sábado, 29 de março de 2014

VALTER HUGO MÃE FALOU DE LIVROS E DE SI EM SESSÃO REALIZADA NA ESCOLA SECUNDÁRIA DE LANHESES.

            

                                  Valter Hugo Mãe


O escrito, poeta e criador plástico, VALTER HUGO MÃE, esteve ontem à noite no auditório da Escola Básica e Secundária de Lanheses, numa iniciativa da Biblioteca Escolar de Arga e Lima, numa sessão que se prolongou por cerca de duas horas perante uma sala decentemente preenchida por alunos, corpo docente do Agrupamento Escolar ede diferentes estabelecimentos de ensino e público em geral.

             A sessão foi iniciada com a apresentação do convidado pelo director do Agrupamento Arga e Lima Manuel Agostinho Sousa Gomes, seguida de uma interpretação musical de violino de uma jovem estudante, Erica, em dois números.

             Com vista ao desenvolvimento do objectivo da sessão foram lidos textos avulsos de obras do autor, designadamente dos livros "A Fábrica de Fazer Espanhóis" e "Desumanização" de que se ocuparam a directora da Biblioteca Escolar dr" Manuel Castro e o dr. Agostinho Gomes, alunas do curso complementar da área do Turismo e de uma docente da Escola Secundária de Monserrate cujo nome não anotei.


O director do Agrupamento, apresentando o autor que tem à sua direita a responsável da Biblioteca da Escola Secundária de Lanheses.
           

            Concluídas as leituras foi a vez de Valter Mãe assumir o protagonismo da sessão para falar de si e da sua obra, discorrendo informalmente sobre o percurso que o conduziu à escrita, tendo referido o ambiente familiar em que decorreu a sua infância, o modo como se relacionou com as suas três irmãs mais velhas e a veneração que dedicava a mãe, a opção de trocar a carreira na advocacia para ser escritor, a sua experiência nas artes plásticas e na música, os seus hábitos e opção de vida a só e a relação que tem com os amigos do círculo em que se move, dando grande ênfase ao conceito que faz sobre a relevância do papel que a mulher possui em oposição ao homem, num relato onde não faltaram episódios e histórias vividas na primeira pessoa enriquecidas pelo picaresco dos pormenores e pela graça que o seu saber lhes incutia.



                           A informalidade do escritor

             O apreciado e laureado palestrante disponibilizou-se depois para responder às questões que lhe quisessem propor, estabelecendo-se um  troca de perguntas e respostas que Valter Mãe conduzia com à vontade e fino humor, dizendo com graça verdades muito sérias. Sendo inapropriado relatar aqui em pormenor as variadíssimos leituras que os seus livros sugerem, dois houve que mais me sensibilizaram: o rumo que a mulher assume para impor a sua supremacia na sociedade relativamente ao homem e o modo como actualmente são vistos e tratados os idosos, designadamente pelos mais jovens, constatando serem coincidentes com as minha as opinião que o escritor expandiu sobre aquelas questões.


         Drª Manuel Castro, responsável pela Biblioteca





 Aluna da área do Turismo, lendo um extracto do romance "Desumanização"




                                     ERICA, a violinista


                                        Assistência

 A terminar este bem aproveitado sarau, foram entregues a Valter Hugo Mãe algumas prendas para assinalar a sua passagem pela Escola Secundária de Lanheses, sendo-lhe oferecidos um livro editado pela Junta de Freguesia, um Cristo original e um palmito dourado típico de Viana do Castelo.


             O escritor disponibilizou-se depois para autografar as obras que lhe foram apresentadas, com o que terminou esta excelente iniciativa da dinâmica Biblioteca Escolar de Arga e Lima.


Docente da Escola Secundária de Monserrate, numa leitura.
            
Engª Rosa Venâncio, professora e dirigente da ESTG, recolhe a mensagem do escritor.




Fotos e texto: Remígio Costa.

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