sábado, 24 de fevereiro de 2018
MIMOSA, A ÁRVORE ESTIGMATIZADA.
Está indexada como "árvore invasora", mas apesar do passaporte não ter visto de entrada para se fixar e conviver na floresta portuguesa a mimosa, intrusa clandestina, teima em florir nos montes e recantos quando fevereiro está a cumprir o calendário ditado pelas estações do ano.
Em Viana do Castelo houve tempo em que do florescimento amarelo da árvore se fazia festa. Pela estrada sinuosa e surpreendente a cada dobrar de uma curva que leva à Basílica em Santa Luzia (e à Citânia e à Pousada e a um local prodigioso da Natureza também), afluíam multidões como hoje escolhem Ponte de Lima para se deliciarem com o sarrabulho e apurarem o palato com o verde branco ou tinto da região do vinho verde. Ou para visitar o jardim artificial em Além da Ponte. Atualmente, veem-se na cidade sede do distrito, pelo sopé da montanha de Santa Luzia na via Entre-Santos, reclamando mais e melhor espaço para se expandirem e enfeitarem o quadro ímpar que resulta do seu contraste com o verde dos pinheiros da encosta. Legalizada e controlada, aceite sem discriminação, a mimosa teria lugar na mancha do património florestal autóctone do Alto-Minho. Pacificamente, entendo.
Quem passa na estrada municipal 202 que liga pela margem direita do rio Lima Viana do Castelo a Ponte de Lima, nos limites da União de freguesias da Torre e Vila Mou, não evitará votar o olhar sobre o renque de mimosas floridas que pintam de amarelo cerca de cem metros da referido percurso. E de gostar.
São invasoras? Há tantas, com ou sem passaporte, algumas não tão bonitas nem pacíficas...
Fotos: doLethes
Remígio Costa
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