segunda-feira, 22 de junho de 2026

BAGO A BAGO SE FAZ O SUMO

            

FERNANDO CASTRO SOUSA TENDO À DIREITA O PROF. DOUTOR SALVATO TRIGO

           BAGO A BAGO, é o título dado pelo poeta vianense Fernando Castro e Sousa ao sexto livro de versos da sua autoria, cuja apresentação pública decorreu no sábado dia 20 do corrente mês de junho no Auditório do Museu Municipal de Viana do Castelo no Largo de São Domingos, lotado para além da comodidade das pessoas sentadas. Por convite antecipado do meu particular amigo de há anos Castro Sousa, fiz parte das dezenas de assistentes que aderiram ao ato solene da apresentação da nova obra literária do autor.

           Fernando Castro Sousa, nascido em Lisboa mas aos sete anos de idade mudando de residência para a  Vila de Ponte de Lima, foi bancário de profissão em Viana do Castelo com intervenções em ações culturais e cívicas, sendo em vários anos colaborador do semanário A Aurora do Lima, onde assumiu a  organização do concurso de quadras na Romaria de Nossa Senhora d´Agonia, extinto que ficou após a sua desistência por saturação da cansativa organização. A nossa convivência e amizade estabeleceu-se quando ambos exerciam as profissões distintas aumentado depois da minha participação no concurso do semanário permanecendo até aos dias de hoje. 

           Na sessão usaram da palavra o autor para a saudação da praxe, o Doutor Salvato Pires Trigo Diretor e Professor da Universidade Fernando Pessoa, do Porto, a Profª  Drª Primavera na leitura de dois poemas e um duo de tocadores de guitarras com atuações a merecerem aplausos da plateia atenta. 

           Em toda a assembleia, de diferentes escalão de idades, apenas cumprimentei dois velhos amigos, o conpanheiro de Curso Manuel Fernandes, de Viana e o Silva pintor e escritor de Ponte de Lima que há anos não nos cumprimentavamos.  

 









                                         Prof.ª Doutora PRIMAVERA

                                     PROF. DR. SALVATO TRIGO
                            FERNANDO CASTRO SOUSA, O AUTOR POETA




 

 Remígio Costa 

2026.06.22 

           

           

           

             

            

FONTE DO CRELO QUE JÁ FOI

             


            Resiste à lei da Natureza o apagamento total da ancestral Fonte do Crelo, pertencente ao Lugar da Corredoura, da Freguesia de Lanheses, situada no fundo da encosta virada a nascente, a cerca de trezentos metros abaixo da estrada municipal e da urbe comunitária. O acesso é feito por um caminho apertado e irregular no piso a carecer de limpeza de arbustos e mato que encurtam a largura dificultando a passagem de viaturas ainda que de tamanho reduzido. A meip do caminho há uma única casa habitada em todo o trajeto.

             Para quem foi durante anos habitante corredourense e inúmeras vezes desceu e subiu a rampa de acesso à Fonte do Crelo, fica desoladamente chocado de tristeza pelo estado de abandono a que o local chegou; nem a frente da pedra semi-redonda da fonte e o bebedouro de chafurdo ao lado, nem a porta da mina e o tanque quase submerso estão visíveis, tal como a água que se ouve e sente sob os pés a passar por entre o manto de erva alta que cerca e esconde todo o espaço da fonte. Os tempos mudaram e com ele a alteração da vida corrente na Corredoura. A água canalizada chegou gradativamente aos domicílios, a fonte manteve o caudal mas a água continuou desaproveitada para consumo doméstico e na redução do uso do tanque, na rega dos lavradios que deixaram de produzir.

            Veio-me por momentos à memória o que foi para mim a Fonte do Crelo nos primeiros anos da minha infância. Recordei quando ia encher o cântaro de barro para abastecer os de casa e as panelas, e depois subir o caminho com ele cheio  na cabeça, ainda que nem sempre chegasse com a água porque me estatelava no chão e desfazia em cacos o cântaro, ou de quando descia o caminho levando à frente de mim uma pata-mãe com uma dúzia de filhotes para se banharem e recrearem na água da represa enquanto eu fumava o meu cigarrito proibido, ou esperava na fila para chegar a minha vez de encher a cantarinha quando a água no verão era um fio e os utilizadores muitos, ou conduzia um par de vacas leiteiras para casa depois de lhes dar de beber na fonte.

           A minha vontade de visitar um sítio por onde andei na juventude e que muito bem conheci e amei, nada tem a ver com a falta de limpeza do local, e se é ou não dipensável o arranjo à volta da fonte já que não serve a comunidade porque a sua utilidade pública deixou de ser relevante, tal como noutros pontos da Freguesia onde há situações idênticas e não deixam de ser do conhecimento de quem de direito. Depois, nem o caminho da fonte é muito utilizado sendo raras as pessoas que passam por ali quando têm propriedades por perto. O Turismo segue outros rumos.

 

           


                                TANQUE E AO FUNDO A FONTE
                                     TANQUE DE CHAFURDO
                                      TANQUE E FONTE 
                                                FONTE
                                        PORTA DA MINA
                                         CAMINHO PARA A VEIGA
                                                   TANQUE
                                       VISTA GERAL
                             PARTE FINAL DO CAMINHO DE ACESSO

            Remígio Costa

            2026.06.22 

             

             

             

             

             

domingo, 21 de junho de 2026

FESTA EM HONRA DO SENHOR DO CRUZEIRO E DAS NECESSIDADES, VILA HISTÓRICA LANHESES - VIANA DO CASTELO - ALTO-MINHO


CARTAZ DA FESTA 
                                                             PROGRAMA DA FESTA

                 Este, é o Programa da Festa do Senhor do Cruzeiro e do Senhor das Necessidades do ano de 2026, uma festividade ancestral que decorre na freguesia Vila Histórica de Lanheses, concelho e distrito de Viana do Castelo, província do Minho. À semelhança do que esta tradicional festividade vem demonstrando, o programa do ano em curso mantém a sua essência católica-profana como está referido no Programa e Cartaz. Saliente-se que nem tudo decorre na Igreja paroquial e no amplo adro circundante onde está a Capela do Senhor do Cruzeiro e Senhor das Necessidades, de fachada histórica no estilo figurativo  rococó

                 Entre as diferentes ações constantes do Programa, merece destaque especial a Solene Procissão, a qual percorre uma distância que supera dois quilómetros na ida e volta, num itinerário que comporta a Alameda 25 de abril, a Rua Condes de Almada, o Largo Capitão Gaspar de Castro ou Centro Cívico e retoma no regresso à Igreja o caminho para a Capela e Igreja. Como nota confirmada historicamente, esta Procissão chegou a ser levada em épocas antigas através da veiga marginal da margem direita do rio Lima, como prece ao Senhor do Cruzeiro e das Necessidades nos anos do estio para que tudo fosse regado pela chuva que não havia.

                  Realce-se a feitura do Cartaz da Festa pela primeira ves por uma jovem senhora Lanhesense, de nome Gina Teixeira,  sucedendo aos que em três anos sucessivos anteriores foram pintados pelo artista nosso conterrâneo e amigo de longa data, Manuel Militão. 

                 Seguem-se fotografias respeitantes às vendas na tenda de refeição e de sobremesa para levar para casa como constava da publicidade, bem como o ato da apresentação do Cartaz em frente à Capela do Senhor do Cruzeiro e das Necessidades.

remigiocosta@sapo.pt 

                                                       NA TENDA A COMIDA
   



                                                      NO FIM DA MISSA
   


                                                   APRESENTAÇÃO DO CARTAZ


Pároco Daniel Rodrigues, à direita, faz a apresentação do Cartaz da Festa 2026







                               GINA TEIXEIRA, À DIREITA, RECEBE RAMO DE FLORES













Remígio Costa 

Texto e fotos 

2026/06/2026 

 

 

 

BAGO A BAGO SE FAZ O SUMO

             FERNANDO CASTRO SOUSA TENDO À DIREITA O PROF. DOUTOR SALVATO TRIGO            BAGO A BAGO, é o título dado pelo poeta vianense ...