sexta-feira, 8 de março de 2013

O CASTRO DE COSSOURADO E O MUSEU DO LINHO, EM PAREDES DE COURA.

                Há muitos e bons motivos para fazer uma visita a Paredes de Coura, e não dará por mal empregue o seu tempo quem se dispuser a conhecer um pouco melhor esta linda vila do nosso Alto-Minho mais típico e genuíno rico de História e beleza natural.


               Afastada das redes rodoviárias do litoral, quem melhor quiser conhecer Paredes de Coura fá-lo-a  por razões suficientemente motivadoras, sejam elas gastronómicas, lúdicas, desportivas ou culturais. Não  escasseiam recursos valiosos para satisfazer os gostos dos mais exigentes visitantes, que nunca ficarão decepcionados depois de ali terem estado.






               Uma visita que se impõe em Paredes de Coura é ao Museu do Linho. Ali, numas instalações modernas construídas de raiz, conta-se a história do linho que foi e, embora em escala reduzida ainda é, uma das mais salientes actividades das gentes de Coura. Uma antiga lavradeira descreve com a simplicidade de linguagem e o sotaque característico do falar local, as fases da cultura e do tratamento tradicional do linho nas terras de Coura, identifica os utensílios e os teares onde se faziam as mantas e as toalhas, as dobadouras e as rocas, os sarilhos e as meadas. Nos expositores, lindas toalhas bordadas e cobertas de adornar as camas causam a admiração pela beleza e perfeição dos bordados que as preenchem.

              
              No piso inferior do edifício está o Museu Histórico, com maquetes, peças em barro e metal, moedas e vestígios arqueológicos recolhidos nas várias freguesias do concelho, dispostas criteriosamente em montras  iluminadas e seccionadas por períodos históricos e espécies de objectos recuperados, com indicações adequadas ao tempo a que reportam. Uma guia credenciada acompanha os visitantes e vai prestando informação verbal aos acompanhantes.






              A História de Paredes de Coura não está apenas representada no Museu podendo ser estudada ou simplesmente testemunhada nos locais espalhados pelo burgo e fora dele. Passando rente à casa onde viveu um dos primeiros presidentes da República Portuguesa, Bernardino Machado, em poucos minutos se chega a Cossourado, e, subindo a pé a encosta até ao picaroto do monte que ali se ergue, estamos dentro do castro ali construído entre os séculos VII e V a.C., dali se alargando a vista até Valença, ou mesmo a Galiza, ou montanhas ao redor onde outras construções idênticas existiram.



             

            

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