O Parque Verde de Lanheses está a ser cada vez mais procurado. Frequentemente, mais nos fins de semana, há sempre um grupo avantajado de pessoas a confraternizar, à mesa recheada de bens consumíveis e bebíveis, a jogar petanca ou às cartas, à sombra das árvores ou debaixo do traço de vinha do lado poente do relvado, ou, esporadicamente, numa mesa isolada a escassos metros do fim da estrada no sítio da Passagem. A fila, longa, dos automóveis estacionados dentro e fora do Parque facilita o calculo das pessoas que ali confraternizam, divertindo-se ou aliviando o stress da actividade que exercem.
Vou até ao Parque Verde com muita frequência, situo-me a escassos metros de distância, eventualmente, uma ou duas vezes por dia para sacudir os tendões das pernas e limpar os pulmões mesmo que há muitos anos não os encha de fumo de cigarro. E, sem intenção de qualquer espécie, observar quem por ali descansa, passeia, namora, balanceia nos vaivéns ou passa por ali em ritmo de treino. Há um grupo formado por mulheres e também alguns homens que se forma entre os bancos do passadiço entabulando conversações sem pre-preparação ou entoando cantigas do Cancioneiro Popular riba Lima.
Parque Verde da Vila Histórica de Lanheses cresceu no bosque de Linhares, na limpeza do "olho" (inacabada) estendeu-se para Norte em limpeza e, cada vez mais, parece outro...
...tudo, em escassos meses!
PS. Está em adiantada restauração (parece novo) o primeiro barco água-arriba dos quatro já criados pelo "nosso" agora famoso artesão amigo e conterrâneo Caninhas, de alcunha (com colaboradores vários) cujo retorno à água do Lima está para breve.
Remígio Costa
Texto e fotografias
2026.06.29
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