quinta-feira, 14 de agosto de 2025

OS MELROS VESTEM DE PRETO

 


À sombra da bananeira 

Vive um melro cantador.

A cantoria é brejeira 

Tem um som enganador.

 

Salta dum pra outro galho

Fazendo terrichinchim;

Finório como um alho 

Vai de jardim pra jardim. 

 

Anda nisto a toda a hora,

Tal artista espertalhão;

Bate as asas, vai embora

Por ser melro intrujão,

 

Fosse  melro verdadeiro,

Em gaiola cantaria 

Para gozo dum padeiro

E da sua freguesia.

 

Os melros vestem de preto

Mas têm bico amarelo;

No todo, são um careto 

Com máscara de ferro velho.

 

Remígio Costa 

agosto, 10.2025

 

 

 

 

 

 

 


 


 


 



 

 

 

 

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