CAMINHOS INSEGUROS NÃO OS PROCURES
Subi a Santa Luzia
Ao volante do meu carro;
Dei as curvas que podia,
Cheguei ao alto que queria
Sem causar nenhum estrago.
Saquei da minha Canon,
Logo tomei posição
Alonguei o meu olhar,
Da cidade até ao mar
Que grande satisfação!
Vi o Lima entrar no mar
Parecendo adormecido;
Nevoeiro a passar
Tornando tudo escondido
Para mal fotografar.
Continuei o trajeto
Do modo que é correto,
Logo passei a Citânea;
Parei de novo ali perto
Obtive foto espontânea.
A seguir o que me deu.
Prossegui a caminhada,.
Madalena apareceu,
Localizei uma estrada
Ainda não estragada,
Mas assim aconteceu.
A seguir não era estrada,
Mas carreira estragada
Por caudais grossos de chuva;
No piso havia buracos,
Pedras soltas, uma fartura,
Tal cântaro partido em cacos.
Voltar atrás não podia,
Pra frente contnuei,
Para onde ia não sabia
Qual direção escolherei.
Foi já no cimo do monte
Que uma placa avistei,
Com opções pra confronte
Para esquerda logo virei.
Caminho estreito e sinoso,
Piso estragado por buracos,
Estava a ficar ansioso,
Cansado de cérebro e braços,
Quando numa curva reparo
Em casas num curto espaço.
Depois de tanto andar,
Tão frito como um bife,
Soube estar eu a chegar
À Freguesia de Afife!
Que alívio de tanta cretinice.
Remígio Costa
25.10.2026

