sexta-feira, 21 de agosto de 2026

GRAÇAS, À SENHORA D'AGONIA E ÁS PESSOAS AMIGAS, TAMBÉM !!!

           

                O Presidente da Junta de Freguesia e a esposa

PRIMEIRA PARTE

           Vinte de agosto do ano de dois mil e vinte e seis, dia feriado municipal no concelho de Viana do Castelo e da Procissão ao Mar na Romaria da Senhora d'Agonia, e uma réplica perfeita de um barco água-arriba denominado "LANHEZES" com dezanove pessoas a bordo de ambos os sexos, faz do conjunto dos dois indeléveis factos um ato marcante da ação vivida pelos participantes protagonistas.

           Apesar de ter acompanhado, virtualmente, no decorrer de anos o curso e variedade de ações da histórica embarcação, em nenhuma vez participei nas múltiplas atividades culturais ou recreativas ocorridas no rio Lima sob o uso do água-arriba, não por desinteresse pessoal quiçã por falta de convite ou desconhecimento da minha parte dos passeios a realizar. 

           Fui surpreendido na noite anterior ao feriado municipal por uma chamada telefónica do presidente de Junta de Freguesia engº Luís Grenho, o qual me convidou para, no dia seguinte, me integrar no grupo que iria participar na célebre e famosa procissão ao mar que faz parte do programa da Romaria. Sem hesitação aceitei e agradeci, por duas razões: uma, porque nunca tinha feito viagem num água-arriba fosse para Ponte de Lima ou Viana do Castelo; outra, porque apenas uma vez há mais de quarenta anos tinha participado na ida ao mar na celebradíssima Procissão da incomparável Romaria vianense num barco com assinalável dimensão repleto de viajantes.

         Ás dez horas e trinta minutos do dia vinte do corrente mês de agosto, o "novo" elegante e estável água-arriba "LANHEZES", restaurado e comandado pelo ímpar  artista e artesão lanhesense João, o Caninhas e com lotação de dezanove pessoas, a maioria formando casal, sulcava macio e com leveza as águas mansas do rio Lima a caminho da belíssima e extremamente ajustada capital distrital do Alto-Minho ao som da voz inimitável de AMÁLIA e letra de Pedro Homem de Mello, "HAVEMOS DE IR A VIANA", após uma hora e doze minutos de navegação alegre e serena. No Parque da Argaçosa ou Praça Viana, atracou o LANHEZES para descanso e almoço ao ar livre preparado em casa pelos casais com produtos variados, do qual fiz parte por gentil convite sendo eu o único que se preparava para almoçar num restaurante mais próximo. Tudo decorreu num ambiente de sã amizade e companheirismo, tal como seria no seio familiar. 

 

     João, o CANINHAS, artesão lanhesense de mérito provado.



                     SEGUNDA PARTE

      Pelas quinze horas e quinze minutos retomamos a viagem, agora para juzante da Ponte Eiffel, pela margem direita do rio, ouvindo cantar ao ritmo de palmas e do som estridente do aparelho radiofónico dentro do água-arriba, o afamado HAVEMOS DE IR A VIANA, ação com resposta da multidão contida ao longo da margem do rio do jardim público até à foz. Aí chegados, demos a volta recuperando o lado sul onde se acolhem as grandes embarcações e os navios da Força Marítima Portuguesa até à Ponte férrea, dando a volta para ir estacionar na bacia marítima dos Estaleiros Navais à boca de saída dos andores da Procissão da Senhora d'Agonia onde, depois da espera até cerca das 18h00, três andores, sendo um o da Senhora d'Agonis onde, no topo da embracação, iam três figuras da Igreja Católica, um dos quais o Bispo da Diocese D. João Lavrador. Entretanto, tinham chegado ao local de saída dezenas de embarcações das mais diversas cores e tamanho a abarrotar de gente, as quais seguiram a Solene Procissão até à barra onde as ondas do mar balanceiam na água onde desagua o rio Lima, continuando agora pelo rio acima até cerca da Ponte Eiffel, para repetição inversa da deslocação anterior.

        O "LANHEZES" subiu o estuário do rio atrás da enorme inclusão de embarcações mas já não desceu. Virou o rumo para nascente e encetou a viagem de regresso em idêntica manifestação da ida. Depois da passar a ponte nova de Viana, acostou para um curto período de merenda finda a qual, serena e estável, Mestre João, o Caninhas orientou para o rio calmo o cativante o já famoso água-arriba, estreando a quarta ponte entre Viana do Castelo e Ponte de Lima, para atracar na Vila Histórica de Lanheses acima da "nossa ponte" cerca das 20H horas da tarde. 

         Tudo o que há a dizer sobre a ida e volta do água-arriba "LANHEZES" é que, graças divinas, a viagem à Romaria  d'Agonia foi um incontroverso sucesso. Muito boa organização, saber e experiência do navegador JOÃO, O CANINHAS, nenhum incidente danoso, estupenda lição de solidariedade, companheirismo e colaboração sem condições impostas, o que não esquecerei enquanto viver.

        Por mim, muito agradeço o convite e o tratamento que me foi concedido, citando o Presidente da Junta engº Luís Grenho, Nelson Lopes e Jorge Pereira de que dela fazem parte, bem como o Presidente da Assembleia Francisco Castro, e aos demais componentes do grupo, os amigos, Preto, Gonçalo e Chico, concedendo ao casal Amaro Rocha e à sua esposa os meus sinceros agradecimentos pela amabilidade do seu trato e amizade.

         GRATO A TODOS.





 

























        

           







           

























  









 
 

 
 

 
 
















Remígio Manuel Silva da Costa

Lanhesense de nascimento 

2026.08.21 

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