segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

NATAL, POR CÁ.

           
                            Universidade Sénior de Vieira do Minho.


   
                  Tempo frio e seco. Sol brilhante, céu limpo de nuvens. Calmaria nos movimentos dos vultos friorentos encimados pelos barretes felpudos a tapar a calvície ou o cinzento farto das cabeças idosas, parados no aerópago da trivialidade.  Árvores a despedirem-se das folhas de ouro velho caídas a seus pés, pássaros minúsculos a melodiarem de palco em palco no cenário das copas das árvores a desfazerem-se. E o presépio no centro, de figuras recicladas composto, S. José, Nossa Senhora de azul vestida, o Menino de fralda de estopa a envolvê-lo sobre a manjedoura deitado em palhinha seca do chão do estábulo, a vaquinha e o burrinho deitados cerca dela, inocentemente contemplativos e imóveis. É o ano zero da era cristã. 

                      Passos Coelho haveria de vir ao mundo, VINTE SÉCULOS depois de Herodes...




               



Sem comentários:

Enviar um comentário