segunda-feira, 8 de agosto de 2011

COMBATER A MORTE NA ESTRADA.

                 Monumento a Fraga Iribarne, na Plaza Puertas del Sol, em Vigo.


           Este fim de semana morreram na estrada vítimas de acidentes rodoviários DEZ pessoas. Em média, as vidas que se perdem mensalmente em consequência de desastres ocorridos com viaturas nas estradas do nosso país são equivalentes às que sucumbem na queda de um avião de passageiros em voo de carreira.

            Esta cruel realidade chega até nós diariamente, quer pelos noticiários e imagens televisivas quer pelo conhecimento directo de situações que se nos deparam ou, até, das quais nós próprios somos protagonistas.Tomámos conhecimento mas o efeito é inconsequente. Só acontece aos outros...

            Apesar dos esforços das autoridades públicas em travar esta verdadeira hecatombe nacional os resultados continuam desconsoladores e não se vislumbra a forma de lhe por cobro. O problema não tem solução à vista e, sendo assim, continuará irresolúvel a alimentar a dor e a morte.

            Apesar da maioria de população portuguesa ter consciência das causas que estão na origem de grande parte dos acidentes, que radicam na forma como todos nos comportamos na estrada ao volante de uma viatura, resistimos à alteração dos nossos hábitos de comodismo e desvalorizámos a utilização corrente de meios de locomoção mais seguros e com reduzidas hipóteses de colisão ou despistes, cujas consequências humanas e materiais são, muitas vezes, irreparáveis.

            Situações há que não explorámos e são boas alternativas, como seja quando não temos muita pressa de chegar a determinado destino ou vamos em passeio a local bem servido de transportes públicos. Há, até, soluções muito económicas criadas para jovens em viagem de férias, destinos com tabelas reduzidas e descontos para pessoas idosas e que não são, tanto quanto conheço, muito procuradas. Uma viagem de ida e volta para duas pessoas, por exemplo, de Viana do Castelo a Vigo e volta, de comboio,  para anciãos com mais de 65 anos, tem um custo aproximado de 23€, com enormes vantagens sobre as deslocações feitas em viatura própria e economia de gastos e com influência decisiva na fluidez e segurança no tráfego rodoviário e pessoal.

           

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