quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

O LIMA FAZ O SEU TRABALHO, OS HOMENS NÃO!

          


           A chuva cedeu espaço ao Sol, e este afastou, por agora, com os seus raios brilhantes e calorosos, o manto cinzento que vem cobrindo persistentemente as águas torrentosas do rio e a paisagem que o envolve, dando aso a um breve passeio a pé junto à sua margem direita  em busca de algum retempero do espírito e do corpo. Ainda há poucos dias ali estivera, no sítio da Passagem onde mora o água-arriba "Lanhezes", mas o dia tempestuoso e com chuva intensa que fazia não facilitava a obtenção do registo fotográfico que, nesse dia, pretendia obter e hoje pude concretizar.


           O tema da erosão da margem do Rio Lima entre o termo da Avenida com o nome do rio e a ponte de Lanheses, já por várias vezes foi abordado aqui no Dolethes mostrando-se por imagens e justificando-se no texto que as acompanhou o desgaste a que vem sendo sujeito aquele espaço numa extensão de cerca de 300 metros, aproximando-se actualmente o caudal do caminho rural das moitas que passa nos testeiros das leiras da veiga. Como então se divulgou, o projecto que prevê para o local a construção de um cais para as embarcações de pesca artesanal, de recreio e prática desportiva e requalificação para uma  zona de lazer, foi aprovado e votada a verba para a sua construção no valor de 240 000 euros. Porém, decorridos que estão dois anos, não é caso para se dizer que continua tudo na mesma porque, entretanto, a situação agravou-se  na medida em que o rio avançou na  intenção de levar até à foz em Viana a areia que vai retirando da escassa margem que resta e, do plano anunciado em tempo de eleições, "nem resposta nem mandado" como é de uso dizer o povo para estas bandas quando um assunto fica por esclarecer por tempo a mais.

 

            Ao que julgo dentro das acções previstas para a zona marítima na costa entre Moledo e Esposende, foi divulgado recentemente nos jornais o início de trabalhos que importarão em  3,300 milhões de euros tranche de uma verba de fundos comunitários no montante total de 92 000 M€, para aplicar na preservação e defesa da costa portuguesa, os quais vão ser gastos em  obras em Vila Praia de Âncora, Chafé, Castelo do Neiva e Esposende. Não restam dúvidas de que aqueles melhoramentos são necessários e urgentes justificando a prioridade e os gastos elevados que acarretam. Porém, esta que se reclama para Lanheses há muito tempo é, também ela, justificada pelas consequências irreversíveis dos danos que a  demora na execução não deixará de causar a muito curto prazo e, também, porque tem o processo concluído e legalmente formalizado.

O Lima faz, naturalmente, o seu trabalho; os homens, às vezes, também...         


               

           



          

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