sábado, 16 de fevereiro de 2013

OLHA, QUE GRACINHA! TÃO LINDAS QUE SÃO, AS CEGONHAS!

         

                  Ninguém se atreveria a atentar algo de malévolo contra o ninho do casal de cegonhas-brancas instalado num prédio particular situado no burgo principal da freguesia. Não faltam os que, tendo oportunidade de contemplar o "montruoso" aglomerado de ramos no cimo da chaminé feita em tijolos de cor acastanhada por efeito do tempo, lhe dediquem uns momentos de atenção e comentem, com alguém que por ali perto passe, como é interessante e simpático, até atraente, o lindo cenário que elas proporcionam.

              Pois, sim, estamos todos de acordo. A Natureza tem os seus direitos, os animais tidos por irracionais, com o Homem, partilham a Terra em paridade e, garantidos que estão os pressupostos legais reguladores da coexistência, só resta à sociedade acatá-los. Que a norma é bonita, é. Mas, vamos devagar.

              Como disse acima, o sr. Lima e a Dona Lala, não pediram autorização nem pagam renda ao dono do prédio. Ocuparam o sítio. Aparentemente, tudo parece normal, mas não é tanto assim. Pelo menos para o senhorio proprietário e para o inquilino que ocupa o rés-do-chão com porta de acesso mesmo por baixo da chaminé.


           Não há perigo, neste momento. A ave está virada para trás...O toldo abriga, mas atenção a um possível desvio. O adubo favorece a gestação erveira como é comprovado na foto (lado direito, no beiral)

             Então, porquê? Ora, porque os simpáticos "ocupas", incluindo a prole que geram, estão-se "borrando" (não foi esta a palavra que primeiro me ocorreu...) para quem anda cá por baixo. E nem todas as volumosas "descargas" que fazem são utilizadas para cimentar a estrutura colossal da armação. E, não fora o toldo que uma escola de condução muito frequentada ali colocou, os alunos só precisariam de um sinete para saírem de lá lacrados, "à maneira"!

             Estão a ver? Se a "pontaria" falha, o que a tela não segura tanto cai no chão como num infeliz que ali tenha o azar de estar. Acham que alguém fica satisfeito com o "ovo estrelado" no ombro a fazer de divisa de militar ou de champô natural no cabelo? Malditas aves! Brrrrrrrrrrrrrrr!

            Também não consta que as despesas tidas com a limpeza do local corram por conta de entidade que não sejam a inquilina e o senhorio. Já pensaram se fosse algum de nós que diariamente, pelas vezes que as queridas avezinhas lhes der na veneta em utilizar a comua à moda clássica, a pegar no balde e na vassoura e esfregar com lixívia perfumada o "material" vindo de cima?

            Ao menos, quando olhar para cima para dizer -Olha, que gracinha! Tão lindas que são, as cegonhas! Que, giro, tão baril!, "prontos", lembre-se que há alguém a quem não faltaria vontade de lhes passar uma  acção imediata de despejo! 

           O leitor, obviamente, não seria capaz...
    
           

            

            

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