Correu sério risco de total desmantelamento o barco água-arriba " FREGUESIA DE LANHEZES" face ao alto grau de deterioração a que havia chegado. Atracado à plataforma de acostagem montada na margem direita do rio Lima no sítio da Passagem e Parque Verde, a primeira réplica construída e estreada na Freguesia de Lanheses da antiga embarcação encontrava-se debaixo da água. Submersa, em posição oposta à natural, só com o auxílio de uma equipa de bombeiros e pessoal voluntário foi conseguida a recuperação do barco, apenas depois do apaziguamento pela baixa da maré da corrente do Lima apesar de alterada pelo excesso de chuva que então caía.
Fora da água o estado da degradação do barco era (praticamente) total. Ouviram-se comentários nada foráveis quanto à vantagem de uma restauração, dado que apenas o fundo do água-arriba tinha possibilidade de ser aproveitado. Quanto à estrutura, zero de utilidade.
Muita gente (eu diria toda) na freguesia conhece e sabe quem é o artista-artesão mais habilitado e com prática já demonstrada e certificada. Partindo do conhecimento que o nosso conterrâneo Mestre Manuel João, vulgo Caninhas, já tem no seu currículo três réplicas de embarcações água-arriba, a primeira designada como "FREGUESIA DE LANHEZES" a segunda e a terceira, PONTE DE LIMA (nomes incompletos), esta,a quarta, em vias de conclusão, bem pode ter o nome do "ARTESÃO CANINHAS", sem desprestígio e boa avaliação de quem com ele colabora ou já colaborou, por amizade e companheirismo. Lembre-se que é o nosso popularizado artesão quem escolhe a madeira da estrutura, atenta à qualidade dos produtos aplicados, manda, risca, corta, prega, pinta, iça nos postes a vela e a bandeira, arrasta para a água com o Jeep próprio todo o seu empenho e trabalho.
Agradecer a quem merece, cada qual a seu modo.
NOTA: Estas fotografias foram obtidas na semana passada. Hoje, seriam mais elucidativas quanto ao estado da obra.
Remígio Costa