... AMANHÃ, VEM VER.
CIDADE BRASILEIRA REMÍGIO
Foi na pia de batismo
Que o nome me foi dado;
Remígio, foi meu destino
Não chorei fiquei calado.
Um Santo com este nome
Nas Igrejas adorado,
Foi, por decisão de Roma,
Das mísulas retirado.
São Remy, Bispo francês,
Rei dos francos converteu,
Um exército de uma vez
Clóvis e soldados benzeu.
Em Reims é celebrado
Numa enorme Catedral;
Tem mausoleu afamado
Deveras celestial.
Remígio é nome raro.
Remy na França é vulgar;
Mas nisso eu não reparo
Cada um tem seu lugar.
No Brasil há uma cidade
Com o nome de Remígio.
Por português foi fundada
Cresceu, ganhou prestígio.
O nome não é comum
Aos que jogam futebol
Que recorde só vi um
A jogar à luz do sol.
Não sou Eusébio, nem Ronaldo,
Dois nomes universais;
Eu tenho um preço de saldo
E basta, não quero mais.
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CATEDRAL DE S. REMY, REIMS - FRANÇA
Remígio Costa
13/7/2026
Mais de dois séculos o local de feira quinzenal em Lanheses foi no Largo da Feira, agora com o nome Largo Capitão Gaspar de Castro, sendo depois transferida provisoriamente para a Alameda 25 de Abril, a sul da Escola Secundária EB 2,3/S, do Agrupamento de Escolas Arga e Lima, com fundamento na execução de um plano de obras que alterou substancialmente o desenho e a estrutura do Largo da Feira. Três Juntas de Freguesia em mandatos completos mantiveram a feira quinzenal num local sem condições básicas, escondida aos passantes na estrada municipal que atravessa o Largo, num estado de letargia económica e comercial.
Retorna a feira quinzenal da freguesia Vila Histórica de Lanheses ao Lugar da Feira que a viu nascer, que foi procurada, cresceu, ajudou o comércio, a agricultura e elevou a popularidade e o estreitamento mútuo das relações humanas das comunidades interna e externas.
Unidos, somos mais fortes.
Local do embate das duas viaturas
Cerca da 16:30h de hoje,sexta-feira dia 11 de julho, duas viaturas ligeiras bateram de frente no cruzamento de estradas a oriente do Larga Capitão Gaspar de Castro, onde há semáforos e passagens pedonais; uma, vinha a descer na estrada do lado norte presumindo-se que iria virar à direita, a outra vinha no sentido contrário na estrada Viana-Ponte e Lima para virar à esquerda donde saía a primeira. Pela posição em que ficaram as viaruras constata-se que o choque dá-se, de frente, na metade da facha norte da estrada municipal e perto do semáforo, Do embate resultaram estragos aparentemente não muito avultados nas viaturas, sendo que uma senhora de Lanheses teve assistência médica local, seguindo posteriormente numa das duas ambulâncias que deram assistência no local para exames médicos hospitalares.
Uma brigada da GNR compareceu no local do acidente para tomar conta da ocorrência e regular o trânsito, o qual não foi interrompido na totalidade.
Se há locais onde uma ROTUNDA faz falta, não apenas para facilitar e regularizar o trânsito mas também para não ter que se esperar a luz verde do semáfaro quando há quem precise do tempo para fins urgentes e a via esteja livre, ou se se usa o local várias vezes por dia e, em cada vez, fica à espera da mudança do sinal, é no cruzamento do lado oriental do Centro Cívico da freguesia. Há espaço bastante, os custos são relativos, evitam-se desastres e facilita-se a vida aos fregueses e aos transeuntes e dispensam-se os (muitas vezes) avariados semáforos.
O ESPAÇO DO CRUZAMENTO ONDE CABE UMA ROTUNDA
Remígio CostaTexto e fotos
2026.07.11
O jogo da PETANCA entrou em Portugal na mala de imigrante que foi emigrante. Com ele trouxe a vontade de praticar, de se expandir e formar equipas e competidores, as regras do jogo e o material a usar.
A pétanque, perdão, dois pés juntos no chão, joga-se com bolas ocas de metal, uma bolinha de tamanho reduzido de madeira que pode chamar-se cochonnet, bouchon ou petit, "à francesa"; fosse de vidro seria berlinde, adulto. A petanca pode jogar-se em terra batida ou cascalho, terreno relvado ou com areia, num espaço de cerca de dez metros de comprimento e quatro de largura, afastado de um pequeno circulo onde se faz o lançamento das bolas sem levantar os pés. As regras para a formação das equipas, do lançamento das bolas e os seus efeitos, tem regras que os intervenientes utilizam para a contagem de pontos.
Lanheses já tem clube formado: Associação de Petanca de Lanheses. Usa, atualmente, o lado norte da placa onde está o fontanário sem água, em frente ao Restauramte da Elisabete Gonçalves. No muro que separa a rua do local do jogo faz de bancada para os espetadores. Para além do Largo da Feira, a petanca já utilizou, em concursos, o Largo de Santo Antão, o espaçoso átrio a poente da Junta de Freguesia, o quintal do Café do Berto e outros em participação em competições até agora realizadas fora da Freguesia. O último, foi um concurso que decorreu na Vila de Darque, para além de Viana do Castelo.
Cresce a PETANCA abate o CHINQUILHO, ou jogo da malha nos tempos idos. Apagou-se há já anos nas Carvalheiras, pôs fim às zaragatas e às zangas entre competidores no Lugar da Corredoura, no Centro Cívico e, onde era mais frequente, noutras partes, um chinquilho renhido.
Texto e fotos
08/07/2026
FEIRA ANTIGA DE REGRESSO À VILA
Já foi feira grandiosa
Duas vezes em cada mês.
Séculos de vida honrosa
Que tanta grandeza fez.
Razoável era o espaço
Para acolher compradores,
De leste para oeste
Não faltavam vendedores.
Um dia a Feira perdeu
Do lugar onde nasceu;
A procura não subiu
Muitos fregueses perdeu.
Se no Largo tantos tinha,
À Alameda não vão.
Fica pequena a feirinha,
Falta-lhe não ter condição.
Mas de volta ha de trazer
Os feirantes à sua casa;
Quem manda sabe fazer
Ao que ao povo agrada.
Roma e Pavia não se fizeram num dia.
Devolução da feira ao Centro onde nasceu
É condição que há muito Lanheses merecia,
Porque tempo demais já se perdeu.
Com o plano a dormir numa gaveta de secretaria,
O regresso à casa onde nasceu e anos morou
O Centro Cívico renasce com ardor e alegria
Como se fosse alguém que ressuscitou
Do sepulcro dum cemitério onde jazia.
Remígio Costa
Texto e fotos
2026:07.06