sábado, 30 de abril de 2011

CRIAÇÃO DO "DIA DA FREGUESIA" DE LANHESES.






                                     ECOMUSEU DE LANHESES





              A magnífica brochura agora editada pela Junta de Freguesia, que mereceu os mais rasgados elogios de todos os presentes na sua apresentação, teve como principais responsáveis o Prof. Ezequiel Vale e o dr. Filipe Rocha, presidente e vogal, respectivamente, da Junta de Freguesia de Lanheses, e a colaboração de Elisabet e Francisco Rocha, (texto em inglês) e o design de Rui Carvalho.












            SESSÃO SOLENE REALIZADA NA JUNTA DE FREGUESIA





         O Presidente da Junta, Ezequiel Vale, ladeado pelo Presidente da Câmara José Maria Costa e pela historiadora Maria de Fátima Pimenta Agra.

             Duzentos e dezoito anos após a criação da Vila Nova de Lanheses por Decreto da Rainha D. Maria I de 29 de Abril de 1793 que permitiu, ao fidalgo Sargento-Mor de Infantaria, bacharel em Matemática e Senhor do Padroado de Santa Eulália,  Sebastião de Abreu Pereira Cyrne de Castro, bem como detentor do vínculo da Casa do Paço, Alcaide-Mor de Ferreira e Mestre de Sala do Paço, por influência do seu tio paterno, o Dr. José Ricalde Pereira de Castro, Chanceler-Mor do Reino, a troca do Senhorio de Lindoso pelo de Lanheses "em virtude de ter aqui o seu solar e povoado, bem como o direito de nomear as justiças do pequeno concelho", (v.g. Gabriel Gonçalves, Subsídios Para Uma Monografia), a Junta de Freguesia de Lanheses deliberou consagrar aquela data como DIA DA FREGUESIA DE LANHESES.


                                       José Maria Costa, no uso da palavra.

            Num acto altamente simbólico que decorreu na Sala da Exposição de fotografias históricas relacionadas com o meio e sociedade locais, incluída no âmbito do Núcleo Museológico ali existente desde 2008, o Presidente da Junta de Freguesia, professor Ezequiel Vale, presidiu à primeira sessão comemorativa daquela data, a que se associaram o Presidente da Câmara do Concelho, engenheiro José Maria Costa, Maria José Guerreiro, vereadora da Cultura e Turismo e o Director do Arquivo Municipal, Maranhão Peixoto, em representação da Edilidade, estando presentes diversas outras figuras representativas de instituições locais como o pároco da freguesia Daniel Silva, os directores das Escolas Secundárias de Lanheses e Santa Maria Maior, de Viana do Castelo, representantes de várias Juntas de Freguesia limítrofes, professores, todos os restantes elementos da Junta e muito público integrando docentes e figuras destacadas da vida social e económica da localidade e numerosos representantes da comunicação social regional, destacando-se a presença do director da "A AURORA DO LIMA", dr. Aurélio Barbosa.

            A drª Fátima Agra, apresentando o seu trabalho sobre a Freguesia de Lanheses.

             Ezequiel Vale, após a saudação às entidades presentes e depois de se congratular pelo interesse desta iniciativa junto da população, fez distribuir uma magnífica brochura onde são divulgados em texto bilíngue (inglês) e fotografias de altíssima qualidade, em cerca de quarenta páginas, num estudo de grande rigor e especificidade, tudo o que Lanheses tem de relevância nos mais diferentes e interessantes aspectos da sua história.mais recente e passada.

          A Mesa, vendo-se, da esquerda para a direita, Hélio Franco, Filipe Rocha, Fátima Agra, Ezequiel Vale, José Maria Costa, Nª José Guerreiro e Maranhão Peixoto.

             À drª Maria de Fátima Pimenta Agra, professora jubilada licenciada em História, coube apresentar uma sinopse da história da freguesia, através de uma viagem feita a partir da sua elevação a vila em 29 de Abril de 1793 até aos nossos dias, destacando os sucessivos factores de desenvolvimento que mais contribuíram para o actual estado de desenvolvimento de Lanheses, desde a rede eléctrica (a segunda freguesia do distrito a consegui-la), a rede pública de água ao domicílio e o saneamento básico, as estradas, a ponte sobre o Rio Lima, a Casa do Povo, o Centro de Saúde, as Escolas Secundária e do Agrupamento Escolar, o Parque Industrial, para falar apenas nas mais significativas, salientando o importante papel tido por  Gaspar Malheiro de Castro, na implantação de alguns dos referidos equipamentos.



            O Director do Arquivo Municipal, dr. Maranhão Peixoto fez, seguidamente, a apresentação crítica da brochura editada sobre o Ecomuseu, não poupando nas referências encomiásticas sobre a qualidade do trabalho feito e da sua validade para a divulgação do Núcleo Museológico e das Pirogas Minóxilas há anos descobertas na Passagem, Rio Lima, mostrando-se muito agradado quanto ao seu conteúdo e ao esmero e rigor que o enformam.

  Maria José Guerreiro, Fátima Agra (de costas) e Francisco Assis e Maranhão Peixoto (encoberto), em amena cavaqueira. (Em baixo)

               Também a senhora Vereadora da Cultura e Turismo, drª Maria José Guerreiro, depois de reafirmar a sua satisfação por poder participar na cerimónia  reiterou a sua opinião favorável à iniciativa da Junta, salientou o interesse que representa para o turismo local e regional a existência do Núcleo Museológico, disponibilizando-se para colaborar no seu desenvolvimento.


           Por último, o senhor Presidente da Câmara, José Maria Costa, usou da palavra para reafirmar a satisfação por, de novo, ter visitado Lanheses aproveitando para salientar o papel importante que representa a centralidade da freguesia como factor de desenvolvimento, ao mesmo tempo que garantiu estar atento às legítimas aspirações e vontade da população em garantir o seu desenvolvimento, salientando o apoio que a Câmara a que preside procura dar às legítimas necessidades dos munícipes vianenses, não se eximindo de lembrar os compromissos assumidos para levar para a frente a construção do Centro Social e Creche, cuja construção está a decorrer há já alguns meses.

   Ao fundo, de frente, Elisabet, Francisco Rocha e Filipe Rocha e, do lado esquerdo, o prof. José Manuel Quintas (parcialmente encoberto), Manuel João Rocha o "Caninhas", João Silva, mediador de seguros e, o director de "A Aurora do Lima", dr. Aurélio Barbosa, ao lado da sua esposa.

            Após terminada a sessão, foi dado inicío a uma digressão por alguns pontos do Ecomuseu, tendo-se formado um numeroso grupo que, a pé, num percurso de cerca de 4,5 Km, visitou, sucessivamente,  a Fonte de Gondizalves, onde três lavadeiras vestidas com roupas que se usavam há épocas atrás encenavam a tradicional tarefa de lavar a roupa,  o Agrupamento de Escolas Arga e Lima, onde se encontrava montado um interessantíssimo espaço organizado pelos professores responsáveis pelo Projecto “Nas Asas das Borboletas” da Escola Secundária, onde puderam ser observados os momentos da evolução do nascimento das borboletas, desde a postura do ovos até à sua transformação em borboletas, algumas das quais foram libertadas no local pela Vereadora Maria José Guerreiro, a Capela de Nossa Senhora da Esperança, a Torre da Igreja e a Capela do Senhor do Cruzeiro, o Largo do Outeiro, as Alminhas da Torre, a Fonte da Rebiqueira, o Largo da Seara, a Ponte de Linhares, o Parque Verde e o Barco Água-Arriba, o Centro Cívico (Largo da Feira) e, por último, o Pelourinho no Jardim da Casa do Paço.


        José Maria Costa, a falar aqui com Francisco Rocha (à direita), há pouco chegado da Líbia, onde era professor de Português.

               Em cada um dos pontos visitados foram declamados alguns versos de raiz popular, interpretados por Porfírio Barbosa, ligado ao Teatro do Noroeste, José Domingos Castro, Remígio Costa e Luís Agra e, um grupo de senhoras idosos de que fazia parte Rosa Fires, Rosa de Lamas e Carma da Formiga (nomes por que são conhecidas no meio), entoaram canções do cancioneiro popular local adequados aos locais assinalados no trajecto.

         No lavadouro de Gondizalves, foi recreada a época da lavagem de roupa à mão com a colaboração de três mulheres com experiência adquirida na prática diária de tempos ainda não muito afastados.






Na Escola Secundária, Projecto "Ciência na Escola" que venceu o 5º Concurso Nacional.



          Na Capela do Cruzeiro, a declamação esteve a cargo dos três intérpretes referido e os versos os seguintes:


               (Remígio Costa):
                                     A Capela do Cruzeiro
                                      Feita de granito fino,
                                      Abriga seus pios santos
                                      Em pomposo baldaquino
              ( José Domingos):
                                      Mas a sua frontaria,
                                      Num cenário imprevisto,
                                      É uma visão dolorosa
                                      Da sacra Paixão de Cristo.
              (Porfírio Barbosa):
                                      Num lindo nicho lá está
                                      ELE, pregado na cruz,
                                      E, mais abaixo, um escudo
                                      Suas Chagas reproduz.
              (Remígio):
                                      Em linha, dum lado e do outro,
                                      Com profunda ansiedade,
                                      As imagens de S. João
                                      E Senhora da Piedade.
              (Zé Domingos):
                                     E, plena de amor em Cristo,
                                     Sobre o arco mais supremo,
                                     Santa Helena abraça a cruz,
                                     Com José e Nicodemo.
              (Porfírio):
                                     As armas do seu suplício
                                     Lá estão todas figuradas:
                                     Lanças, Coroa d'espinhos,
                                     Martelos, Cordas, Escadas...
             (Remígio)
                                     A Capela do Cruzeiro
                                     S'palha, aliás, muitas bondades:
                                     Dentro dela há um cruzeiro,
                                     Senhor das Necessidades.

                                                     Junto à Torre da Igreja.



 No túmulo de Ricaldes, Dona Isabel de Almada, colocou um coroa de flores em homenagem ao seu antepassado. (imagens a seguir)





                                    Dona Isabel d'Almada, junto ao sarcófago de Ricaldes.

             A memorável jornada terminou com um informal e simbólico “Verde de Honra” na varanda granítica do Solar dos senhores Condes de Almada, gentilmente cedido pela senhora Condessa Dona Isabel Almada, que colaborou com a iniciativa ao colocar uma coroa de flores no sarcófago existente na Capela-Mor da Igreja Paroquial do seu antepassado Ricaldes.

            Nas alminhas da Torre, três "devotas" oram pelas almas dos seus familiares.

           O percurso de cerca de 4,5 km. e constituído por um numeroso grupo de pessoas, teve como cicerone o Presidente da Junta, Ezequiel Vale, a colaboração pontual na descrição histórica de alguns locais visitados das drªs. Fátima Agra e Rosa Castro (Fonte da Rebiqueira), a participação da Vereadora Maria José Guerreiro e, de entre alguns representantes de jornais, o Director da "A Aurora do Lima", Aurélio Barbosa.
 As intérpretes das canções de outras épocas: da esquerda para a direita: Rosa de Lamas, Rosa Fires e Carma da Formiga.
No mais lindo lugar de Freguesia (Outeiro) com Rosa e Inês Castro, filhas da Carma, em mais um momento feliz da caminhada pelo Núcleo Museológico.
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