segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

domingo, 24 de janeiro de 2016

CEGONHA BRANCA DE REGRESSO AO LAR.

           

              Há oito dias atrás um par de cegonhas brancas sobrevoou durante alguns minutos a zona urbana do Largo da Feira, sem pousar. Não é possível saber-se se se  tratava de aves jovens nascidas nos anos anteriores no ninho da chaminé da Rua de Santa Eulália (edifício da antiga casa do povo de Lanheses) ou de um outro novo casal de cegonhas em prospeção de local para se instalar. A ocorrência prenunciava o regresso para breve do casal "dono" da gigantesca obra de engenharia natural, que desafia vai para seis anos as leis do equilíbrio e os danos das intempéries, facto que ocorreu esta tarde com a "posse" de um elemento da família, quiçá, a fêmea D. Lala que, em todos os anos anteriores, sempre chegou primeiro que o companheiro sr. Lima pelo menos uma semana. Se o "velho" casal de cegonhas brancas não se separou por qualquer circunstância trágica ocasional, brevemente voltará a juntar-se para recompor as "instalações" e para procriar, cumprindo o ciclo natural da preservação da espécie.

             Em dia de eleição para encontrar um novo inquilino do palácio de Belém, Dona Lala volta ao seu por direito adquirido, sem precisar de segunda volta ou escrutínio popular.





 Fotos: doLethes

SPORT CLUBE VIANENSE (SCV) LUTA PELA SOBREVIVÊNCIA.

Amândio Araújo Passos da Silva, é uma figura de vulto da cidade de Viana do Castelo, onde nasceu em 11 de Julho de 1936, com participação de grande destaque na vida social, política e desportiva da cidade e da Região. Do registo do seu percurso de vida consta a participação em dois mandatos na Assembleia Municipal de Viana do Castelo, o cargo de vice-presidente da Direção do Lar de Santa Teresa, de Diretor do S. C. Vianense com desempenho em funções sucessivas de vogal,  tesoureiro, diretor do Departamento de futebol, diretor de obras para o arrelvamento do campo e criação de novos equipamentos, em diferentes épocas tendo, ainda,  jogado na equipa de júniores nas épocas de 1954/55 e 55/56, com o cargo de capitão e da qual eu próprio fiz parte e com ele criei amizade; foi presidente do Viana Taurino Clube, diretor da Associação de Futebol de VC em vários cargos e desempenhou as funções de Delegado distrital da Direção Geral de Desportos. Na sua carreira profissional de gerente bancário foi, durante 14 anos, delegado distrital do respetivo sindicato. Atualmente, ocupa na delegação da Cruz Vermelha de Viana do Castelo o cargo de vice-presidente da direção.

Em 20 de janeiro de 2015 foi distinguido nas comemorações oficiais do Dia da Cidade como Cidadão de Mérito por serviços prestados à Comunidade.

                                       »«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«»«


A crise do Sport Club Vianense

O Sport Clube Vianense atravessa uma das mais graves crises da sua história. A continuação da sua existência é factor de muita preocupação, pese o empenhamento do grupo de jovens que recentemente tomaram em mãos a sua gestão. Mas as dívidas, penhoras, e de mais responsabilidades herdadas dum passado recente, têm dificultado, e de que maneira , a sua recuperação.

Do livro editado aquando da celebração dos 100 anos, respigamos ;“Do seu percurso centenário brota uma história rica e cheia de vivências…”, e mais adiante, “… afirmando-se inicialmente como uma agremiação recreativa, cultural e lúdica de cariz local, cedo se identifica como um polo aglutinador da sociedade vianense.”  

Nós próprios, escrevíamos em NOTA DE ABERTURA, da mesma publicação, “Ao longo dos cem anos da sua existência, o Sport Clube Vianense, acumulou uma vasta e diversificada herança de abonatórias recordações  e assinaláveis actividades desportivas, culturais, artísticas e sociais, herança que nos pareceu ser digna de investigação, e publicação num volume que a perpetuasse.” 

Infelizmente a crise instalou-se, poucos vianenses, muito poucos, continuam a lutar pela sobrevivência do vetusto clube.

Ao  fim de 118 anos, que atingirá no próximo dia 13 de Março, a viver mais uma grave crise, fruto do desamor e alheamento dos vianenses, originada pelo aparecimento de numerosas solicitações  de novos clubes e novas modalidades, dispersaram  e, até, esvaziaram o espírito associativo de dedicação e bairrismo clubista, fazendo com que o velho Vianense fosse, aos poucos, perdendo influência  na vida da comunidade citadina e concelhia.


Mas a esperança não morreu.


Os corpos gerentes em exercício, constituído por uma plêiade de jovens , estão profundamente empenhados na luta pela sobrevivência do velho Clube.

A cidade registará o seu gesto altruísta.


aps

sábado, 23 de janeiro de 2016

QUADRO DA LAVOURA ANTIGA EM LANHESES (VIANA DO CASTELO)

Drª Ana Maria Craveiro Malheiro Pereira da Castro
Licª em História (UC)
Professora jubilada do ensino secundário com exercício docente em vários estabelecimentos de ensino, designadamente no Externato liceal e Escola EB 2,3/S, em Lanheses, onde concluiu a carreira.
Tem residência nesta freguesia na Quinta de S. Filipe a qual pertenceu ao seu pai Capitão Gaspar M. Pereira de Castro, emérita figura da freguesia de Lanheses (Viana do Castelo).

                                 »«»«»«»«»«»«»«»«»«.

               Vou relembrar alguns aspectos de Lanheses do meu tempo de menina. Hoje tenho 84 anos...
               Recordo com saudades as cantigas que se ouviam de manhãzinha e ao fim da tarde quando os grupos iam e vinham dos trabalhos agrícolas.
               Por exemplo, as lavradas: à frente dos bois quase sempre uma mulher e ao arado um homem. Os outros, de enxada na mão, endireitavam a terra. 
               Nos prados cá de casa eram mais ou menos quinze pessoas. Ao lado dos bois, a comer os bichinhos da terra, várias lavandiscas. Havia sempre um garrafão de vinho (coberto de palhinha) para animar as hostes e dar forças para aqueles trabalhos, que eram pesados.
               A agricultura era completamente diferente naquela época. Era uma vida simples, havia com certeza mais miséria, mas havia também uma alegria sã que hoje não notamos.

                    Oh, Lanheses doutras eras
                    Oh, Lanheses do passado
                    Que não havia tractores
                    Se lavrava com o arado.
    

(O texto não segue as regras do Acordo Ortográfico)  
    

NOVIDADES NO doLETHES.

  
              

           Sem que a matriz que está nos princípios do seu aparecimento e que se procurou seguir ao longo destes quase seis anos de existência seja alterada, o doLethes abrirá a partir de agora um janela de novidade para dar espaço à colaboração de personalidades com quem mantenho relações de muita estima e a quem voto grande consideração. As pessoas que acederam ao desafio que lhes propus fazem parte do meu círculo de conhecimentos há longos anos apesar de dois dos convidados residirem e terem feito os seus percursos de vida em Viana do Castelo. No momento oportuno serão divulgados alguns dados biográficos e pessoais dos meus convidados.

          Postos a par do perfil do blogue e dos fins que prossegue foi por mim sugerido que os temas a tratar tivessem preferencialmente carácter regional, salvaguardando a liberdade incondicional  de cada um dos colaboradores abordar os assuntos que por bem entender e com a regularidade que a vida pessoal o venha a permitir.  

      Ciente de que o doLethes e os seus seguidores sairão enriquecidos com as prestações acima anunciadas, manifesto o meu regozijo e a minha gratidão pela amável e profícua  colaboração que muito me honra partilhar.

Remígio Costa, gestor do doLETHES

A TI, QUEM ENSINOU A NADAR?


LITERACIA EM CANCRO (publicação a pedido)