis reflexos no rumo à aventura sem bússula e ponto de encontro.

                  Jovens para sempre (forever young),  verdadeiros heróis da ficção e da inesgotável criatividade do animal humano, aqui lembrados com simpatia e muita satisfação.












 (Desenhos recuperados de e-mail recebido)










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