segunda-feira, 7 de setembro de 2026

CHINFRIM DE PRINCÍPIO AO FIM

 


CHINFRIM DE PRINCIPIO AO FIM

 

O Verão apronta as malas, 

Tem o outono à porta; 

As favas foram contadas 

Para alguém colher na horta.

 

Quando setembro chegar, 

O Sol alivia o forno. 

Passam gaivotas no mar 

Trazem ondas em retorno.

 

Lenta,  pálida, dormente,

Apaga-se a luz do sol;

A nuvem  a ociente

Cobre o sol, faz de lençol.

 

Ouve-se  grasnar o corvo,

Quebra silêncio a poupa;

Parar o sono é estorvo, 

A paciência é pouca.

 

Está a alvorada a chegar,

Dá o galo um sinal; 

Na torre o sino a tocar 

Sai a voar um pardal.

 

Abre no céu  luz d'aurora, 

Pelo sol foi expelida; 

O verão não foi embora 

O outono que o diga.

 

E por agora apenas resta 

Colher algum benefício:

Rejeitar o que não presta 

E colher o desperdício.

 

Remígio Costa 

2026.09.07 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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