sábado, 21 de setembro de 2013

CANINHAS RECRIA EM PIROGA MONÓXILA VIAGEM NO RIO LIMA DE LANHESES A PONTE DA BARCA.

 

        A CHEGADA, com Doro, Delfim, aos remos e o CANINHAS a comandar.

                     Há mais de cinquenta anos que deixaram de se fazer viagens de barco no Rio Lima entre Lanheses e Ponta da Barca. Outrora, barqueiros de Lanheses, usando barcos de vela quadrangular redonda denominados água-arriba, subiam o rio ao jeito da maré e do vento ou usando a força física através da vara espetada no peito junto aos ombros. Se, até à vila limiana, o leito arenoso e liso e a quietude da corrente não oferecessem resistência de monta, já o mesmo não sucedia mais à frente, por alturas da Gemieira onde o Lima se transfigura e surge com rápidos formados por grandes penedos e torrentes intensas, onde só se atrevia a passar quem fosse corajoso e recorresse a cordas seguras e puxadas por homens ao longo das margens, correndo risco de vida e perda das embarcações.



                 Desde que lançou à agua e testou com inteiro sucesso a navegabilidade da réplica de piroga monóxila que construiu (v.g. posts anteriores do doLethes) , o Caninhas alimentava o propósito de recrear o antigo itinerário fluvial das extintas barcas navegando na típica piroga dos anos 300  a 200  a.C. Aproveitando a amenidade deste Verão excepcional, o Caninhas juntou dois amigos, o Custódio Amélio e o Delfim e, na última quarta-feira, dia 18, deram início à aventura para reeditar a ligação entre Lanheses  e Ponte da Barca, tendo navegado diariamente por um período de quatro horas para completaram com êxito o percurso após 18 horas dentro da piroga.


           É, em boa verdade,  um feito invulgar nos nossos tempos, não havendo memória de nas últimas décadas ter sido realizado, proeza  de assinalar por ter sido conseguido numa embarcação de 5,36 metros de comprimento,  cujo baptismo ocorreu no dia 1 deste mês, em Lanheses, tendo sido apadrinhado pelo canoísta vice-campeão olímpico Fernando Pimenta, como aqui demos conta.

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            Ontem, sexta-feira, dia 20, chegaram cerca das 18:30h de regresso ao cais da Passagem, Mestre Caninhas acompanhado de Custódio Amélio e Delfim que a ele se juntaram na descida do rio, tendo atracado junto ao água-arriba ali ancorado. A aguardá-los estavam alguns dos seus muitos amigos que saudaram os três "navegadores" que tripularam a piroga desde Ponte de Lima, tendo gasto no percurso 1:45' sem que estivessem preocupados em fixar records mas deliciados com o sucesso da aventura e o encanto das margens incomparáveis do Lima.



Se conhecem lugar mais lindo informem-me, por favor. Quero ir para lá.


1 comentário:

  1. lugar mais lindo, deve estar a brincar so tenho pena nao poder estar presente; para partçipar nessas boas brincadeiras abraço; David pereira

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