SOMOS MINHOTOS (do Alto-Minho)
Somos minhotos
Do Alto-Minho,
Terra do pão e do bom vinho,
Do sarrabulho,
De bem encorpado suíno,
Rojões carnudos,
Papas de farinha,
Fumeiro graúdo,
Chouriço de carne
Tudo bem curtido.
Minho do cabrito assado
No forno a lenha,
Manjar adorado
Por quem gosto tenha.
Não há turista, bem informado,
Que o Minho lhe interesse,
Não venha já preparado
Para o que de melhor houvesse.
No Minho, o bacalhau
Traz raízes do passado;
Come-se com gosto tal
Em casa e em todo o lado.
Bacalhau é o ex-libris,
Da cozinha tradicional,
Do povo do Alto-Minho
Sem plágio cultural.
Mil são as maneiras
Deste peixe cozinhar:
Assado, ou na frigideira,
Dão refeição de agradar.
E as lampreias que vêm do mar,
E sobem os rios para procriar,
Nem todas irão desovar
Porque ficam presas nas redes
De quem as pretende pescar.
São adquiridas numa febre competitiva
Para integrar o cardápio de restaurantes;
A lampreia sazonal é a mais escolhida
Entre as outras refeições das listas relevantes.
Somos minhotos das serras e dos montes,
Dos rios e fontes da água límpida corrente,
De Lagos e lagoas,
Das águas ferventes
Que tratam doentes
E dão saúde sempre boa.
Há verdes searas,
Campos de milho,
Florestas intensas,
Horizontes extensos,
Da terra ao fim do mar
Até onde o Amor tudo levar.
Remígio Costa
Agosto, 31/2025
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