quinta-feira, 11 de agosto de 2011

ENTARDECER DE AGOSTO NO MEU RIO LINDO.

            Falece sobre o vale do Lima a luz do Sol que se deita no mar de Viana e nas águas do rio paradas saltam as taínhas fazendo círculos que se alargam  até se diluirem nas sombras das margens e montes reflectidas no espelho do leito posto em sossego. Uma brisa que sai das sombras dos salgueiros que emergem dos sapais das margens do rio mitiga a calidez que sobra do dia em estertor. Sobe a Lua, pálida, no céu brando e limpo, pronta a assumir a noite que começa.

             Nenhuma máquina, por mais lentes perfeitas e megapíxeis que possua, saberá registar fielmente este momento intraduzível que a natureza nos proporciona, que nos subjuga, mas também nos acalma e tranquiliza. Apesar disso, ouso compartilhar estas fotos há pouco recolhidas no sítio dos Seixos, com o Sol a por-se,  levando aos que estão ausentes uma imagem quase real deste Verão de Agosto, a olhar para o rio dolente de águas platinadas.

É o Outeiro, que esconde o Sol depois de o ter consigo desde o romper da aurora até chegar o ocaso do dia.







                  Até a nova ponte da foz do regato da Silvareira, já com platibandas mas ainda sem estrado, assume a paisagem envolvente como se ali tivesse estado desde sempre.






Um barco, fora da água e sem timoneiro, guarda as histórias de uma vida, construídas em viagens e labuta de quem vive do rio ou por ele se deixou encantar.



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