sábado, 28 de fevereiro de 2015

NÃO ABRANDAM OS VENTOS DE CONTESTAÇÃO AO PROJETO DE REQUALIFICAÇÃO DA "PRAIA NORTE", EM VIANA DO CASTELO.

               Já principiaram na "Praia Norte", em Viana do Castelo, as obras de requalificação anunciadas para o local, mas não abrandaram os ventos de contestação ao projeto de movimentos civis e órgãos locais que se manifestam na imprensa e redes sociais, estando em curso uma petição pública promovida pelo cidadão Carlos Tavares

(cmatavares@gmail.com), através do serviço http://peticaopublica.com em relação à Petição http://peticaopublica.com/?pi=emdefesadapraianorte

com vista à recolha de assinaturas para travar a execução da obra segundo o desenho atual junto da edilidade vianense.

Na edição da passada quinta feira 26 de fevereiro, o semanário "A Aurora do Lima" publica um editorial do seu diretor Bernardo Barbosa que emite parecer discordante sobre o assunto, sendo ainda divulgada uma infogravura da maquete que circulou no facebook e que, com a devida vénia, vai a seguir publicada:

     
            Defendendo o cumprimento do projeto submetido a concurso público e classificado em primeiro lugar da autoria de um um gabinete sediado na capital, o engenheiro José Maria Costa, presidente da Câmara Municipal, promoveu há dias uma conferência de imprensa onde estiveram presentes e em seu apoio os atuais empresários dos bares "Praia Norte" e "Lagosteiro", a qual consta do vídeo a seguir inserido.
 



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                Pelo que tem vindo a ser divulgado e conhecimento próprio do local onde serão levadas a  cabo as obras de requalificação, as maiores divergências têm a ver com o afastamento do estacionamento de viaturas em cerca de cem metros para oriente  do parque atual, junto ao muro da praia, cerceando a possibilidade aos frequentadores de permanecerem dentro da viatura e poderem contemplar o mar sem o incómodo de suportarem as intempéries, sobretudo os ventos intensos que sopram durante quase todos os meses do ano, fazendo com que a praia nunca estivesse deserta independentemente do tempo que fizesse.

           Outros reparos têm a ver com o número de espaços destinados às atividades desportivas ao ar livre os quais, pelo mesmo motivo referido no parágrafo anterior, não poderão ser utilizados com o aproveitamento que deveriam ter se construídos em locais sem influência das condições atmosféricas adversas  que as inviabilizam ou condicionam fortemente. Também a zona das casas do velho Bairro histórico  dos pescadores estão a merecer preocupações, temendo-se que as alterações e inovações a introduzir possam desvirtuar as atuais características típicas da construção e antiguidade.

           Também há vozes de preocupação que se levantam sobre os custos do investimento que a Câmara assumirá parcialmente e que deverão  atingir números muito elevados mesmo que sejam em parte comparticipados por fundos de investimento próprios, equacionando-se as vantagens do custo-benefício, as quais, segundo os discordantes estão longe de ser compensatórias.

           Para além da expectativa de conhecer como o assunto irá terminar, surpreende-me até certo ponto a reação de uma parte significativa de vianenses a propósito desta obra, não somente pela sua tradição reconhecidamente pacífica e fatalmente aquiescente  que se lhe reconhece mas pela real passividade com que encarou num passado recente obras que porventura escaparam às críticas que esta agora está a suscitar.

           

           

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