Uma "manta" de algas encostada a uma embarcação ancorada
Ocorrem por estes dias a deslizar no rio Lima ao sabor da vazante da maré, mantos de maior ou menor dimensão de cor verde. À distância, poder-se-ia dizer que é material de origem vegetal, e na realidade trata-se de uma espécie de alga com origem na barragem de Touvedo, que se vem expandindo rapidamente noutras zonas a jusante do rio.
Em conversa com o nosso bem conhecido e conterrâneo amigo, Caninhas, que pela experiência adquirida muito bem conhece a fauna e a flora do Lima entre a Ponte da Barca e a foz, aprendi que aquelas algas são formadas por um caule oco que pode crescer dois metros até à flor da água, e que, por ação da corrente são "sugadas" para a superfície dada a leveza da estrutura oca e ao ar que o caule contém. Proliferam num ambiente de água estagnada.
Imagem obtida esta semana de uma massa deslizante junto à margem esquerda do Lima
Em aligeirada busca para obter informação sobre a planta considerada invasiva, constatei que há estudos detalhados e planos criados para impedir, ou se possível, eliminar a intrusa alga malévola, classificada como pinheirinha, milefólio aquático, pinheirinha de água, porque:
Não, não há lugar em rio de areia branca, espécies de peixes raros de sabor e troféus ansiados pelos pescadores para tal planta, em rio ladeado por margens paradisíacas ao longo do formoso vale do Lima.
A alga em pormenor
Local do visionamento da passagem da alga - Passagem, Lanheses
Fotos: doLethes
Remígio Costa
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