Não, não se trata de uma brincadeira de um de Abril que ocorrerá na terça-feira próxima. Há, de facto, lampreias no Largo Capitão de Gaspar de Castro, vivinhas da silva, como as que sobem o rio Lima. Só que estas a que me refiro rabejam dentro da réplica de canoa monóxila construída pelo Caninhas, lastrada de água e com ar insuflado para as oxigenar antes de serem preparadas "à maneira" pelos "especialistas" e colocadas nos varões de ferro do assador, onde acabarão tostadinhas e prontinhas a saborear às torinhas com uma efervescente malga de tinto carrascão de boa cepa. Ai, não que não vão!
Numa tenda levantada na placa central do Largo da Feira estavam a ser preparadas cerca do meio dia as famosas lampreias na brasa, ao mesmo tempo que nos restaurantes ali existentes o sazonal pitéu (para quem o aprecia e são muitos) ela é servida noutras opções ao gosto do cliente, com arroz "a fugir no prato", escurinho como uma mestiça e tão atraente quanto ela, ao feijão, à bordalesa ou fumada, conforme a arte das cozinheiras que, por aqui, ainda não são chefs. É o dia da lampreia, neste ano corrente, porque já antes o festim aconteceu por cá, noutras comemorações e com outros protagonistas.
Ao contrário do que se possa imaginar a chuva não deverá causar diferença a esta iniciativa que tem carácter de solidariedade social, pois que, a haver lucro das vendas, ele destinar-se-à à Obra Social Riba Lima, já em actividade parcial. Isto, porque alguns preferem levá-la para as suas casas e fazer a refeição em família evitando as contrariedades da chuva.
Pelo que pude constatar nos minutos que estive na "cozinha", onde o Caninhas era o chef da equipa, já vários exemplares tinham sido vendidos e outros volteavam nos rodízios para "ficar no ponto", à "profissional".
Bora lá, a lampreia!
Presumo que a "reserva" garante a ininterrupção da procura, pelo que até à noite ela, a iguaria que pela viscosidade da sua pele escapa-se com enorme facilidade à voracidade de predadores com crachá, continuará a abastecer o mercado. Seja, pois, de Lanheses ou de fora, e, se por felicidade sua abrir o doLethes, faça-se à estrada e deguste, ao menos, uma tora e ficará a saber que é bem mais saborosa do que um "coelho à S. Bento", onde até o molho causa vómitos.
Bolo de aniversário (3º) do blogue Something Special
Para festejar o 3º aniversário do blogue de que é adminstrador, SOMETHING SPECIAL DO VALE DA SERRA D'ARGA, Sérgio Moreira, juntou num jantar que decorreu num restaurante de uma localidade vizinha, muitos dos seus seguidores e amigos e membros da sua família. O convívio reuniu cerca de seis dezenas de participantes, sendo animado por um um cantor a solo que interpretou temas populares da música portuguesa. No decorrer do encontro houve ocasião para alguns momentos de recitação de poesia e textos divertidos de que se ocuparam alguns dos participantes, bem como oportunidade de alguns pares aproveitarem a música para ensaiar algumas danças.
Sérgio Moreira, o gestor do blogue.
Para além do autor do blogue que descreveu, não sem alguma emoção, a sua adaptação a Lanheses e às actividades que vem promovendo, alguns amigos mais próximos de Sérgio Moreira aproveitaram o momento para enaltecer as suas qualidades e a meritória colaboração e participação que tem desenvolvido em sintonia com a Junta de Freguesia e da população de Lanheses, de um modo geral. Que some muitos e frutuosos anos o something special, votos do colega doLethes.
À UMA hora de amanhã, Domingo 30 de Março, os ponteiros dos relógios devem ser avançados de 60 minutos passando a marcar DUAS horas. Entramos deste modo na chamada HORA DE VERÃO, que há-de prolongar-se até à madrugada do dia 30 de Outubro, quando os ponteiros voltarem a ser posicionados na primeira hora daquele dia. A alteração nos termos acima indicados são válidas apenas para o território de Portugal Continental (TMG), e Região Autónoma da Madeira, pois que, na
Região Autónoma dos Açores
será adiantada 60 minutos às 0 horas de tempo legal (1 hora UTC) do dia 30 de Março e atrasada 60 minutos à 1 hora de tempo legal (1 hora UTC) do dia 26 de Outubro.
Já sabe, à uma avance para as duas (se estiver acordado).
CASA DO POVO DE LANHESES, 50 - Académico FC (Porto), 70
As três equipas alinhadas para início do jogo, estando a equipa da Casa do Povo equipada de branco.
Realizou-se esta tarde no pavilhão gimnodesportivo da Casa do Povo de Lanheses um encontro de basquetebol na categoria sub-18, masculinos N-A, a contar para a Taça Nacional desta categoria, entre as equipas da Casa do Povo e o Académico FC, do Porto. A partida terminou com o resultado de 50-70 favorável ao Académico FC, não obstante a réplica dada pelos rapazes da equipa visitada que se bateram de princípio a fim pelo melhor resultado possível. Os portuenses evidenciaram maior potencial, principalmente no número e qualidade dos seus jogadores que lhes permitiu ter em campo praticamente duas equipas sem perda de qualidade, estando os lanhesenses limitados no número de opções disponíveis. Momentos do jogo em fotos.
O escrito, poeta e criador plástico, VALTER HUGO MÃE, esteve ontem à noite no auditório da Escola Básica e Secundária de Lanheses, numa iniciativa da Biblioteca Escolar de Arga e Lima, numa sessão que se prolongou por cerca de duas horas perante uma sala decentemente preenchida por alunos, corpo docente do Agrupamento Escolar ede diferentes estabelecimentos de ensino e público em geral.
A sessão foi iniciada com a apresentação do convidado pelo director do Agrupamento Arga e Lima Manuel Agostinho Sousa Gomes, seguida de uma interpretação musical de violino de uma jovem estudante, Erica, em dois números.
Com vista ao desenvolvimento do objectivo da sessão foram lidos textos avulsos de obras do autor, designadamente dos livros "A Fábrica de Fazer Espanhóis" e "Desumanização" de que se ocuparam a directora da Biblioteca Escolar dr" Manuel Castro e o dr. Agostinho Gomes, alunas do curso complementar da área do Turismo e de uma docente da Escola Secundária de Monserrate cujo nome não anotei.
O director do Agrupamento, apresentando o autor que tem à sua direita a responsável da Biblioteca da Escola Secundária de Lanheses.
Concluídas as leituras foi a vez de Valter Mãe assumir o protagonismo da sessão para falar de si e da sua obra, discorrendo informalmente sobre o percurso que o conduziu à escrita, tendo referido o ambiente familiar em que decorreu a sua infância, o modo como se relacionou com as suas três irmãs mais velhas e a veneração que dedicava a mãe, a opção de trocar a carreira na advocacia para ser escritor, a sua experiência nas artes plásticas e na música, os seus hábitos e opção de vida a só e a relação que tem com os amigos do círculo em que se move, dando grande ênfase ao conceito que faz sobre a relevância do papel que a mulher possui em oposição ao homem, num relato onde não faltaram episódios e histórias vividas na primeira pessoa enriquecidas pelo picaresco dos pormenores e pela graça que o seu saber lhes incutia.
A informalidade do escritor
O apreciado e laureado palestrante disponibilizou-se depois para responder às questões que lhe quisessem propor, estabelecendo-se um troca de perguntas e respostas que Valter Mãe conduzia com à vontade e fino humor, dizendo com graça verdades muito sérias. Sendo inapropriado relatar aqui em pormenor as variadíssimos leituras que os seus livros sugerem, dois houve que mais me sensibilizaram: o rumo que a mulher assume para impor a sua supremacia na sociedade relativamente ao homem e o modo como actualmente são vistos e tratados os idosos, designadamente pelos mais jovens, constatando serem coincidentes com as minha as opinião que o escritor expandiu sobre aquelas questões.
Drª Manuel Castro, responsável pela Biblioteca
Aluna da área do Turismo, lendo um extracto do romance "Desumanização"
ERICA, a violinista
Assistência
A terminar este bem aproveitado sarau, foram entregues a Valter Hugo Mãe algumas prendas para assinalar a sua passagem pela Escola Secundária de Lanheses, sendo-lhe oferecidos um livro editado pela Junta de Freguesia, um Cristo original e um palmito dourado típico de Viana do Castelo.
O escritor disponibilizou-se depois para autografar as obras que lhe foram apresentadas, com o que terminou esta excelente iniciativa da dinâmica Biblioteca Escolar de Arga e Lima.
Docente da Escola Secundária de Monserrate, numa leitura.
Engª Rosa Venâncio, professora e dirigente da ESTG, recolhe a mensagem do escritor.